
Novos dados da pesquisa Future of Video Games da Circana, divulgados por Mat Piscatella, mostram como o perfil de consumo da maioria dos jogadores de videogame nos Estados Unidos (EUA) compram bem menos jogos do que a indústria costuma sugerir.
Segundo o relatório:
- Apenas 18% dos jogadores compram um novo jogo a cada seis meses.
- 12% compram um jogo por ano.
- 33% dos entrevistados compram jogos com menos frequência do que uma vez por ano.
- Ou seja, 63% dos jogadores americanos compram no máximo dois jogos por ano.
No outro extremo, nos EUA, só 22% compra um novo jogo por trimestre, 10% compram mensalmente, e um grupo ainda menor — 4% dos jogadores — compra mais de um novo jogo por mês.
Elite “hiper entusiasta” dita dinâmica dos preços e edições premium

Piscatella destaca que esse público de 14% de “hiper entusiastas”, menos sensível ao preço e mais afluente, tem papel decisivo: é para eles que são voltados lançamentos de consoles Pro, edições de colecionador, controles premium e as subidas de preços em geral. “A maioria do público já migrou para soluções free-to-play, então quem mantém o circuito tradicional ativo é a fatia menor dos que querem tudo no lançamento e não se preocupam tanto com preço”, explica o analista.
Microtransações seguem em alta, mesmo entre quem pouco compra lançamentos
Um relatório extra, da Comscore, aponta que 82% dos jogadores americanos fizeram pelo menos uma compra in-game nos últimos 12 meses. Isso indica que, mesmo gastando pouco com lançamentos tradicionais, a maioria segue ativamente envolvida no ecossistema de games via microtransações em títulos gratuitos.
O público da internet é minoria no consumo, mas sustenta os “full price games”
Piscatella alerta: quem é próximo de portais de games, fóruns ou perfis ligados no assunto geralmente faz parte da minoria hiper-engajada, por isso a percepção de mercado nem sempre reflete a realidade da maioria, que compra pouco, espera promoções e prioriza gastos pequenos em jogos free-to-play.





