
Relatório mostra que usuários do Xbox jogam mais títulos que PS5 e PC
Mas média de horas mensais fica atrás do PlayStation 5 e do Steam.
Apesar de o PS5 e o PC (Steam) terem atualmente bases de jogadores maiores, um novo relatório da Ampere Analytics revela que o Xbox lidera uma métrica única: seus jogadores exploram, em média, mais jogos a cada mês – graças, principalmente, ao catálogo do Game Pass.
Xbox: quase seis jogos por usuário em agosto
De acordo com a Ampere, no mês de agosto de 2025, um usuário médio de Xbox jogou quase seis jogos diferentes (5,9). O número supera a média dos jogadores de Steam (4,5 jogos) e, principalmente, do PS5 (3,7 jogos). Isso é atribuído ao chamado efeito Game Pass: como muitos usuários do Xbox têm acesso facilitado a dezenas de títulos, fica mais fácil experimentar novos games, mesmo que por pouco tempo.
Tempo de jogo: PS5 e PC ampliam vantagem
Por outro lado, o relatório traz um contraponto interessante: ainda que o Xbox lidere em quantidade de títulos diferentes jogados, é o PlayStation 5 quem domina o tempo total dedicado aos games. Em agosto, a média foi de 12,7 horas/mês por jogador no PS5, contra 11,9 horas para Steam e apenas 7,7 horas para Xbox. Esse desequilíbrio foi mais acentuado neste mês, mas reflete um padrão observado em outros períodos.
Variações e tendências
O comportamento pode mudar conforme grandes lançamentos afetam cada plataforma. Por exemplo, o esperado “Call of Duty: Black Ops 7” chega ao Game Pass, o que pode trazer picos de tempo de jogo no Xbox nos próximos meses e reequilibrar a balança, mesmo que temporariamente.
Segundo a Ampere, porém, a tendência geral é resiliente:
- Xbox: experimentação ampla graças ao Game Pass, mas sessões menores
- PS5/Steam: menos variedade, mas jogadores dedicam mais tempo a cada título
Críticas e incertezas sobre o modelo Game Pass
O relatório chega em meio a críticas crescentes à sustentabilidade do modelo Game Pass. Apesar de a Microsoft prometer “o maior investimento já feito” no serviço este ano, desenvolvedores e executivos da indústria questionam seus reais benefícios:
- Shawn Layden (ex-Sony): diz que modelos de assinatura pressionam desenvolvedores a trabalharem sob condições de sub-remuneração (“wage slaves”)
- Strauss Zelnick (Take-Two): não enxerga vantagens claras na economia dos games dentro desse modelo
- Shannon Loftis (ex-Xbox): aponta que o Game Pass compromete receitas tradicionais de venda
O futuro do Game Pass está em debate, mas uma coisa é certa: o serviço mudou o comportamento dos jogadores, aumentando o número de jogos explorados por mês – mesmo que o tempo gasto continue menor do que nos concorrentes diretos.






