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The Player Who Can’t Level Up: A arte de evoluir sem subir de nível | Preview

Conheça o roguelite que troca a barra de experiência por um sistema de armas vivas e combate estilizado.

Jogo testado no PC


“The Player Who Can’t Level Up” é um jogo roguelite de ação baseado em um popular manhwa (quadrinho coreano) de mesmo nome que está sendo desenvolvido pela Tripearl Games, distribuído pela Smilegate e será disponibilizado futuramente (sem data definida) para PCs e consoles. Todo o conteúdo descrito a seguir é baseado em um acesso antecipado à versão de demonstração do game, que, durante nossos testes, recebeu atualização para incluir a localização em português do Brasil.

Você já jogou um RPG onde ficou preso no tutorial sem querer? Pois é exatamente isso que Kim Gikyu vive, só que por cinco anos. Aos 18 anos, ele desperta como um jogador dotado de habilidades especiais, escolhido para enfrentar os monstros que ameaçam o mundo. O problema? Ele simplesmente não consegue subir de nível. Em vez de seguir a fórmula clássica do herói que evolui constantemente derrotando inimigos, a obra muda o script e transforma essa limitação em seu maior trunfo narrativo: fraqueza vira força, frustração vira combustível, e o que parecia uma receita para uma história medíocre se revela uma das jornadas de sobrevivência mais instigantes do gênero. Não à toa, essa premissa curiosa, aliada a sequências de ação empolgantes, garantiu à obra uma popularidade enorme.

O sistema de Egos é a alma da obra: a habilidade oculta de Gikyu permite que ele empunhe armas “ego” que são armas vivas com personalidade própria que criam vínculos com ele. Em vez de subir de nível ele mesmo, Gikyu evolui através da força de suas armas, cada uma com habilidades e poderes únicos.

É a partir disso que o gameplay toma forma. No decorrer de cada run é oferecida uma seleção de habilidades exclusivas a serem agregadas às armas. Habilidades que complementam os combos de ataques leves e pesados servem como tempero para o prato principal e escolher o que funciona melhor para você em grande maioria das vezes funciona muito bem. Às vezes uma dose de resistência a frustração é necessária, pois a aleatoriedade permite que outras habilidades não tão interessantes precisem ser escolhidas, mas isso faz parte do jogo então bola para a frente.

Um grande destaque do que notei foi a fluidez e os efeitos do combate. Aqui existem sequências de combos diferentes que são muito ágeis e prazerosos de se executar e ver, pois, se encaixam muito bem um ao outro após a combinação que melhor funciona a cada luta.

Com controles intuitivos e efeitos de combate espetaculares, o jogo se torna facilmente agradável para qualquer pessoa, mas a profundidade da jogabilidade oferece maior recompensa de acordo com o nível de habilidade.

Em resumo, a demo de “The Player Who Can’t Level Up” tem o grande potencial de se tornar um jogo de criar diversos estilos de combate, seguidos por reflexos rápidos e precisos. Graças a combinações singulares de Fragmentos de Ego, os jogadores têm a liberdade de criar seu estilo de combate próprio e único, com elementos roguelite garantindo que cada jogada traga algo novo.

Veredito Gamers & Games

“A demonstração de The Player Who Can’t Level Up apresenta uma proposta criativa ao substituir níveis por armas vivas, com combate fluido e liberdade de builds. O potencial é alto, mas o veredito final dependerá da versão completa.”

Lennon Rubens

Gamer por hobby e viciado por opção. Toco Barões da Pisadinha no Guitar Hero. Jogador de quase todas as plataformas. Não dispensa uma boa coquinha gelada e pizza.
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