Em uma entrevista detalhada à Automaton, o diretor Naoki Hamaguchi rebateu as preocupações de fãs sobre o desenvolvimento de Final Fantasy VII Parte 3. Após a confirmação de que o capítulo final será multiplataforma, surgiram rumores de que o hardware mais modesto do Xbox Series S ou do futuro Nintendo Switch 2 poderia forçar uma queda na qualidade geral do projeto. Hamaguchi foi enfático ao afirmar que a estrutura de desenvolvimento da Square Enix “simplesmente não funciona dessa forma”.
O diretor explicou que a filosofia do estúdio é criar os ativos (assets) para ambientes de PC de alto desempenho primeiro, e só então escaloná-los para baixo. Para surpresa de muitos, Hamaguchi classificou o PS5 e até o PS5 Pro como “plataformas de médio porte” quando comparados aos PCs de ponta que servem de base. Segundo ele, a diferença em tamanhos de textura e contagem de polígonos pode chegar a ser três vezes menor nos consoles em relação à versão base de desenvolvimento.
Hamaguchi também detalhou como a equipe lida com as limitações de hardware:
- CPU: O jogo não é projetado para saturar uma CPU potente a apenas 30fps. Em hardware superior, a CPU extra é usada para aumentar a densidade de NPCs nas cidades, tornando o mundo mais vivo, enquanto em sistemas como Switch 2 a densidade é reduzida sem afetar a lógica central.
- RAM: Com a “memória ampla” do Switch 2 e otimizações individuais para os limites do Xbox Series S, o diretor garantiu que uma plataforma não impõe restrições às outras.
- Engine: O estúdio decidiu manter a Unreal Engine 4 (fortemente personalizada) para a Parte 3, em vez de migrar para a UE5. Isso permite uma transição mais suave e o uso de ferramentas que a equipe já domina e customizou ao longo de quase uma década.
Ao citar que o Steam Deck é o atual “piso” de especificações para o estúdio (operando com menos da metade da base do PS5), Hamaguchi tranquilizou os jogadores de que o Switch 2 e o Series S não serão gargalos para a ambição visual do encerramento da jornada de Cloud.
