
Aces of Thunder no PSVR2 – Impressiona pela imersão e realismo nas batalhas aéreas | Análise
Analisado no PlayStation VR 2
Eu não sou aquele cara apaixonado por jogo de avião. Nunca fui. Mas quando entrei no mundo de Aces of Thunder no PlayStation VR2, a primeira impressão foi forte — e muito positiva. Logo nos primeiros minutos já dá para perceber que estamos diante de um jogo caprichado visualmente. E quando eu digo caprichado, é porque realmente impressiona: cabines cheias de detalhes, instrumentos bem modelados, texturas limpas, praticamente nada de serrilhado… é aquele tipo de jogo que você para alguns segundos só para olhar em volta e pensa: “ok, isso aqui está bonito demais”. Inclusive, me deu aquela sensação de “é mais ou menos isso que eu espero ver quando um Flight Simulator chegar ao PSVR2”.
A cabine dos aviões é um espetáculo à parte. Cada aeronave tem personalidade própria, com variações internas e externas muito bem trabalhadas. Você consegue sentir que está dentro de uma máquina de guerra da Segunda Guerra Mundial — e não apenas pilotando um modelo genérico. Tem aeronaves dos Estados Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha… e eu escolhi testar o clássico Spitfire (ou “Speedfire”, como muita gente chama). Só de sentar-se naquela cabine e olhar os instrumentos já dá uma alegria nostálgica para mim, pois uma das bandas que eu mais gosto, o Iron Maiden, fez uma música chamada Aces High onde o avião da letra é justamente um Spitfire.
Outro detalhe que eu gostei muito: o jogo é totalmente em português brasileiro (desde que seu PS5 esteja configurado no idioma). Painel, menus, interface… tudo traduzido. Isso ajuda demais na imersão, principalmente em um jogo que já é naturalmente complexo. Uma coisa interessante é que o jogo funciona tanto no VR quanto na tela normal (E você pode ler a review aqui). Mas, sendo bem sincero? Ele nasceu para o VR. No modo flat você joga; no VR você pilota. A sensação de profundidade, a noção de distância dos inimigos, a percepção de altitude… tudo muda completamente quando você está dentro do cockpit com o rastreamento de cabeça funcionando.
E agora vem a parte que pode assustar muita gente: a jogabilidade é sensível. Muito sensível. Se você nunca pilotou nada em simulador, prepare-se. O avião responde a cada pequeno movimento. Subir demais, estolar. Descer demais, perder o controle. Virar bruscamente, entrar em parafuso. Enfim, algumas pessoas vão achar difícil no começo, principalmente quem não conhece os comandos de um avião. Nas configurações tem bastante coisa para modificar e tentar facilitar nossas vidas, mas independentemente do controle, dominar o avião exige paciência. Não é arcade. Não é “aperte X para voar”. Aqui você precisa entender o que está fazendo. No começo eu apanhei? Sim, bastante, mas quando você começa a entender como a máquina responde… a experiência muda completamente. Se você tiver um joystick Hotas 4, com certeza sua experiência será outra; infelizmente eu não tenho a sorte de ter um, então joguei apenas com os controles do PSVR2 mesmo.
Aces of Thunder oferece vários modos de jogo, incluindo missões individuais, batalhas personalizadas, missões históricas e multiplayer. As missões históricas são um ponto interessante. Por exemplo, há cenários inspirados em eventos como o ataque a Pearl Harbor, onde você precisa avaliar danos, proteger áreas e repelir bombardeios. Isso dá um peso maior às missões — não é só sair atirando. Também gostei da possibilidade de criar batalhas personalizadas para multijogadores. Dá para ajustar o tipo de confronto e testar situações específicas como voar na chuva ou à noite… e é aqui que o VR brilha. O cenário fica simplesmente lindo. A sensação de atravessar nuvens, olhar para o horizonte e ajustar a altitude é extremamente imersiva.
Fora isso, tem pequenos detalhes que mostram o cuidado dos desenvolvedores: você pode abrir a canópia da cabine e o som ambiente muda, ficando mais abafado; o retrovisor é funcional e o painel é cheio de detalhes (embora nem todo operacional). Para mim, são coisas pequenas, mas que somam muito na experiência. É difícil? Sim. Vale a pena? Depende de você. Se você espera algo simples e arcade, talvez se frustre. Se você gosta de simulação, desafio e quer sentir como é pilotar uma máquina histórica em realidade virtual… aí a conversa muda. Eu, que não sou especialista em jogos de avião, achei difícil, mas ao mesmo tempo achei recompensador. Quando você consegue alinhar o avião, perseguir um inimigo e manter o controle da situação, a sensação é muito boa.
Considerações Finais
Aces of Thunder é aquele tipo de jogo que não é para todo mundo — mas para quem é, vai amar. Os gráficos são excelentes, a imersão é de alto nível, a fidelidade das cabines impressiona e o suporte ao nosso idioma, o português, é um ponto muito positivo. A curva de aprendizado é alta, mas isso faz parte da proposta. Se você é fã de jogos de aviação, esse é praticamente obrigatório no PlayStation VR2. Se não é, talvez seja o jogo que vai te fazer começar a gostar. Se tem uma coisa que esse jogo prova é que simulador de voo em realidade virtual tem um potencial absurdo. Agora é torcer para mais estúdios apostarem nesse caminho.










