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Destiny 3 não existe: Bungie encerra Destiny 2 sem sucessor à vista

Segundo Jason Schreier, a Bungie e a Sony recuaram diante do enorme custo de uma continuação.

Destaques – Fim de Destiny 2 e ausência de Destiny 3

  • Fim do suporte a Destiny 2: a Bungie encerra a produção de novos conteúdos para o jogo, deixando a comunidade abalada e sem uma continuação clara à vista.
  • Destiny 3 não está em desenvolvimento: segundo Jason Schreier, a Bungie não avançou com Destiny 3 porque o investimento necessário seria demasiado elevado no cenário financeiro atual.
  • Mudança de contexto para a Sony: a compra da Bungie só “faz sentido” quando vista àa realidade de 2022, com juros zero e dinheiro barato; hoje, a realidade é bem menos favorável para grandes apostas.

O anúncio do fim do suporte a Destiny 2, um jogo vivo que deixará de receber novidades, abalou profundamente a comunidade de fãs da Bungie. Mesmo que muitos já conseguissem pressentir que o fim se aproximava, especialmente devido ao impacto extremamente negativo de Marathon dentro da Bungie e do próprio Destiny 2, poucos acreditavam que o cenário mais óbvio realmente se concretizaria. Parecia “demasiado previsível” para acontecer, mas aconteceu.

Além de encerrar a produção de novos conteúdos para Destiny 2, ao mesmo tempo em que tenta manter Marathon minimamente relevante, a Bungie admitiu que não tem nenhum novo grande projeto em mãos. Essa informação, transmitida por via oficial, foi um choque adicional para os fãs, porque confirmou aquilo que muitos temiam, mas ainda tentavam negar: Destiny 2 não está terminando para abrir espaço para Destiny 3. Simplesmente não há um novo jogo da franquia na fila.

Para muitos jogadores, a notícia de que Destiny 3 não existe, e não existirá tão cedom acabou sendo ainda mais dura do que o próprio anúncio do fim do suporte a Destiny 2. Segundo o jornalista Jason Schreier, do Bloomberg, a explicação é direta e fria: a Bungie e os seus donos decidiram que não valia a pena colocar o dinheiro necessário em um Destiny 3.

“ Muitas pessoas questionaram o porquê da Bungie não ter começado a trabalhar imediatamente em Destiny 3 após The Final Shape há dois anos atrás. A resposta (como habitualmente é) é a quantidade de dinheiro que seria necessário”, explicou Schreier. Em outras palavras, num contexto em que cada grande aposta precisa ser milimetricamente justificada perante investidores, o custo de uma nova fase inteira de Destiny pode simplesmente ter sido considerado alto demais.

Questionado por fãs sobre a posição da Sony, e sobre como parece não fazer sentido comprar a Bungie por uma quantia elevada para, depois, nem sequer financiar a continuação de um dos maiores sucessos do catálogo, Schreier lembrou que o mundo mudou muito desde julho de 2022, quando a aquisição foi anunciada. “Apenas faz sentido quando olha para o panorama financeiro em janeiro de 2022, quando as taxas de juro eram zero, o dinheiro gratuito e as avaliações estavam lá no céu”, respondeu o jornalista.

Ou seja, a compra da Bungie foi concebida numa realidade de dinheiro barato, crescimento agressivo e valor dos ativos exagerados para empresas de tecnologia e entretenimento. Desde então, o cenário virou: taxas de juro subiram, o capital ficou mais caro, a paciência dos investidores diminuiu, e projetos arriscados de longo prazo, como grandes jogos live service, passaram a ser vistos com muito mais cautela. Nesse contexto, um Destiny 3, com custos gigantescos de produção, marketing e manutenção, deixou de ser uma “aposta óbvia”.

Schreier também reagiu a comparações feitas por fãs entre o tratamento que a Sony dá à Naughty Dog e à Bungie. À primeira vista, poderia parecer que a Bungie tem mais liberdade e tolerância para falhar, especialmente com Marathon não dando certo. Mas, segundo o jornalista, as aparências enganam: a Sony não está nada satisfeita em ver a produtora de Intergalactic passar seis anos sem lançar um novo jogo. Ou seja, a Bungie está longe de ser uma “criança protegida” dentro do grupo.

O resultado dessa combinação é um cenário amargo para a comunidade. Destiny 2 caminha para o seu fim, Marathon luta para justificar a própria existência e não há, no horizonte próximo, um Destiny 3 para acender novamente o entusiasmo dos fãs. Em vez disso, o que se vê é um estúdio pressionado por resultados, preso entre um passado gigantesco e um futuro que, por enquanto, ninguém parece disposto a financiar na escala que a série Destiny exigiria.

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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