
Destaques – Hack ’95
- Anúncio: RPG de hacking com batalhas de cartas revelado pela Village Studios no PC Gaming Show.
- Ambientação: mundo conspiratório na era de ouro da computação, com chats de hackers, governo e cultura digital dos anos 90.
- Trilha e roteiro: músicas licenciadas de N-R-G e Nookie, com roteiro supervisionado por Keith Stuart.
A Village Studios anunciou Hack ’95, um RPG de hacking com combate de cartas, em uma revelação exclusiva durante o PC Gaming Show. A partir de hoje, uma demo jogável já está disponível no Steam, oferecendo uma amostra de cerca de 30 minutos da experiência.
Ambientado em um mundo conspiratório, Hack ’95 transporta os jogadores para a chamada “era de ouro da computação”, levando de chats de hackers no submundo até o coração do governo. O jogo promete reviravoltas, humor ácido, músicas dançantes dos anos 90 e uma boa dose de GIFs flamejantes, recriando o clima exagerado e caótico da cultura digital da época.
A demo conta com faixas licenciadas dos artistas N-R-G e Nookie, e um roteiro supervisionado por Keith Stuart, autor best-seller internacional de A Boy Made of Blocks e veterano jornalista de games do The Guardian. Este é o primeiro trabalho de Stuart como roteirista de jogo, e ele destaca que foi atraído justamente pela estranheza, escuridão e otimismo descontrolado da cultura de internet e videogames daquele período. Segundo ele, Hack ’95 é uma “brilhante exploração da época”: engraçado, cheio de detalhes de época, sistemas inteligentes e, embora se passe em 1995, com uma história sobre rebelião contra big tech e retomada da liberdade na rede, algo extremamente atual.
O diretor de jogo Will Luton (com passagens por SEGA e Rovio) descreve Hack ’95 como uma espécie de filme B de hackers, com histórias que parecem familiares, mas contadas de uma forma inédita. A ideia do estúdio é criar uma experiência que se aproxime de uma “viagem no tempo” dentro dos limites da física e da propriedade intelectual. Para isso, o jogo usa o próprio meio da computação e dos sistemas operacionais como cenário vivo, permitindo, por exemplo, sentir a adrenalina de derrotar um agente governamental e vasculhar o desktop dele.
Jogabilidade: deckbuilder de “scripts” e PCs sequestrados

O núcleo de Hack ’95 é um deckbuilder simples, fácil de aprender e pegar para jogar, inspirado nos TCGs dos anos 90, como Magic: The Gathering e Yu-Gi-Oh!. Em vez de monstros e magias clássicas, os jogadores usam:
- Scripts poderosos,
- Computadores sequestrados,
para invadir e superar dispositivos-alvo.
Segundo Luton, o objetivo foi permitir que o jogador “sinta como é ser um hacker, sem precisar se tornar um”. As mecânicas de cartas foram pensadas para fazer o jogador se sentir esperto e estratégico, sem escrever uma linha de código.
A demo no Steam combina:
- Sistemas operacionais de época recriados,
- Mecânicas de deckbuilding,
- Chat interativo,
- Trechos em vídeo live action,
- E até uma estação de rádio in-game,
criando uma experiência compacta, de cerca de 30 minutos, que mistura nostalgia, narrativa interativa e jogabilidade de cartas em um pacote único.






