Ex-diretor de Call of Duty, Glen Schofield, teme futuro da franquia sob comando da Microsoft

Veterano aponta fatores que podem ameaçar a longevidade e qualidade de CoD.

A recente entrevista de Glen Schofield à VGC, durante a Gamescom Asia, acendeu um sinal de alerta sobre os caminhos futuros de Call of Duty, a gigante dos FPS agora sob as asas da Microsoft, após a compra bilionária da Activision Blizzard em 2023.

Com décadas de experiência na indústria e passagens marcantes por EA e Activision, Schofield esteve à frente de campanhas icônicas em Modern Warfare 3Advanced Warfare e WWII da Sledgehammer Games. Sua opinião, portanto, ecoa não só entre veteranos da franquia: é acompanhada de dados, histórico, e uma certa dose de saudade dos tempos áureos.

Choque de culturas, incentivos e trajetória preocupante

Schofield não poupou palavras ao comentar suas reservas quanto à capacidade da Microsoft preservar a essência que tornou CoD tão dominante:

Sucesso… mas até quando?

Embora a Microsoft comemore o desempenho de Call of Duty: Black Ops 6, o primeiro da série a chegar no lançamento pelo Xbox Game Pass, com audiência recorde, Schofield observa um padrão preocupante:

Perda de talentos e legado da franquia

Outro motivo para pessimismo é a saída de nomes influentes da franquia nos últimos anos:

Para Schofield, ao perder figuras-chave, a franquia compromete o DNA criativo que sustentava seus diferenciais, tornando-se mais vulnerável a decisões impessoais de grandes conglomerados.

O que esperar do futuro?

O próximo capítulo, Black Ops 7, chega em 14 de novembro, cercado de altas expectativas, enquanto a concorrência se acirra (o novo Battlefield 6 da EA vendeu impressionantes 7 milhões de cópias em apenas três dias de lançamento).

Mas, para Schofield, a preocupação vai além de vendas: é sobre legado, inovação e, principalmente, cultura de estúdio.

“Me preocupo imensamente”, confessa, ao observar o destino de franquias como Halo e Gears e ao lembrar que, desde sua saída, “nenhum dos jogos tem sido tão bom”.

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