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Faraday Protocol – Um puzzle bastante desafiador | Análise

Um planeta abandonado, uma instalação de treinamento e uma AI suspeita...

Analisado no Xbox Series X


Faraday Protocol é um jogo de puzzle em primeira pessoa, o jogo foi desenvolvido pela Red Koi Box e publicado pela Deck13, foi lançado em 12 de Agosto de 2021, mas ganhou status de lançamento apenas no início de novembro com uma nova atualização.

Em Faraday Protocol assumimos o controle do arqueólogo Raug Zeekon, enviado do planeta Cunor para investigar um sinal misterioso oriundo de uma estrela inexplorada. Logo de início nosso personagem é despressurizado, descongelado, algo do tipo e temos controle dele em sua capsula de transporte, ao sair nos deparamos com um drone que faz a leitura de Raug e logo em seguida passa a nos dar instruções em uma língua em que o personagem reconhecesse, dando boas-vidas a OPIS.

Faraday Protocol
Nosso primeiro contato é com o drone de indentificação
Faraday Protocol
O jogo apresenta seu mundo exterior logo de começo

Ao sair desse primeiro local estamos numa área com grandes construções ao redor, você é livre para explorar quase tudo, mas apenas uma porta é acessível, já de começo o game ensina que Raug é capaz de correr e apertar botões. Assim que acessamos a primeira instalação a inteligência artificial nos da boas vindas informando que estamos entrando na instalação de Testes nível 1 e que o último acesso aconteceu a mais de 10 milhões de dias atrás, mais precisamente 10.345.560!

Ao entrar neste ambiente somos colocados frente ao primeiro modelo de puzzle do jogo, o de identificar símbolos e combinar a sequência, ao fazer isso recebemos a Bia-Tool, uma relíquia antiga desta civilização capaz de armazenar e disparar dois tipos de energia, a energia azul e a vermelha.

Faraday Protocol
Energia vermelha e azul são parte fundamental dos puzzles

Pois bem, Faraday Protocol começa mesmo após recebemos a Bia-Tool, ela é um componente crucial na resolução dos puzzles do game, que são basicamente divididos em três tipos, a energia vermelha, a energia azul e os blocos de combinação, isso pode parecer pouco, mas combinados de forma bastante variada e com o auxílio de itens abre um leque muito grande do que pode ser feito no game.

Para começar a energia vermelha é a mais básica, ela pode ser coletada de estátuas que lembram pássaros e disparadas em outras do mesmo estilo, dessa forma a energia é coletada de uma e passada para a outra, ela ainda pode ser atirada em qualquer lugar para que fique ali “aguardando”, painéis são usados para direcionar essa energia, dessa forma estátuas mais longas e/ou inacessíveis podem ser energizadas.

Faraday Protocol
A energia azul é capaz de criar esses elos de carregam energia de um ponto a outro

A energia azul é pouco mais engenhosa, ela também funciona da mesma forma sendo coletada em estátuas com outro formato e transferidas a outras de mesmo modelo, mas as semelhanças terminam aqui, o poder azul pode criar elos de corrente de energia lingando um ponto ao outro, fazendo com que a energia flua de uma item ao outro, como se fosse um fio condutor, ela não pode ser disparada livremente e nem direcionada por painéis.

Ambas as energias podem ser convertidas usando estátuas dos dois modelos interligadas, além disso, correntes de bloqueio em portas podem impedir Raug de atravessar caso esteja carregando na Bia-Tool um tipo ou outro de energia.

Faraday Protocol
Aqui painéis e botões devem ser ligados com a energia azul para combinar os símbolos

O terceiro e mais complexo elemento de puzzles são os símbolos, eles podem estar aplicados em botões, seletores e totens de energia. Esses símbolos são capazes de controlar variadas plataformas, portas, condutores, botões… se combinado com as possibilidades oferecidas pelas outras duas energias, temos um verdadeiro quebra-cabeças.

Ok, já entendemos como o game funciona, Raug Zeekon é capaz de andar, correr, acionar botões, coletar e disparar energia com a Bia-Tool e com isso desenvolver alguns puzzles, certo, mas onde isso nos leva. Bom, tentando ao máximo evitar spoilers, num dado momento do jogo, partindo do terceiro capítulo você vai notar que a dificuldade dos puzzles subiu alguns degraus a sua frente, ou seja, estamos avançando bastante dentro do treinamento de OPIS, e é a partir dali que mais da história é apresentada e conhecemos a Inteligência Artificial que está aplicando os testes, chamada Iris.

Faraday Protocol
Elevadores precisam ser energizados para funcionar

Iris é um super computador que controla tudo dentro desta instalação, é ela também que é capaz de explicar o que aconteceu ali, neste planeta e o porque ela foi capaz de identificar a língua nativa de Raug Zeekon em poucos segundos. Isso de fato só acontece nos últimos segundo do jogo e até lá você já deve ser capaz de superar os puzzles muito mais complexos que vieram antes.

Eu assumo que alguns me fizeram ter vontade de abandonar o controle, mas com um pouco de lógica e tentativa e erro é possível solucionar, um detalhe bom do jogo é que ele recarrega os níveis quase que instantaneamente, ao menos nesta versão do jogo. Para aqueles mais curiosos existem colecionáveis escondidos nas salas, vale a pena vasculhar e procurar botões e espaços escondidos.

Faraday Protocol
O visual de alguns ambientes é bem legal

Visualmente falando Faraday Protocol é muito bonito, apesar do grande número de salas com um visual monótono e repetitivo, o jogo tem momentos que agradam bastante aos olhos. A parte sonora é boa, algumas músicas são legais e o título tem voz para o Raug e Isis, mas todo em inglês, nem sequer legendas em português do Brasil.

Ao final, eu diria que Faraday Protocol é um título bastante competente em sua proposta, ele mescla formas diferentes de puzzle com boa criatividade, muitos desafios farão você pensar, sem que seja demasiadamente óbvio, a história é intrigante e até mesmo surpreendente, mas o final pode dividir opiniões. Sendo assim, posso dizer que o jogo é uma boa pedida, mas que seu fator replay é bastante limitado, uma vez terminado não existem muitos motivos para revisitar, a não ser que algum colecionável tenha ficado para trás ou que você queria tentar solucionar algum desafio de outra forma.

Confira neste vídeo o gameplay de Faraday Protocol até seu terceiro capítulo:

Faraday Protocol

8.5

Nota

8.5/10

Positivos

  • Os puzzles são inteligentes
  • E desafiadores
  • A história é intrigante
  • O visual

Negativos

  • O fator replay é baixo
  • O final pode desagradar

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor da Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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