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RiMS Racing – Simulando dentro e fora das pistas | Análise

O jogo surpreende pela quantidade, intensidade de detalhes e possibilidades de personalização

Analisado no PlayStation 4


Os jogos de videogame tem passado por constantes melhorias e se aproximam cada vez mais da realidade, com o RiMS Racing não poderia ser diferente. Produzido pela RaceWard Studio e publicado pela NACON, o jogo foi lançado oficialmente em 19 de Agosto de 2021 e nesse review, com a assessoria de instrutor de pilotagem, nossa equipe pôde comprovar essa aproximação com a realidade, tanto em gráficos quanto em jogabilidade.

Com seis combinações de jogo (sendo três níveis de dificuldade e três níveis de simulação física), somos colocados literalmente na pista a bordo de uma Aprilia RSV4 1100 Factory, com um tutorial dos comandos principais para guiar a motocicleta e também administrar o pit-stop. A moto que você guiará nesse tutorial pode não ser necessariamente a Aprilia já que o jogo conta com mais sete das motos mais rápidas do mundo: a Kawasaki Ninja ZX-10 RR, BMW M 1000 RR, Ducati Panigale V4 R, Honda CBR1000RR ABS, MV Agusta F4 RC, Suzuki GSX-R1000R e a Yamaha YZF-R1.

O jogo surpreende pela quantidade, intensidade de detalhes e possibilidades de personalização, tanto no menu principal do jogo, quanto no menu do modo carreira e também durante a pilotagem em si. Freio-motor, sistema antiwheeling e controle de tração são apenas alguns dos controles que o jogador pode administrar durante a pilotagem. Já no pit-stop, a quantidade de itens pode até confundir os que não tem aprofundamento no assunto das duas rodas, são controles como retorno, compressão, dureza e pré-carga da mola para o grupo da suspensão, até mesmo a pressão a frio dos pneus dianteiro e traseiro.

No quesito de sons e gráficos, RiMS Racing surpreende mais uma vez. As motos e os detalhes da pista foram muito bem trabalhados, mostrando que o jogo é de fato um novo conceito de simulador de motocicleta. Apenas notamos que os gráficos no momento do pit-stop poderiam ser melhor trabalhados, isso se nota principalmente na retirada dos cavaletes.

Vemos que um grande diferencial de RiMS Racing está no realismo da moto, onde componentes se desgastam ao longo da corrida ou até mesmo sofrem avarias em função de quedas. Tudo isso impacta diretamente na pilotagem, mas podem ser “facilmente” substituídos na oficina que fica no menu do modo carreira.

E por que “facilmente” entre aspas? Porque na oficina todo o reparo é literalmente executado pelo jogador, que deve, para substituir alguma peça, efetuar uma série de comandos – girar o analógico, desrosqueando o parafuso – para desmontar o conjunto, trocar por um novo e efetuar mais uma série de comandos para montar novamente. Para aqueles que gostam mais de ação isso pode ser um problema, já que demanda tempo, mas calma! No menu do modo carreira é possível comprar com as moedas internas ganhas nas corridas, habilidades, dentre elas a montagem e desmontagem automática de componentes.

RiMS Racing Aprilia

Além de poder jogar em desafios e eventos personalizados online, o jogo também permite enfrentar outro jogador offline em uma corrida totalmente personalizada (em tela dividida).

Mesclando corridas em circuitos fechados e corridas de rua, RiMS Racing promete uma imersão completa no mundo da competição, onde a vitória depende igualmente de suas habilidades de direção e de sua motocicleta. O jogo proporciona uma experiência diferenciada simulando como é estar de fato no mundo das duas rodas, dentro e fora das pistas.

Confira neste vídeo o gameplay de RiMS Racing:

Esse texto é de autoria do instrutor de pilotagem Athos Pavan, com a edição de Saulo Fernandes.

RiMS Racing

8.8

Nota

8.8/10

Positivos

  • Personalização
  • Realismo de desgaste de componentes
  • Possibilidade de Duelo offline

Negativos

  • Gráficos no pit-stop deixam a desejar
  • Necessidade de compra de habilidades
  • Muita variedade de modificação para os que não tem aprofundamento no assunto das duas rodas
  • Versões separadas entre as gerações

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor da Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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