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Riven – Combina atmosfera incrível e puzzles complexos em experiência marcante no VR | Análise

Analisado no PlayStation VR2 pelo PS5 Pro


Riven chega ao PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com suporte total ao PlayStation VR2 carregando uma responsabilidade enorme por ser a sequência direta de Myst, um dos adventures mais importantes já criados. E depois de testar essa versão em realidade virtual, dá para dizer que o jogo consegue entregar uma experiência extremamente imersiva e cheia de personalidade, mas também apresenta alguns problemas técnicos que impedem ele de alcançar um nível ainda maior.

Riven

Logo de cara, uma das primeiras coisas que chama atenção é o visual. Riven claramente é mais bonito que Myst em vários aspectos. Os cenários possuem muito mais detalhes, a iluminação é excelente e toda a construção do mundo consegue transmitir muito bem aquela sensação de exploração solitária e misteriosa que marcou a franquia. Dentro do VR, vários ambientes impressionam bastante pela escala e pela atmosfera.

Por outro lado, os problemas técnicos continuam aparecendo. Apesar da direção artística ser incrível, o jogo apresenta texturas borradas tanto de perto quanto de longe, além de uma resolução que poderia ser muito melhor no PSVR2. Em alguns momentos fica impossível não comparar com Red Matter 2, que entrega uma nitidez muito superior dentro do headset. O jogo também utiliza reprojeção, o que acaba causando aquele leve efeito fantasma durante certos movimentos.

Riven

Na jogabilidade, Riven segue totalmente fiel às raízes da franquia. Não existe tutorial, dicas constantes ou qualquer tipo de auxílio. O jogo simplesmente coloca o jogador naquele mundo e espera que ele descubra tudo sozinho. Isso acaba tornando a experiência extremamente imersiva, mas também bastante desafiadora.

Os puzzles aqui são complexos de verdade. Em vários momentos é necessário observar detalhes do cenário, testar mecanismos, apertar botões, girar estruturas e entender sistemas inteiros para conseguir avançar. Muitas soluções exigem pensar fora da caixa, algo que pode ser extremamente recompensador para fãs de adventures clássicos, mas também frustrante para quem prefere experiências mais modernas e guiadas.

Inclusive, durante a exploração, fica aquela sensação clássica de que muita gente provavelmente vai acabar recorrendo a vídeos ou guias na internet para conseguir progredir em algumas partes — algo que praticamente já virou tradição na série Myst.

Outro ponto positivo é a narrativa. Assim como no primeiro jogo, a história é contada através dos livros e documentos encontrados pelo cenário, incentivando bastante a exploração. E diferente de Myst, Riven já traz os textos traduzidos para português diretamente nos livros ao invés de ter uma sobreposição como em Myst.

Além disso, o jogo possui suporte tanto para VR quanto para o modo tradicional em tela plana, permitindo que cada jogador escolha a forma que prefere jogar.

No geral, Riven entrega uma experiência muito envolvente para quem gosta de exploração, puzzles difíceis e adventures clássicos. A imersão dentro do VR funciona muito bem e o jogo consegue capturar totalmente o espírito da franquia. Ainda assim, os problemas de nitidez e algumas limitações técnicas impedem o título de atingir todo o potencial que poderia alcançar no PlayStation VR2.

Veredito Gamers & Games

Nota Final
8.0
/ 10

“Riven entrega uma experiência extremamente imersiva e fiel ao legado de Myst, com puzzles desafiadores e ótima ambientação. Apesar disso, problemas técnicos de nitidez e reprojeção limitam parte do potencial do jogo no PSVR2.”

Riven

8

Nota

8.0/10

Positivos

  • Ambientação extremamente imersiva
  • Excelente trabalho de iluminação e som
  • Puzzles realmente desafiadores
  • Tradução em português nos textos dos livros
  • Suporte para VR e modo tradicional

Negativos

  • Texturas borradas em vários momentos
  • Resolução abaixo do esperado no PSVR2
  • Uso de reprojeção gera efeito fantasma na imagem
  • Puzzles podem se tornar frustrantes para alguns jogadores
  • Ausência total de dicas ou auxílio pode afastar iniciantes
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