Analisado no PlayStation 5
Goosebumps: Terror in Little Creek é um jogo de aventura, cheio de puzzles simplificados, desenvolvido pela PHL Collective e publicado pela GameMill, lançado em 29 de agosto, o game tem versões para PlayStation, Xbox, Nintendo Switch e PC. A narrativa é nova e cheia de monstros e scary jumps em cenários assombrados, que já são carta registrada da marca.
Classificado como um jogo 12+, ele não é necessariamente infantilizado, nos dando um panorama mais amplo da vida de Sloane Spencer, uma jovem adolescente que se encontra presa a Little Creek, uma cidade que foi tomada por monstros. Com o desejo de se ver longe dali, Sloane se junta a três amigos para desvendar mistérios e resolver puzzles por todo o território da cidade, isto é, se eles não forem pegos.
Os muitos quebra-cabeças espalhados nos cenários permeiam o muito simples como encontrar moedas enterradas em um cemitério, para que possam ser encaixadas em uma estátua, e alguns um pouco mais elaborados, onde a ordem vai decidir os resultados, que variam entre desbloquear pistas e portas que estão pela cidade e que podem levar até áreas secretas.
Apesar de Goosebumps: Terror in Little Creek ser um game voltado para os mais jovens e automaticamente analisarmos a cognição deles para relacionar a forma como executam tantos puzzles, confesso que houveram lugares que eu fiquei parado pensando: Meu Deus, o que é que eu tenho que fazer nessa coisa? (foram usadas palavras mais intensas).
Visualmente ele atinge um equilíbrio nítido entre o lúdico cartunesco e o assustador e sombrio, com personagens expressivos, monstros carismáticos e uma cidade bastante viva, apesar de possuir um toque de recolher bastante severo. A iluminação é bem usada aqui também. Sendo eficaz e adicionando uma atmosfera sombria, mas sem te imergir num espectro de horror.
Sonoramente, o jogo se completa bem no que diz respeito ao clima que o jogo tenta criar. As sequências de perseguição, os efeitos de estilingues e até mesmo os longos momentos de silêncio, são amplamente competentes para um mergulho completo na proposta da experiência. A dublagem confere outro destaque, uma vez que é possível perceber a coragem e a vulnerabilidade dos personagens somente pela voz.
No entanto, nem tudo são flores. Goosebumps: Terror in Little Creek entrega uma experiência bastante curta, algo em torno de 5 a 6 horas de duração. O que acaba agregando algum valor ao tempo curto é apresentação de duas opções finais, fazendo que com que as crianças revivam a aventura para acompanhar um novo desenrolar da trama.
E para finalizar, Goosebumps: Terror in Little Creek é um jogo introdutório bastante promissor, sem intenção de aterrorizar quem jogar, mas sim de cativar crianças que às vezes não cumprem horários, que ficam bisbilhotando onde não foram chamadas e que acabam por descobrir coisas estranhas que ainda não entendem. Falando como um adulto responsável por uma criança de 11 anos, digo com bastante convicção: é um jogo cuja a mecânica é simples, possui um fator de terror dentro de padrões psicológicos de segurança e é exatamente isso que queremos pros nossos pequenos, não é mesmo? Exploração, quebra-cabeças e alguns sustinhos para não passar em branco. Espero que este jogo faça sucesso e possamos ver mais trabalhos da PHL Collective sendo ampliados. Em resumo: vale muito a pena!
