Psyvariar 3 – O retorno de um shoot ‘em up onde temos alto risco e alta recompensa | Análise

Analisado no Nintendo Switch


Psyvariar 3 é um shoot ‘em up de rolagem vertical e bullet hell, desenvolvido pela Banana Bytes em conjunto com a Red Art Studios e distribuído pela Red Art Games em parceria com a SUCCESS Corp. O título foi lançado em 20/05/2026 com versões para Nintendo Switch e Switch 2, PC, PlayStation 5 e Xbox Series.

Pouco conhecidos no Ocidente, mas bastante populares na Ásia, os shoot ‘em ups bullet hell tem um público fiel e de pouco a pouco vão finalmente recebendo novas versões e lançamentos globais. A franquia Psyvariar é uma destas que após mais de 20 anos recebe um novo título, Psyvariar 3 que chega nas plataformas atuais com um conjunto fiel aos seus antecessores com alguns recursos de qualidade de vida e praticamente nenhum tutorial.

Psyvariar segue o típico clichê sci-fi onde um grupo de pilotos precisa defender a Terra de um ataque alienígena. Esta terceira entrada se passa vários anos após os eventos do segundo título e depois de um breve período de paz temos uma nova ameaça que será enfrentada por uma nova geração de Psyvariars que surge para proteger e salvar a humanidade. A trama não impressiona e só serve para justificar a ação, a jogatina por outro lado traz mecânicas interessantes que fazem o título se diferenciar de outros jogos do gênero.

Para quem não conhece a série, Psyvariar traz uma jogatina shoot ‘em up bullet hell que se diferencia da concorrência pois suas mecânicas de jogo são baseadas em alto risco com alta recompensa. Diferente de outros títulos, onde o foco é correr/desviar dos projéteis enquanto você tenta destruir os inimigos, aqui nós temos o sistema “buzz” que nos concede experiência e melhorias ao partirmos para cima dos projéteis, desviando perigosamente perto destes. Para facilitar o “buzz” e aumentar a agressividade, o jogo adiciona uma mecânica de escudos, aumentando nossa sobrevivência e o “roll”, uma rolagem que diminui nossa velocidade e hitbox, facilitando e aumentando as oportunidades de buzz, a rolagem também altera o disparo diminuindo a propagação dos projéteis.

Esta terceira entrada traz todas essas mecânicas combinadas a seis modos de jogo diferentes, sendo estes o arcade que traz a experiência tradicional, onde temos diferentes caminhos que podem ser escolhidos e liberados de acordo com o nível de nossa nave no final do mapa. O modo Arrange que traz naves e especiais cheios e você não precisa de powerups, mas áreas têm diferentes dificuldades e os projéteis inimigos são consideravelmente mais rápidos. Temos o modo Missões que traz 49 desafios curtos baseados em pontuação, sobrevivência ou destruição/tempo. O modo Caravana onde o objetivo é conseguir a pontuação máxima em um limite de dois minutos e por último temos os modos Infinito e Prática, no primeiro temos apenas uma vida e o objetivo é sobreviver e no último podemos praticar nos mapas arcade.

Para jogar estes modos podemos escolher entre sete pilotos disponíveis que incluem a personagem convidada Cotton, da série Cotton. Cada um destes tem sua nave própria com disparos, especiais e mecânicas únicas, alguns pilotos são focados em ataque total, com especiais que limpam a tela, outros são um meio termo entre ataque e defesa, variando seus especiais curto e longo que podem ser ativados de acordo com o apertar ou pressionar do botão, já outros são totalmente defensivos com imunidade e escudos como especiais.

Os visuais e sons não impressionam e trazem um conjunto simples, com modelos e cenários simples e sem detalhes que remetem a jogos mobile e uma paleta de cores que é um mix, onde temos cenários e projéteis se diferenciando claramente, já outros onde é fácil confundir ambos e acabar se perdendo, além destes o feedback de dano é praticamente inexiste. A trilha sonora é OK, não temos faixas nem efeitos memoráveis, mas o conjunto serve para de certa forma embalar a jogatina.

Apesar de não ter visuais e sons impressionantes, o título traz alguns extras interessantes. Temos por exemplo opções para ativar, desativar ou intensificar o contorno de hitboxes e projéteis, podemos adicionar barras para verificarmos escudos, buzz e outros, também temos opções de diferentes ajustes de tela que incluem tamanhos, rotação e planos de fundo, estes últimos que trazem desde artes fixas, até mesmo um painel interativo que adiciona uma tela com zoom em nossa nave

Jogamos a versão de Nintendo Switch e não encontramos nenhum problema de desempenho, no Switch 2 o jogo conta com um pacote de upgrade gratuito que adiciona um modo performance a 120fps e um de qualidade a 60fps compatível com 4K. Se o desempenho é bom, infelizmente existe uma clara falta de tutoriais para explicar as mecânicas para novatos e quem não conhece a série com certeza vai ficar perdido.

No final, Psyvariar 3 traz uma experiência de shoot ‘em up bullet hell que apesar de não ter os melhores visuais, com certeza deve agradar os fãs da franquia e do gênero. O preço cobrado é um pouco salgado pela experiência nas versões de console, com a versão de PC tendo um preço mais justo, de toda forma eu prefiro recomendar este título para os fãs do gênero ou para quem se interessar.

Veredito Gamers & Games

Nota Final
7.8
/ 10

“Psyvariar 3 preserva a identidade da franquia com uma jogabilidade desafiadora e mecânicas únicas de risco e recompensa. Apesar dos visuais simples e da falta de tutoriais, entrega uma experiência sólida para fãs de bullet hell e shoot ‘em ups.”

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