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Gleylancer – Um clássico do Mega Drive finalmente é relançado | Análise

Gleylancer é um título gostoso de jogar e que pode oferecer um bom nível de desafio e diversão

Analisado no Nintendo Switch


Durante a primeira metade da década de 1990 a batalha entre as máquinas de 16 Bits da Sega e da Nintendo estava a todo vapor, grandes lançamentos de um lado, outros equivalentes do outro, mas se havia um gênero onde claramente o Mega Drive tinha vantagem era o de Shoot ‘em up, não que o Super Nes não fosse capaz e/ou não tivesse bons títulos, longe disso, mas era notável que o maior poderio computacional do console da Sega dava vantagem a ele nesses títulos de grande velocidade, e entre esses estava Advance Busterhawk Gleylancer, título da Masaya Games que foi muitos anos permaneceu exclusivo do mercado japonês, tendo apenas aparecido em 2008 no Wii Virtual Console.

Essa história mudou recentemente com o lançamento do título para os consoles modernos pela Ratalaika Games, mais precisamente em 15 de Outubro de 2021 o título foi relançado nos consoles PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e na dupla Xbox Series X e S.

shooter retrô Gleylancer

A história do game é bastante simples, afinal estamos falando de um título de “navinha” onde o foco maior é a pontuação, sempre foi assim, aqui jogamos com Lucia, uma piloto com apenas 16 anos que já faz parte da Federação Terrestre, o ano é 2025 e uma guerra entre os humanos e uma raça alienígena desconhecia acabou de estourar, seu pai, um almirante de alto escalão da Primeira Frota da Marinha Espacial da Federação Terrestre tem sua nave teletransportada para fora do campo de batalha por outras quatro naves inimigas com essa capacidade de transporte, ao ficar sabe disso, sua filha Lucia decide sequestrar o protótipo de combate CSH-01-XA “Gleylancer” e partir sozinha em socorro ao seu pai, tudo isso é mostrado numa boa cutscene animada, o título agora conta com novas legendas em inglês, então já é possível entender melhor o rumo da história.

shooter retrô Gleylancer

O gameplay de Gleylancer é bastante simples se comparado a outros jogos de sua geração, mas nem por isso ele deixa de ser bom, após o inicio do jogo você deve escolher o comportamento oferecido por seus canhões auxiliares, são 7 opções, sendo normal que atira no mesmo fluxo da nave principal, reverso que faz o oposto, Search que procura os inimigos na tela (é a mais útil), multi direcional e multi reverso, atiram em várias direções mas sem muito foco, shadow que seguem o rastro da nave principal e por fim roll que fica girando em círculos ao redor da Gleylancer. Esses modos de operação podem ser mudados com o apertar de um botão na face do controle, isso permite que o jogador mude o modo como eles operam conforme avança pelo jogo.

Ao logo dos 11 estágios vamos encontrar muitas vezes capsulas oferecendo tipos variados de armas para os canhões auxiliares, de lasers a lança chamas, cada uma tem seus pontos positivos e negativos, além disso, a coleta delas em sua maior parte é opcional pelo jogador, mas é fato de que em alguns chefes alguns diferentes tipo de armas são mais eficientes do que em outros. Um ponto que achei estranho em Gleylancer é que de não existe nenhum ataque além do padrão dos canhões e também não tem como mudar a direção da nave ou de seu disparo, ela sempre é apontada para frente da esquerda para a direta, dessa forma o recurso de mudar a direção dos canhões auxiliares é bastante útil e necessário uma vez que inimigos podem vir por trás, por baixo, cima e o cenário também pode mudar de direção na vertical.

As vidas são 4 no modo normal de jogo, e o título é one hit kill, ou seja, qualquer coisa que atinja sua nave ela explode, não existe barra de vida ou a possibilidade de uso de escudo, dessa forma da para imaginar como o jogo original era cruel com os jogadores menos habilidosos, felizmente nesse relançamento uma opção de rewind foi adicionada ao acionar o botão L (L1 ou LB), ou seja, levou um tiro, volte e corrija sua rota para longe do projétil, só assim mesmo para terminar o jogo sem arrancar os cabelos.

Esse relançamento da Ratalaika traz no pacote diversas opções de melhorias para a emulação de Gleylancer, além do já citado e extremamente útil rewind, temos opção de jogar em tela 4×3, pixel perfect ou esticado para 16×9, além disso, é possível aplicar filtros de CRT, com opções de máscara que nada mais é que o tipo de tela CRT que vai ser simulado, também é possível ajustar a intensidade desse efeito além aplicar bordas de fundo, a parte sonora também parece que possui um nível aceitável de emulação, não é tão simples copiar os sons gerados pelo Yamaha YM2612, mas aparentemente não existe nada que pareça tão estranho assim, tudo isso ainda está junto da opção de mudar os mapeamento dos botões do controle, ativar tiro automático, ligar e desligar legendas e claro, os famosos save states a qualquer momento do jogo, mas se ainda assim você quiser ser raiz mesmo, ir na força e no ódio, o modo de jogo clássico que não oferece nenhuma das melhorias citadas está disponível.

shooter retrô Gleylancer

No geral eu diria que Gleylancer é um título gostoso de jogar e que pode oferecer um bom nível de desafio e diversão, você pode começar a jogar o título com todas as ajudas possível e ir removendo elas conforme pega mais habilidade, eu mesmo fiz isso, a primeira partida fui com tudo ligado e no easy, conheci o jogo e vi que não era tudo isso, depois de sofrer horrores na primeira fase parece que você pega o ritmo, tanto que depois me aventurei em dificuldades mais altas e com menos ajuda dos aprimoramento e falo com propriedade, o desafio aplicado faz jus a sensação de recompensa pela vitória.

Confira neste vídeo de gameplay do começo ao fim Gleylancer no Nintendo Switch:

Gleylancer

8

Nota

8.0/10

Positivos

  • Bom nível de emulação
  • As melhorias aplicadas ao jogo deixaram ele mais amigável
  • É um bom jogo do tipo
  • A trilha sonora é muito boa

Negativos

  • O gameplay é muito simplista
  • Sem o recurso de rewind o game é cruel

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor da Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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