
Ex-chefe da Blizzard defende que PS5 Pro é melhor custo-benefício que Pcs portáteis
Segundo Mike Ybarra, consoles tradicionais como o PS5 Pro entregam muito mais valor que handhelds de US$1500.
Com os Pcs portáteis ganhando enorme popularidade nos últimos anos e finalmente oferecendo potência suficiente para rodar jogos AAA com qualidade, o mercado começou a discutir novamente qual opção realmente vale mais a pena para quem quer jogar sem limites. Mas nem todo mundo está convencido de que esses portáteis premium são um bom negócio, especialmente quando os preços chegam a patamares que ultrapassam até mesmo o valor de um PC de entrada. Mike Ybarra, ex‑presidente da Blizzard Entertainment, entrou no debate e chamou atenção ao afirmar que, por US$1500, o preço do novo GPD Win 5, ele preferiria comprar um PS5 Pro e ainda teria dinheiro sobrando para montar uma bela coleção de jogos.
Em uma resposta a um vídeo da Digital Foundry analisando o GPD Win 5, Ybarra disse que entende o apelo da mobilidade, mas que o modelo de subsídio usado por empresas como Sony e Microsoft torna os consoles tradicionais sempre uma compra mais vantajosa. Ele argumenta que, enquanto os componentes continuam subindo de preço e tornam os handhelds cada vez mais caros, o PS5 Pro consegue entregar excelente performance por um valor muito mais baixo, e sem exigir nenhum tipo de sacrifício na experiência de uso.
Ybarra também destacou que um console tradicional tende a ter um ciclo de vida muito mais estável. Segundo ele, um PS5 Pro ou um Xbox Series X ainda vai durar pelo menos quatro anos com folga, recebendo jogos de alto nível, updates consistentes e mantendo performance satisfatória em grandes lançamentos. Já os handhelds, mesmo custando o dobro ou mais, não têm a mesma garantia de longevidade, seja por limitações térmicas, desgaste natural do hardware portátil ou pela rápida defasagem tecnológica em modelos desse tipo.
Apesar disso, ele reconhece que a praticidade dos portáteis nunca foi tão boa. Hoje é totalmente possível jogar títulos pesados em qualquer lugar, com uma experiência muito superior ao que era oferecido há alguns anos. Mas, para ele, o problema continua sendo o mesmo: o valor cobrado por essa conveniência. Um pc portáteil realmente decente custa pelo menos US$1000, enquanto um console topo de linha continua muito mais acessível e entrega desempenho mais alto sem pedir compromissos.
No fim, o debate se resume ao que cada jogador prioriza. Se a mobilidade é essencial, os handhelds são irresistíveis. Mas se a questão é custo‑benefício puro, consoles como o PS5 Pro ainda reinam com folga, e é exatamente isso que Ybarra quis reforçar.






