Com lançamento marcado para 19 de março, Crimson Desert chega cercado por um misto de empolgação e desconfiança. A ausência de vídeos mostrando o jogo rodando nativamente em consoles e o fato de a imprensa ter recebido códigos de análise apenas para PC fizeram crescer nas redes sociais a dúvida sobre o estado do RPG no PS5 e no Xbox Series, com comparações diretas ao lançamento problemático de Cyberpunk 2077 nos consoles.
Diante das críticas, Will Powers, diretor de Relações Públicas e Marketing da Pearl Abyss, foi às redes (via X) negar que o estúdio esteja escondendo as versões de console por causa de desempenho ruim. Segundo ele, “não estamos escondendo nada”, reforçando que o plano sempre foi mostrar o jogo antes do lançamento, em tempo hábil para quem quiser fazer pré-venda. Powers pediu paciência à comunidade e disse que o estúdio precisa de espaço para trabalhar antes de revelar mais gameplays nas plataformas da Sony e Microsoft.
We’re not hiding anything, and I’m sick of having to repeat myself.
I’ve repeated 100s of times that we’ll reveal things ahead of launch to give people adequate time to still preorder the game for themselves. We’re saying this openly… Let us cook? Please and thank you. /rant https://t.co/9O67ZQJFne
— Will Powers 🔜 GDC (@WillJPowers) March 4, 2026
Enquanto isso, a própria PlayStation publicou em seu blog oficial uma antevisão extensa baseada em quatro horas de jogo em um PS5, que você pode ler aqui, o que ajuda a clarear como o RPG funciona nos consoles. O texto descreve em detalhe o mundo de Pywel, onde o jogador controla Kliff, um guerreiro da facção Greymanes. A exploração está ligada à libertação de áreas: ao recuperar, por exemplo, um mercado dominado por bandidos, os moradores voltam ao local, permitindo ao protagonista observar pescadores e aprender a pescar, ilustrando como o mundo reage às ações do jogador.
O combate se destaca por não usar sistema de classes. O estilo de luta depende da arma equipada (espadas, lanças, machados), e Kliff pode aprender novas habilidades em tempo real, como copiar um chute depois de vê-lo sendo usado por um boss. Na exploração, um sistema de stamina limita quanto tempo o jogador consegue correr, escalar e nadar. Além do cavalo invocável, Kliff obtém poderes mágicos vindos de artefatos do chamado Abismo, uma dimensão de ilhas flutuantes que libera recursos como planador e a capacidade de tornar objetos gigantes mais leves para resolver puzzles físicos.
O artigo também confirma otimizações específicas para o ecossistema PlayStation. No PS5 base, o jogo usa o SSD para streaming contínuo do mundo aberto e recorre a Geometry Shader Oversubscription e NGG Culling para encher o horizonte de detalhes sem comprometer a estabilidade. No PS5 Pro, Crimson Desert terá suporte nativo a PSSR, permitindo 4K com taxas de quadro mais altas, e Ray Tracing para iluminação mais realista, além do High CPU Frequency Mode, voltado a suavizar a navegação pelo mapa e reduzir stutters.
Por fim, o DualSense é usado para reforçar a sensação de impacto: o feedback háptico simula o peso de golpes e defesas (como choques de espadas e parries), enquanto os gatilhos adaptáveis adicionam tensão em ações como puxar a corda de um arco.
Mesmo com o ceticismo em torno das versões de console, o preview da Sony oferece um primeiro retrato concreto de como Crimson Desert pretende se comportar no PS5, tanto em termos de sistema de jogo quanto de tecnologia.
