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Hands-On: Yoshi and the Mysterious Book apresenta mecânica inovadora e visual deslumbrante

Jogo testado no Nintendo Switch 2


Apresentado de forma discreta pela Nintendo e cercado de curiosidade pelos fãs de longa data do dinossaurinho verde, Yoshi and the Mysterious Book teve um espaço especial reservado para os jornalistas e convidados durante a gamescom latam 2026. Tivemos a oportunidade de testar o game em um hands-on exclusivo a portas fechadas, com o Marcelo Rodrigues acompanhando cada detalhe da jogabilidade ao meu lado. Com lançamento exclusivo agendado para o Nintendo Switch 2 em 21 de maio de 2026, o game promete dar um rumo bastante diferente e muito bem-vindo para a franquia. Mas será que a nova aventura do Yoshi consegue prender a atenção de quem busca algo além de um jogo puramente infantil?

As primeiras impressões são extremamente positivas, e eu explico o porquê.

Esqueça aquela velha fórmula linear de apenas seguir para a direita engolindo inimigos, saltando e flutuando até a linha de chegada. Em Yoshi and the Mysterious Book, a grande estrela é a Mecânica de Descoberta. O game se passa dentro das páginas do misterioso livro, chamado Professor Enigma (ou “N. Igma”, na localização nacional), e cada cenário funciona literalmente como uma página interativa a ser explorada dentro do livro.

O grande diferencial aqui é que o jogo não pega na sua mão. Você é jogado nos cenários e precisa entender o funcionamento de cada elemento interagindo diretamente com eles. Para avançar, Marcelo e eu percebemos que o segredo está na experimentação: você precisa testar exaustivamente as ações clássicas do Yoshi, como comer objetos, enterrar itens no solo ou arremessar ovos em pontos específicos do cenário, para ver como o ambiente reage. Essa dinâmica de tentativa e erro é super instigante e dá um frescor gigante ao gameplay.

Um ponto importante que vale o destaque: se você acha que este será apenas mais um jogo fácil e bobinho para crianças, pode tirar o cavalinho da chuva. Tanto eu quanto o Marcelo ficamos surpresos com a complexidade e o nível de desafio oferecidos na demonstração. O game exige bastante perspicácia e observação atenta do jogador.

Inclusive, a estrutura do level design nos lembrou bastante um formato de Metroidvania. O mapa da página do livro se abre à medida que você descobre novas formas de interagir com o cenário, e o backtracking (aquele famoso “vai e volta” para revisitar áreas anteriores com novas ideias ou habilidades) se faz muito presente. É um tipo de desafio inteligente, que respeita o intelecto do jogador e torna a exploração muito recompensadora. Mas deixando claro, ele não é um Metroidvania ok, apenas tem alguns elementos que lembrar esse estilo de game.

Jogando diretamente no hardware do Nintendo Switch 2, o jogo está simplesmente deslumbrante. A Nintendo e a desenvolvedora conseguiram extrair um visual riquíssimo em detalhes, mantendo a clássica estética estilizada, que aqui mira mais num visual de pintura com lápis de cor ou giz de cera, além de texturas táteis que a série adotou nos últimos anos. Tecnicamente, o game impressiona: rodando em 4K nativo no dock, a taxa de quadros é extremamente fluida, sem qualquer engasgo perceptível, mesmo quando a tela fica lotada de elementos interativos e inimigos ao mesmo tempo. É um excelente cartão de visitas para o poder do novo console.

Outro ponto que merece palmas de pé é o trabalho de localização para o Português do Brasil. A Nintendo caprichou demais na tradução, trazendo adaptações extremamente criativas para os nomes das espécies de inimigos, trocadilhos e personagens (como o próprio Professor N.Igma). Dá gosto de ver esse nível de cuidado com o nosso mercado.

Mesmo sendo apenas uma demonstração prévia de hands-on, Yoshi and the Mysterious Book deixou um gostinho de “quero mais” muito forte. O jogo consegue equilibrar perfeitamente o carisma clássico da franquia com uma jogabilidade de exploração robusta, desafiadora e com uma performance técnica impecável no Switch 2.

Se o jogo final mantiver o nível de criatividade e polimento que vimos nessa apresentação a portas fechadas, os donos do novo console da Nintendo terão um baita exclusivo obrigatório em mãos no dia 21 de maio. Nós, com certeza, já estamos ansiosos pela versão final.

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor do Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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