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NieR:Automata The End of YoRHa Edition – Um excelente port no Nintendo Switch | Análise

A versão de NieR Automata para Switch foi feita pela Virtuos, uma empresa chinesa fundada em 2004 que hoje tem sua sede em Singapura.

Analisado no Nintendo Switch


NieR:Automata é um RPG de ação desenvolvido e distribuído pela Square Enix. O título foi lançado para o Nintendo Switch em 06/10/2022 com o port feito pela Virtuos.

Lançado em 2017 para o PlayStation 4, NieR Automata acumula elogios, prêmios e detém um considerável sucesso comercial. Desde o seu lançamento, o título recebeu várias atualizações e também versões para outras plataformas como PC, Xbox e em 2022 finalmente chegou no Switch.

NieRAutomata The End of YoRHa Edition

Sem spoilers. Como esta é uma análise da versão do Switch, eu não vou focar na história e sim em como está o desempenho deste port no console híbrido, mas para quem não conhece ou não se lembra. Nier Automata é um RPG de ação que se passa no futuro distante, em uma Terra devastada onde existe um conflito entre máquinas criadas por alienígenas e androides desenvolvidos pelo que restou da humanidade. Claro que isso é só a superfície, pois no controle dos Androids nós partimos para uma aventura rica em história com vários finais e é claro muita ação.

A versão de NieR Automata para Switch foi feita pela Virtuos, uma empresa chinesa fundada em 2004 que hoje tem sua sede em Singapura. Desde sua fundação, a Virtuos foi responsável por vários ports de jogos para diversas plataformas que incluem PC, mobile e consoles, com um catálogo que detém alguns bons ports e outros que precisaram de várias atualizações até ficarem estáveis. No Switch a empresa está por trás de alguns ports de franquias de sucesso como Dying Light: Platinum Edition, Dark Souls Remastered e The Outer Worlds, com os dois primeiros títulos recebendo boas versões e o último apresentando alguns problemas até os dias atuais. Felizmente NieR:Automata foi muito bem portado e sua versão The End of YoRHa Edition mostra que apesar de limitado, o Switch ainda tem lenha para queimar.

NieRAutomata The End of YoRHa Edition

No Switch, NieR Automata chega completo trazendo todo o conteúdo lançado para o jogo, com a adição de uma DLC que traz skins exclusivas para essa plataforma e novas opções de controles. A performance e o visual estão ok, mas por conta das limitações algumas escolhas e alterações tiveram de ser feitas.

Visualmente, a versão do Switch é inferior a todas as outras, mas isso não significa que o jogo seja feio. Por conta das limitações da plataforma alguns elementos precisam ser alterados para se tentar garantir o desempenho e por isso o jogo conta com menos folhagem e texturas no plano de fundo. A distância de renderização e o antisserrilhamento foram alterados e estão menores, o que acaba fazendo com que os elementos distantes e as partes inacessíveis do cenário fiquem borrados ou em baixa resolução só melhorando um pouco quando chegamos perto daquela área.

Na prática, essas alterações deixariam o jogo feio, mas elas não o deixam, pois os desenvolvedores pioraram a qualidade gráfica do plano de fundo para conseguir manter a dos personagens e do cenário de jogo. Essa decisão acertou em cheio e embora o cenário não seja digno de um modo foto, os personagens, projéteis, efeitos de iluminação e cinemáticas estão muito bem feitos, se mantendo muito próximos das outras plataformas e como este é um jogo de ação, você só irá realmente perceber as alterações caso pare para admirar o cenário.

Eu joguei Nier Automata pela primeira vez no PC, onde o título roda tranquilamente a 60 FPS sendo este um jogo de ação com momentos de bullet hell que trazem centenas de projéteis na tela. Por se tratar de um hardware limitado tive meus receios, mas no Nintendo Switch o desempenho é estável e o jogo roda nas resoluções de 720p no modo portátil e 1080p no modo dock, ambos a constantes 30 FPS com algumas pequenas quedas sutis que por incrível que pareça não acontecem durante os combates.

NieRAutomata The End of YoRHa Edition

Com a metade dos quadros presentes nas outras versões, o combate acaba se tornando um pouco mais lento, mas ele continua divertido e na verdade parece que o limite de 30 FPS deixou a jogatina um pouco mais fácil. Ao que tudo indica a esquiva do personagem está ligada a quantidade de quadros e com menos quadros temos uma janela de reação um pouco maior, o que acaba facilitando alguns confrontos.

Os controles foram adaptados e a versão do Switch recebeu um modo alternativo que traz comandos de movimento para os Joy-Cons, deixando o jogador realizar a esquiva e ataques ao movimentar cada um dos controles. Os controles de movimento são legais, mas este é um jogo que na minha opinião não combina muito com os Joy-Cons por causa de seu tamanho e gatilhos.

NieRAutomata The End of YoRHa Edition

Em Automata é preciso ficar constantemente segurando botões de tiro e alternando entre ataque e esquiva. Infelizmente mesmo com as assistências ligadas, os Joy-Cons originais tornaram a experiência bastante desconfortável no modo portátil, o que é uma pena pois o jogo fica lindo na tela do Switch OLED. A experiência melhorou quando utilizei controles alternativos no console e também no modo dock, mas ao fazer isso se perde a portabilidade, por este motivo se possível eu recomendo que jogue com controles licenciados no modo portátil ou o Pro Controller no modo dock.

A espera valeu a pena e apesar de ter demorado a chegar, NieR:Automata The End of YoRHa Edition é mais um excelente port que mostra os limites do Switch. Mesmo com algumas alterações o jogo continua lindo, o combate é divertido e a performance é boa. O preço cobrado é camarada se comparado ao valor de outros títulos e com certeza vale a pena adicionar este em sua biblioteca.

Confira no vídeo abaixo o gameplay de NieR:Automata The End of YoRHa Edition no Switch:

NieR:Automata The End of YoRHa Edition

9

Nota

9.0/10

Positivos

  • Performance
  • Gráficos
  • Preço
  • Divertido

Negativos

  • Desconfortável com Joy-Cons
  • Pop-ins
  • Texturas inferiore

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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