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DrumBeats VR – Mostra força no PSVR2, mas peca na seleção de músicas | Análise

Analisado no PlayStation VR2 pelo PS5 Pro


Dizem que todo jogo de ritmo vive ou morre pelas músicas que traz, e aqui já começo com um problema: DrumBeats VR tem muitas músicas desconhecidas para mim e isso pesa bastante. Não estou dizendo que as músicas do jogo são ruins, mas não me agradam em praticamente nada e quando você não reconhece nenhuma música, o fator empolgação cai consideravelmente.

DrumBeats VR é quase um simulador de bateria no PlayStation VR2, e quando eu digo “quase”, é porque ele tenta ir além do estilo arcade e realmente tenta simular a experiência de estar sentado atrás de uma bateria de verdade e em alguns pontos ele consegue muito bem.

Logo de cara já temos uma pequena decepção pois não há idioma em português, e isso já começa errado comigo. Não que o jogo tenha textos complexos, mas estamos em 2026, inteligência artificial bombando, acho que não custaria nada trazer também o idioma em PT-BR.

As opções são bem limitadas, mas permitem ajustes interessantes como a rotação da baqueta e a posição das peças da bateria e isso é importante, principalmente para quem já tem noção de como gosta da bateria configurada. Não é nada extremamente técnico, mas ajuda.

Achei o carregamento do jogo é um pouco demorado, ainda mais em um jogo arcade onde você quer escolher a música e sair tocando.

Na jogabilidade é onde DrumBeats VR começa a mostrar personalidade. Você pode bater mais forte ou mais fraco nos tambores, e isso influencia diretamente na pontuação. O chimbal funciona usando o L2 para abrir e fechar, e o bumbo fica no R2. Essa solução foi uma das partes mais inteligentes do jogo, já que não temos pedais físicos no PSVR2, não é perfeito, mas se você tiver uma boa coordenação motora isso pode funcionar muito melhor do que imagina, afinal de contas as baterias de verdade têm pedais no chimbal e nos bumbos.

Os modos de jogo são: Freeplay, que basicamente funciona como um teste de bateria. Você senta ali e toca o que quiser, sem pressão de pontuação, é mais uma bateria virtual que pode ser tocada de verdade e para mim foi mais interessante dos que tocar as próprias músicas do jogo, serve tanto para bateristas de verdade e para quem só quer brincar de ser baterista por alguns momentos. E temos também o modo Arcade onde as 21 músicas já estão disponíveis para tocar.

Os cenários variam entre Ártico, Oceano, Inferno, Estúdio, Retrô, Escola e até a Lua, mas sinceramente eu não queria tocar a bateria em nenhum desses lugares, não tem público, não tem outros integrantes da banda, só cenários aleatórios que não trazem emoção alguma para quem está tocando, Smash Drums VR ganha de lavada nessa questão. Também temos diferentes tipos de bateria para escolher, mas como eu não sou músico, não sei a diferença entre elas. Graficamente o jogo é simples, gráficos agradáveis, mas não é nada que vá mostrar o poder absurdo do PS5. É funcional.

Agora vamos falar da dificuldade: o jogo é difícil. E quando você muda o nível (Easy, Normal, Hard, Expert) ele exige precisão tanto no ritmo quanto na intensidade das batidas. Não é simplesmente sair batendo igual louco. Se errar o tempo ou bater fraco demais, a música fica feia, pois o som da bateria só sai realmente se você bate nos tambores. Então para quem gosta de desafio, isso é ótimo, para quem quer só relaxar, pode frustrar um pouco.

Nessa análise eu trouxe meu irmão que é baterista para testar o jogo e ele elogiou bastante a sensibilidade, e segundo ele, a resposta dos tambores é muito boa, mesmo sem pedais físicos e isso diz bastante sobre o trabalho feito aqui, MAS a falta de pedais ainda vai manter os bateristas longe do jogo, assim como eles também não conseguem jogar outros jogos musicais como Rock Band e Guitar Hero pois alegam que as notas nunca estão certas.

O jogo conta com 21 músicas e promessa de mais no futuro. Mas volto ao meu ponto inicial: a falta de músicas conhecidas tira muito da vontade de continuar jogando além disso não temos modo campanha, não temos progressão elaborada. É arcade puro.

Minha consideração final sobre DrumBeats VR é que ele é um jogo honesto. Tem gráficos bonitos, áudio espetacular (principalmente da bateria que parece de verdade) e uma sensibilidade surpreendentemente boa. A ausência de músicas conhecidas e a falta de um modo mais estruturado acabam limitando bastante a experiência, mas para quem ama bateria ou quer treinar ritmo, pode ser uma boa aquisição. Para quem busca um “Beat Saber da bateria”, talvez saia um pouco decepcionado.

DrumBeats VR

6.5

Nota

6.5/10

Positivos

  • Sensibilidade muito boa nas batidas
  • Uso inteligente do L2 e R2 para simular chimbal e bumbo, outros jogos não têm bumbo ou chimbal
  • Gráficos simples, mas não são feios
  • Desafio alto para quem gosta de precisão
  • A bateria virtual funciona quase como um simulador de bateria

Negativos

  • Músicas pouco (ou nada) conhecidas
  • Sem idioma em português
  • Sem modo campanha
  • Cenários muito aleatórios
  • Loadings um pouco demorados
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