Analisado no PC
Desenvolvido e lançado pela Saber Interactive em 2019, World War Z chegou como um dos principais sucessos do gênero de tiro cooperativo em terceira pessoa, inspirando-se em títulos como Left 4 Dead. O jogo base sempre priorizou a ação desenfreada e o combate em equipe. O crossover com o universo de The Walking Dead, que chegou em janeiro deste ano, surge como uma DLC temática que une o ritmo frenético já existente em World War Z à atmosfera clássica e sombria de uma das maiores séries pós-apocalípticas da cultura pop, se não for a melhor.
World War Z x The Walking Dead conta com cenários que levam os jogadores diretamente para locais icônicos da série: os corredores claustrofóbicos da Prisão, o clima tenso do Hospital Memorial Grady e as ruas vulneráveis da zona segura de Alexandria. A reprodução desses cenários impressiona pelo nível de detalhe e fidelidade visual com direito a menções sutis a outros personagens da série que não estão presentes no elenco do DLC. A expansão não tenta reinventar nada no jogo ou construir uma trama dramática profunda: a proposta continua fiel à essência de World War Z, deixando o foco narrativo em segundo plano para priorizar a pura diversão de sobreviver e estraçalhar hordas de zumbis.
O trabalho dedicado aos personagens é um dos grandes atrativos do novo conteúdo. Estão presentes como personagens jogáveis Rick Grimes, Daryl Dixon, Michonne e Negan, todos com a aparência de extrema fidelidade e com animações personalizadas que respeitam seus trejeitos e posturas corporais característicos. Além da parte visual, os personagens têm uma boa atuação de voz e com diálogos cheios de gírias e expressões iguais a série. World War Z x The Walking Dead está localizado em português brasileiro (interface e legendas).
O combate de World War Z x The Walking Dead mantém a simplicidade e a fluidez tradicionais do jogo base, mas agora com um arsenal com armas emblemáticas da série como a katana de Michonne, a Lucille (o taco de beisebol envolto em arame farpado de Negan), a besta de Daryl e o revólver de Rick. O impacto dessas adições se reflete principalmente na luta corpo a corpo e no confronto contra novas variantes de inimigos, incluindo os tradicionais “caminhantes lentos” em grupos numerosos e o temível “caminhante espinhoso”, que pune ataques precipitados de curta distância.
World War Z x The Walking Dead é bom, mas é muito curto, poderia ter mais cenários, deixar o episódio ser mais longo ou pegar uma temporada por vez da série e ir fazendo novos episódios, fica aqui a ideia para a Saber Interactive. Porém, é muito óbvio que o jogo base tem uma camada grande de fãs de The Walking Dead e que com esse novo conteúdo pode sim agradar os jogadores de World War Z quanto essa base específica de fãs da série. Mas acredito que a jogada do novo conteúdo seja para conseguir novos jogadores, mas com uma DLC tão curta pode não ter funcionado. Caso queira, confira também a minha análise de World War Z.
Veredito Gamers & Games:
7.5
/ 10
“World War Z x The Walking Dead entrega um crossover divertido, fiel à série e recheado de personagens e locais icônicos. O problema é que a DLC é curta demais e deixa a sensação de que havia potencial para muito mais conteúdo.”
