
Sony impõe silêncio interno sobre fim dos discos da PlayStation
Segundo Alanah Pearce, a empresa antecipou a reação negativa ao fim dos discos físicos em 2028.
Destaques – Fim dos discos da PlayStation e estratégia da Sony
- Silêncio total: Sony mantém-se sem resposta pública sobre o fim dos discos físicos a partir de 2028.
- Regras rígidas de comunicação: segundo Alanah Pearce, funcionários foram proibidos de comentar o tema nas redes sociais.
- Medidas sem precedentes: equipa interna considera estas regras as mais rigorosas de sempre na empresa, para evitar crises de relações públicas.
O fim da produção de discos para a PlayStation a partir de 2028 continua a ser um dos temas mais comentados entre os jogadores, e a forma como a Sony está a lidar com a situação só aumenta a curiosidade: silêncio total em público e controle apertadíssimo por dentro.
Segundo Alanah Pearce, ex‑redatora e roteirista do Santa Monica Studio (God of War), a empresa já estava esperando a péssima reação. Em um vídeo publicado no seu canal, ela conta que falou com vários funcionários da PlayStation, que lhe confirmaram que a Sony antecipou as críticas duras e, por isso, impôs regras de comunicação extremamente rigorosas, proibindo os empregados de se pronunciarem sobre o assunto nas redes sociais.
Controlo de danos na comunicação interna
Pearce explica que é normal a Sony impor limites ao que os seus criadores podem dizer durante o anúncio de novos jogos, algo que ela própria já viveu quando trabalhava em God of War. Mas, segundo as fontes com quem falou, as medidas adotadas especificamente para o tema do fim dos discos físicos foram classificadas como as mais rigorosas dentro da empresa.
O objetivo é claro: evitar que declarações individuais alimentem ainda mais a polêmica. Em vez de deixar diretores criativos, produtores ou developers comentarem livremente e, possivelmente, contradizerem a linha oficial, a Sony prefere uma estratégia rígida de “não comentar”, tanto externa quanto internamente.
Enquanto isso, os protestos dos jogadores já se arrastam há semanas. As contas oficiais da PlayStation nas redes sociais continuam a receber comentários negativos todos os dias, com críticas ao fim dos discos, preocupações com preservação de jogos, colecionismo e acessibilidade. Mesmo assim, até agora, a Sony não deu qualquer resposta ou esclarecimento, optando por manter uma postura de silêncio absoluto sobre o assunto.
Fábrica de discos já está a ser transformada
Alanah Pearce também explica por que considera improvável que a Sony volte atrás nesta decisão. Um dos argumentos mais fortes é o que está acontecendo com a fábrica austríaca onde a empresa costumava produzir os seus discos físicos.
As instalações estão sendo adaptadas para outros propósitos, com um investimento de 30 milhões de euros. Em vez de discos de jogos, a unidade vai passar a fabricar microlentes óticas, componentes importantes para centros de dados de inteligência artificial. Esta reconversão industrial não é um movimento leve: envolve capital, contratos, mudança de cadeia de produção e um reposicionamento estratégico da Sony em um mercado completamente diferente.






