Epic Games demite mais de 1.000 funcionários após queda de engajamento em Fortnite

Tim Sweeney cita gasto acima da receita, cortes de custos e modos encerrados em Fortnite.

Epic Games anunciou uma nova onda de demissões que afetará mais de 1.000 funcionários, o que pode representar até 23% da sua força de trabalho.

Num comunicado interno, o CEO Tim Sweeney atribuiu a decisão a uma queda no engajamento de Fortnite desde 2025, que levou a empresa a gastar significativamente mais do que arrecada. Como parte da reestruturação, os modos Rocket RacingBallistic e Festival Battle Stage de Fortnite serão descontinuados.

Sweeney afirma que, apesar de Fortnite continuar sendo “um dos jogos mais bem-sucedidos do mundo”, o engajamento entre temporadas tem sido inconsistente. O jogo também está apenas nos estágios iniciais de retorno ao mobile, após anos de disputas legais com Apple e Google.

O CEO diz que a Epic identificou mais de US$ 500 milhões em cortes de custos em contratos, marketing e vagas em aberto. Os funcionários afetados receberão ao menos quatro meses de salário base, com valores maiores dependendo do tempo de casa.

Sweeney aponta tanto problemas da indústria, crescimento mais lento, consoles vendendo menos que a geração anterior, concorrência com outras formas de entretenimento, quanto desafios próprios da Epic, como a dificuldade em entregar “magia de Fortnite” a cada temporada e o impacto de ser o “bastião da indústria” na luta contra taxas de lojas digitais.

Recentemente, a Epic aumentou o preço dos V-Bucks, justificando com o maior custo de operação de Fortnite, e revelou que, embora o tempo total de jogo tenha caído, as horas em títulos third-party no Epic Games Store cresceram 4%.

Mesmo assim, Sweeney garante que os cortes não estão ligados à IA, e reforça que o plano agora é:

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