
God of War Laufey é anunciado com Faye como protagonista
Novo capítulo da série mostra Faye despertando após a morte no enigmático Everywhen.
Destaques – God of War Laufey
- Nova protagonista: Faye (Laufey), guerreira e esposa de Kratos, assume o papel principal em uma aventura que começa após sua morte.
- Reino Everywhen: pós-vida dos deuses, onde toda magia retorna e divindades de várias mitologias coexistem em tensão.
- Combate renovado: mistura fluidez da era grega com o foco narrativo da era nórdica, com alta mobilidade entre chão e ar.
A Santa Monica Studio revelou o próximo grande capítulo da série: God of War Laufey, novo jogo principal em que a protagonista é Laufey (Faye), guerreira e esposa de Kratos. A história começa logo após a sua morte: Faye desperta de forma inesperada em uma terra estranha depois do funeral e descobre que os planos que ela montou para proteger Kratos e Atreus agora estão em risco. Para salvar aqueles que ama, ela precisa atravessar o Everywhen, o pós‑vida dos deuses, um reino onde divindades de várias mitologias disputam poder em um cenário saturado de magia e perigos.
O estúdio destaca que Laufey mantém todos os pilares que definem a série: combate íntimo e brutal, exploração de um mundo rico e belo e história no centro da experiência. Faye sempre foi retratada como uma guerreira formidável, tão resistente e poderosa quanto Kratos, e uma das prioridades do desenvolvimento foi criar uma jogabilidade própria e fresca, à altura das expectativas dos fãs. O combate foi construído combinando a mobilidade e fluidez da era grega com a abordagem de construção de mundo e laços com personagens da era nórdica, permitindo que a equipa desse “grandes saltos criativos” sem perder a essência de God of War.

Em uma entrevista estendida, o Head of Creative Cory Barlog e o Game Director Ariel Lawrence comentam a revelação, explicam como surgiu a ideia de um jogo protagonizado por Faye e falam da visão de longo prazo para a franquia. Já a equipa de narrativa apresenta quem é Faye antes dessa nova jornada, reforçando o peso que ela sempre teve na saga nórdica: uma guerreira lendária e líder cuja influência se espalhou pelos Nove Reinos muito antes de conhecer Kratos. Em God of War Laufey, ela finalmente assume o centro da narrativa, com foco na sua humanidade, forças e falhas.
O jogo explora a grande questão deixada por Odin, obcecado durante os eventos de Ragnarök com o que existiria além dos pós‑vidas mortais: o que acontece com os deuses quando eles morrem? A resposta é o Everywhen, um plano transcendente para onde toda a magia retorna, acima dos reinos já conhecidos. Lá, deuses e criaturas de diferentes mitologias coexistem — nem sempre em paz. Entre as figuras já mostradas estão Sekhmet e Begtse, duas divindades nada amigáveis com a presença de uma recém‑chegada. Faye descobre que, embora seja impossível ter despertado da morte num lugar que desafia tudo o que ela sabia, sair de lá pode ser ainda mais difícil, especialmente com o fluxo natural de magia perturbado. O Everywhen tanto pode ser paraíso quanto prisão, e Faye terá de desvendar os mistérios desse lugar para encontrar o caminho de volta.
O elenco retorna com Deborah Ann Woll reprisinando o papel de Faye, liderando o novo jogo. Logo no início da aventura, a protagonista encontra dois companheiros: Phranque, interpretado por Jack Quaid, um “cubo cósmico” curioso e leal, disposto a tudo para proteger os amigos e as criaturas do Everywhen; e Rue, vivida por Perlina Lau, uma guardiã em forma de fita encantada encarregada de manter uma espada devastadoramente poderosa longe de mãos erradas. Juntos, eles enfrentam deuses, criaturas de múltiplas mitologias e entidades nativas do próprio Everywhen.
Como Golden Hand of the Jötnar, Faye já era a mais poderosa protetora dos Gigantes de Jötunheim, com acesso a magias temidas até por Odin. A equipa projetou seu combate para enfatizar letalidade, poder e fluidez, aproveitando o sistema moderno de God of War e reinjetando o “DNA clássico” da fase grega. Faye pode transitar com facilidade entre chão e ar sem interromper a ação, com controles hiper responsivos e mobilidade ampliada que abrem múltiplas opções ofensivas e defensivas contra deuses e monstros. Logo ao chegar ao Everywhen, ela conquista a confiança de Rue e passa a empunhar uma nova espada lendária. Nas mãos de Faye, a arma libera todo o seu potencial, com um estilo de combate pautado em velocidade, controle e relentabilidade, encadeando ataques no solo e no ar para manter a pressão constante sobre os inimigos.

O ambiente do Everywhen, impregnado com a magia mais antiga, amplifica também os poderes de Faye sobre almas. Em batalha, ela pode usar a sua mão dourada para golpear um inimigo com tanta força que separa a alma do corpo; a partir daí, pode atacar diretamente essa alma, arremessá‑la contra outros adversários e criar combinações criativas que a equipa espera ver os jogadores dominarem. Segundo o estúdio, o que foi mostrado até agora representa apenas uma amostra inicial do que o sistema de combate e as habilidades de Faye oferecem, com muito mais sendo guardado para futuras apresentações e para que os fãs descubram por conta própria.

A Santa Monica Studio promete revelar mais detalhes sobre o pós‑vida dos deuses e sobre o Everywhen à medida que o lançamento se aproxima.






