
Analisado no PC
Death Stranding 2: On the Beach é um jogo de ação e aventura desenvolvido pela Kojima Productions e publicado pela Sony Interactive Entertainment para PlayStation 5 em 26/06/2025. A versão de PC foi lançada em 19/03/2026 com o port sendo feito pela Kojima Productions em conjunto com a Nixxes Software e distribuição pela PlayStation Publishing LLC.
Continuando a história do primeiro jogo, mas mudando a forma com que chega no PC. Death Stranding 2: On the Beach é mais um bom port que chega com melhorias e suporte aos recursos adicionais desta plataforma.
Sem spoilers, Death Stranding 2 continua a história do primeiro jogo e agora o protagonista Sam vai viajar do México à Austrália para reconectar pessoas e enfrentar novos perigos. Assim como em outras análises de ports, não irei focar na história e se quiser saber mais sobre a trama, é só ler nossa análise da versão original aqui.
Chega de enrolações, diferente do primeiro jogo que foi portado pela Kojima Productions e distribuído no pela 505 Games, chegando à plataforma com um bom port por um preço camarada. Death Stranding 2 foi portado em conjunto com a Nixxes Software que apesar de ter alguns bons ports em sua biblioteca, também tem alguns questionáveis que demoraram a ficar estáveis. Felizmente este não é o caso aqui e o jogo chega como mais um excelente port, entretanto agora temos a distribuição pela PlayStation Publishing LLC e o preço cobrado não é nada camarada.
On the Beach chega ao PC seguindo a mesma receita dos últimos ports da desenvolvedora e distribuidora. O conjunto inclui atualizações de tecnologias e os diversos recursos da plataforma que incluem taxa de quadros destravada, suporte a maiores resoluções como o formato ultrawide 21:9 e super-ultrawide 32:9, este primeiro 21:9 que também chegou no PS% através de update junto com a versão de PC. Como de praxe, temos diversas opções gráficas para você adaptar o jogo ao seu hardware com cinco modos para escolher ou customizar livremente, estes que incluem um modo portátil pensado em dispositivos móveis.
Para turbinar os sons em fones de ouvido, temos adição de suporte a áudio 3D através do Dolby Access, DTS Sound Unbound ou Windows Sonic. O título chega com os recursos de upscaling, geração de quadros e redução de latência mais atuais, mas também temos a adição do upscaler Pico. O Pico foi desenvolvido para a Decima Engine e usado anteriormente no PS5, chegando ao PC com compatibilidade para todas gpus e entregando bons resultados. Este upscaler não faz feito frente a concorrência e até pode servir como uma solução temporária de problemas, visto que alguns jogadores estão reportando problemas relacionados à crashes com os três métodos mais tradicionais e não tendo problemas com o Pico.
No PC o objetivo foi tentar entregar a mesma fidelidade independente do hardware e este objetivo pode ser alcançado facilmente mesmo com máquinas mais modestas. O preset gráfico alto é tecnicamente o padrão do console que aqui é um pouco melhor dado as opções adicionais, o muito alto é o máximo e as diferenças são pequenas se comparadas ao alto. No médio o jogo continua muito bonito, mas temos alguma redução de detalhes e distância de renderização, no baixo e portátil as coisas já complicam mais e apesar de ainda estar satisfatório e jogável, existe alguns pop ins e a distância de renderização e ainda mais encurtada sendo esta uma qualidade recomendada somente para portáteis.
O jogo traz ray tracing para reflexos e oclusão de ambiente, mas estes recursos realmente não são necessários aqui. Apesar de realmente acentuar o cenário, você só irá perceber a diferença de reflexos em determinados locais e áreas, pois não temos efeitos de reflexo na maior parte do cenário. Se quiser utilizar o ray tracing ativo para reflexos, o preset alto é o suficiente para ter um bom resultado, pois o muito alto apesar de melhorar um pouco, não compensa relativo à queda de performance, esta que não é tão notável ao utilizar o preset alto. O ray tracing para a oclusão de ambiente, este sim vale a pena ativar e utilizar, pois ele afeta a maior parte do cenário, mas novamente repito que mesmo sem estes recursos, o jogo continua bonito.
O port da sequência continua a incluir o suporte ao DualSense e seus recursos via cabo, também temos compatibilidade com a rede e a PSN (esta que é opcional), assim é possível compartilhar e interagir com construções deixadas por outros jogadores. O jogo chega com a dificuldade “to the wilder” liberada, esta que é uma dificuldade extra, criada especificamente para responder ao feedback da comunidade que disse que o jogo era fácil demais, essa dificuldade realmente deixa o jogo desafiador e eu não recomendo para uma primeira jogatina.
Os recursos adicionais se complementam com as opções de acessibilidade portadas para o PC e modificadas para dar suporte ao teclado e mouse. Jogar no teclado e mouse é completamente possível e com estes controles mirar é muito mais fácil, porém ações como segurar a carga e correr, acabam se tornando um pouco cansativas por conta dos controles, nada que realmente influencie, mas o título é definitivamente mais confortável no controle seja no DualSense ou em outro.
No final, Death Stranding 2: On the Beach é mais um bom port que chega ao PC. O título traz atualizações e suporte a diversos recursos, uma boa otimização, temos opções de acessibilidade e localização com legendas e áudio em PT-BR. Esta é uma aventura que comprova o merecido sucesso da franquia, porém infelizmente ela chega à plataforma com um custo bastante salgado e por este motivo eu prefiro recomendar este título somente para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por uma futura promoção.










