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Phantom Blade Zero rejeita IA visual e reforça data de lançamento para 2026

CEO da S-GAME diz que “a arte humana é o valor em si” e afasta o jogo do DLSS 5 da NVIDIA.

A S-GAME, produtora responsável pelo RPG de ação Phantom Blade Zero, reafirmou o seu compromisso com trabalho artístico 100% humano, rejeitando o uso de tecnologia visual gerada por IA. A posição foi exposta numa longa carta publicada na rede social X pelo CEO e criador do jogo, Liang Qiwei (Soulframe), e reforça o afastamento do título da nova ferramenta DLSS 5, da NVIDIA, na qual o jogo chegou a ser listado inicialmente.

Soulframe reconhece que estamos a atravessar uma “profunda revolução tecnológica”, mas traça uma linha clara para o estúdio:

“Acreditamos firmemente que a arte humana não é apenas um meio para criar valor; é o valor em si.”

Segundo o CEO, esta filosofia traduz‑se numa regra concreta dentro da produção de Phantom Blade Zero:

“Até ao dia de hoje, cada elemento de conteúdo no nosso jogo foi criado pelas mãos de verdadeiros artistas. Não utilizaremos tecnologia visual de IA que possa alterar a intenção criativa original dos nossos artistas.”

Enquanto outros estúdios, como a Liquid Swords, já tinham demonstrado reservas em relação ao DLSS 5 por motivos técnicos, nomeadamente a complexidade de integração e o suporte em diferentes consoles, a S-GAME foca‑se sobretudo na preservação da sua estética própria e na defesa da autoria humana.

Para sublinhar essa dedicação, Soulframe revelou bastidores do processo criativo, mencionando o uso de espadas reaistécnicas tradicionais (como referências em papel de arroz) e o conceito de estilo que a equipe chama de “Kungfupunk”: uma fusão de artes marciais, fantasia sombria e elementos contemporâneos, construída quadro a quadro por artistas.

O projeto encontra‑se agora na fase final e intensa de desenvolvimento. A S-GAME confirmou que Phantom Blade Zero será lançado em 9 de setembro de 2026, com chegada prevista para PC e PlayStation 5, mantendo a promessa de um RPG de ação visualmente elaborado, guiado por uma visão artística assumidamente humana.

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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