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Exclusividade da Sony pode limitar bandas independentes em trilhas de anime

Vocalista da Sakanaction relembra obstáculos para artistas fora do “guarda-chuva” Sony/Aniplex.

Quem acompanha o universo dos animes sabe: as músicas de abertura e encerramento são parte essencial da experiência, muitas vezes projetando bandas e artistas ao estrelato internacional.

No entanto, Ichiro Yamaguchi,  vocalista e guitarrista da banda japonesa Sakanaction, trouxe à tona um desafio crescente nos bastidores desse sucesso: o domínio quase total da Sony Music/Aniplex sobre quem tem espaço em grandes produções.

O caso Sakanaction e o domínio Sony/Aniplex

Yamaguchi revelou ter adorado colaborar na música de abertura de Orb: On the Movements of the Earth, produzida pela Madhouse. O trabalho foi tão gratificante que ele adoraria repetir a dose, explorando ainda mais o universo anime.

Mas, segundo o músico, a realidade é dura:

  • Sony Music Entertainment Japan, através de sua subsidiária Aniplex, centraliza a escolha de artistas e músicas em quase todo anime produzido pelo grupo.
  • Isso faz com que, na prática, apenas bandas ligadas à Sony tenham acesso aos temas dessas produções, o que “isola” nomes de fora das oportunidades mais badaladas do setor.

Segundo Yamaguchi, quem quer compor para anime tem que buscar estúdios (como a própria Madhouseque não estejam atrelados diretamente a uma grande gravadora, pois “artistas independentes vão enfrentar portas fechadas, mesmo que tenham potencial de ganhar público global”.

Por que isso importa?

A discussão vai muito além de disputas corporativas, trata-se de acesso à cultura pop japonesa e visibilidade internacional.

  • Op, Ed e trilhas sonoras são algumas das maiores vitrines para novos artistas no Japão, não à toa, vários hits globais vieram de músicas de anime.
  • Quantidade não é qualidade: Quando apenas um grupo restrito de artistas pode participar desses projetos, a diversidade (de estilos, vozes e experiências) é reduzida e quem perde é o próprio público.

O que pode mudar para bandas “de fora”?

Yamaguchi sugere dois caminhos:

  1. Fazer parcerias com estúdios independentes (caso de orb/Madhouse).
  • Expressar publicamente o desejo de participar, criar buzz, mostrar interesse, e torcer para que algum produtor anime se apaixone pela banda (foi assim que ele conseguiu a chance para Orb).

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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