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Final Fantasy VII Remake INTERGRADE – No Xbox Series e Switch 2 continua um jogaço! | Análise

Analisado no Xbox Series X


Lançado originalmente em 10 de abril de 2020 como um exclusivo de PlayStation 4, Final Fantasy VII Remake é a reimaginação e recriação do clássico título de 1997, um dos mais famosos da franquia. Posteriormente, o game recebeu uma versão aprimorada para o PS5, em 10 de junho de 2021, trazendo melhorias de performance e visuais, além da adição de um capítulo extra chamado Episode INTERmission. Essa versão chegou algum tempo depois ao PC e, agora, o game recebe ports para os consoles Xbox Series e Nintendo Switch 2, disponíveis no dia 22 de janeiro de 2026.

FINAL FANTASY VII REMAKE INTERGRADE

Nesta review, não vou me aprofundar muito na história, afinal, o game está disponível há mais de cinco anos. O foco aqui é tratar de alguns detalhes e pontos em que senti diferenças nesta versão de Xbox Series, que pude jogar antes do lançamento graças à Square Enix, em comparação às versões originais de PS4 e INTERGRADE do PS5, que já joguei anteriormente.

Hoje já sabemos que esse remake de Final Fantasy VII foi dividido em três partes, com o primeiro jogo, Final Fantasy VII Remake INTERgrade, focando apenas na parcela da história que se passa na cidade de Midgar. Ainda assim, ele apresenta um novo plano de fundo, áreas inéditas e um escopo bastante expandido, com missões e uma campanha muito maiores e repletas de conteúdo quando comparadas a essa parte do game original.

Final Fantasy VII Remake INTERGRADE PC

Em Final Fantasy VII Remake INTERGRADE, acompanhamos a história do mercenário Cloud Strife, que se une ao grupo AVALANCHE para combater a extração predatória de Mako realizada pela Shinra Electric Power Company. Cloud é um ex-SOLDIER da própria Shinra, um grupo de soldados de elite que recebeu infusões de Mako para aprimoramentos. No entanto, a trama do game é muito mais profunda e complexa do que isso. Ao longo da campanha, o vilão Sephiroth começa a aparecer em visões de Cloud de forma inexplicável, o que se torna ainda mais intrigante pelo fato de que, supostamente, ele teria morrido cinco anos antes.

Outro ponto que evidencia o distanciamento deste Remake em relação ao game original é a introdução dos Sussurros. Esses seres espectrais visam garantir o curso do destino, impedindo que a história seja alterada. É nesse momento que fica claro que os desenvolvedores estão tentando mexer na trama, mas que “algo” estaria impedindo essas mudanças. O final do game reserva algumas surpresas e deixa muitas perguntas no ar. Felizmente, a segunda parte da trilogia, Final Fantasy VII Rebirth, já está disponível no PS5 e no PC e não deve demorar a chegar ao Xbox Series e ao Switch 2, respondendo parte dessas questões deixadas em aberto.

O Episode INTERmission apresenta uma história paralela aos eventos principais, na qual conhecemos e jogamos com a ninja de Wutai, Yuffie, e seu companheiro, em uma missão para invadir a sede da Shinra, coletar informações e roubar uma possível Materia que está sendo desenvolvida e que pode ser a mais poderosa do mundo. Esse episódio é curto quando comparado ao game base, com algo em torno de 8 a 10 horas de duração, contra cerca de 40 a 60 horas do jogo principal. Ainda assim, ele introduz novos personagens, mostra a perspectiva de outra célula da AVALANCHE e oferece um gameplay extremamente divertido e desafiador, incluindo um minigame chamado Fort Condor.

Em relação ao game lançado em 2020, esta versão traz todas as melhorias presentes no PS5 em 2021, como loadings mais rápidos, aprimoramentos nas texturas e no carregamento dos cenários (esqueça a textura problemática das portas da cidade baixa do setor 7), modos de gameplay focados em performance (com menos resolução e fixo em 60fps) ou gráficos (4K nativos com 30fps) e suporte ao Quick Resume no Xbox Series. Além disso, essa edição já conta com o recurso de Progressão Simplificada, também conhecido como God Mode.

Esse novo recurso oferece facilidades e maior acessibilidade aos jogadores. Muitos podem torcer o nariz, mas sejamos francos: isso não afeta negativamente a experiência de ninguém e facilita a vida de quem tem menos habilidade, paciência ou até mesmo tempo, e quer apenas curtir uma boa aventura sem se preocupar com o gerenciamento de pontos de vida, magia, BTA, golpes especiais e afins.

Esse conjunto de opções permite ativar vida infinita, PV e PM sempre cheios, ataques críticos de 9.999 de dano, um valor astronômico de GIL, todas as Materias no nível máximo, entre outros recursos. Todos podem ser ativados ou desativados durante o gameplay, com alguns efeitos sendo mantidos após a desativação. Por exemplo, se você tinha 5.000 GIL antes de ativar o recurso, ele vai aumentar drasticamente esse valor, mas não retornará aos 5 mil quando o modo for desligado, apenas deixará de mantê-lo ilimitado. O mesmo vale para o nível máximo das Materias, que não vai rebaixá-las, apenas deixará de ser aplicado automaticamente às novas que forem adquiridas.

Visualmente, o game continua lindo e ainda se sustenta muito bem diante de títulos mais recentes, com destaque para a modelagem e as texturas dos personagens. Optei por jogar no modo performance em um monitor 2K (1440p). No geral, não enfrentei problemas de desempenho, embora em alguns momentos, ao realizar movimentos mais bruscos com a câmera, tenha sentido pequenas quedas que foram rapidamente corrigidas, sem impacto significativo na experiência. A parte sonora é um show à parte: a trilha sonora é incrível e faz jus ao prêmio conquistado no The Game Awards 2020. Felizmente, como se trata de um Final Fantasy, a Square Enix oferece localização em português brasileiro (ao contrário de Dragon Quest).

Em resumo, Final Fantasy VII Remake INTERGRADE continua sendo um jogo muito bom. Ele apresenta algumas escolhas de design e gameplay que podem desagradar parte do público, e certas missões podem se tornar repetitivas ou até confusas, mas nada que comprometa a experiência como um todo. Vale lembrar que o game conta com um dos melhores vilões dos games (mas não é o melhor da franquia Final Fantasy), e que os rumos dessa nova trilogia parecem bastante interessantes. Dito isso, recomendo o jogo para todos que jogam no Xbox ou no Nintendo Switch 2 e ainda não tiveram contato com ele no PC ou PlayStation. É um título que vale muito a pena ser jogado.

Final Fantasy VII Remake INTERgrade

8.8

Nota

8.8/10

Positivos

  • Visual ainda impressionante
  • Sistema de combate dinâmico
  • Episode INTERmission
  • Quick Resume e modos gráfico/performance
  • Recursos de acessibilidade e Progressão Simplificada

Negativos

  • Estrutura de missões pode se tornar repetitiva
  • Pequenas quedas pontuais de desempenho
  • Apenas a sessão de Midgar

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor do Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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