Fala meus caçadores de relíquias, tudo bem?
Hoje vamos falar de um anime que estreou no catálogo da Crunchyroll como uma das grandes apostas da temporada. A obra, que se consagrou originalmente como web novel e manhwá sul-coreano (ilustrado pelo influente REDICE Studio, o mesmo de Solo Leveling), recebeu sua versão animada sob a produção do STUDIO EEK e direção de Seung Wook Woo.
Mais antes de tudo, para não perder o costume, bora de sinopse oficial da dona Crunchyroll:
Tomb Raider King
O caos toma conta do mundo quando tumbas misteriosas surgem repletas de relíquias divinas capazes de conceder poderes imensos. Em meio à disputa global por seu controle, o saqueador Jooheon Suh é traído e dado como morto. Porém, uma segunda chance o envia anos ao passado. Com conhecimento do futuro e sede de vingança, ele decide saquear todas as tumbas antes de todos.
Durante muitos anos, tivemos poucos animes focados nesse tema, eu lembro quando pequeno (inclusive assisto até hoje) de uma série chamada CAÇADORA DE RELÍQUIAS, que contava a história da professora universitária Sydney Fox e seu assistente que viajavam o mundo atrás de proteger artefatos antigos de ladrões e descobriam várias histórias, eu até pensava que era a versão Liveaction de Carmen Sandiego na época, mais nada a ver.
Premissa e viagem no tempo
A trama acompanha Seo Joo-heon, um “escavador de tumbas” em um mundo onde relíquias com poderes sobrenaturais surgiram misteriosamente por toda a Terra. Após ser traído e morto por seu ganancioso empregador, Kwon Tae-joon, Joo-heon recebe uma segunda chance: ele renasce 15 anos no passado, mantendo todas as suas memórias, o conhecimento sobre a localização dos artefatos e os segredos das tumbas.
O protagonista: Anti-herói ou oportunista?
Diferente de heróis altruístas, Joo-heon é implacável, calculista e movido por vingança e ganância pragmática. Ele não hesita em roubar relíquias de rivais ou manipular grandes corporações. Sua motivação não é salvar o mundo de forma abnegada, mas aplicar uma vingança precisa e monopolizar os artefatos mais poderosos antes que seus futuros algozes o façam. O charme do enredo está justamente nessa assimetria de informação: Joo-heon atua como um mestre de xadrez que já conhece todas as jogadas dos adversários, usando extorsão, chantagem e engenharia reversa de rituais para desarmar grandes conglomerados.
Personagens principais e dinâmicas de grupo
A força da série se apoia nas relações pragmáticas e quase caóticas que o protagonista estabelece em sua jornada:
- Seo Joo-heon: O núcleo da história. Um gênio tático com tolerância zero para manipulação, focado no controle absoluto das relíquias.
- Irene Holton: Herdeira de um poderoso conglomerado financeiro. No futuro original, era uma figura devastadora devido a uma relíquia amaldiçoada; no presente reescrito, torna-se peça-chave nas manobras de Joo-heon contra as corporações.
- Jaeha Yoo: Um restaurador e falsificador de artefatos extremamente hábil, recrutado logo no início para autenticar, recuperar e replicar o valor de relíquias tomadas dos rivais.
O sistema de relíquias e referências à cultura pop
O anime se destaca no ecossistema de dungeon crawlers ao substituir feitiços genéricos e sistemas tradicionais de Level Up por artefatos com contexto histórico e mitológico:
- Origem única: Em vez de espadas mágicas de RPG, os poderes vêm de itens associados a figuras históricas (como Júlio César, Cleópatra ou Alexandre, o Grande), lendas urbanas (como a corda de um enforcado) e mitologias dos panteões grego e egípcio.
- Sintonia e vontade própria: As relíquias possuem personalidades instáveis, egoístas e muitas vezes cômicas. Dominá-las exige mais do que força bruta; requer barganha, submissão psicológica, quebra de tabus ou a comprovação de que o usuário é digno.
Direção de arte e adaptação (Webtoon \rightarrow anime)
Sob a direção de Seung Wook Woo e produção do STUDIO EEK, a adaptação traduz o traço marcante do manhwa original (com a assinatura do REDICE Studio) para a tela:
O design traz sequências de combate fluidas e de ritmo dinâmico, destacando a aura mágica dos artefatos com cores vibrantes e alto contraste. O estúdio preservou as famosas “caras de vilão” e as reações cômicas e sarcásticas do protagonista que popularizaram o material original.
Trilha Sonora e elenco de vozes
A trilha sonora composta por Ju Young Kim pontua bem a atmosfera de urban fantasy, impulsionada pela enérgica música de abertura “SHOW DOWN”, interpretada pela banda sul-coreana QWER. A dublagem em japonês conta com veteranos de peso: Yoshimasa Hosoya entrega uma atuação marcante que imprime perfeitamente o tom sarcástico e calculista de Joo-heon, acompanhado por Saori Hayami no elenco principal.
- Pontos fortes: O ritmo ágil dos episódios, a dublagem afiada e a trilha sonora enérgica mantêm a série extremamente divertida.
- Limitações: Devido ao formato episódico, alguns arcos secundários de exploração de tumbas sofrem cortes em relação ao manhwa para focar nas cenas de ação e no avanço rápido da trama principal.
Mais e aí, o que achou do anime??
Te deu vontade de saquear algumas tumbas, ou você é do time que vai ficar só assistindo e acompanhando a história??
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Até a próxima
E que o poder da rede de morfagem o proteja ⚡
Veredito Gamers & Games:
“Tomb Raider King entrega uma aventura divertida e dinâmica, com um sistema de relíquias criativo e um protagonista diferente do padrão. A adaptação, porém, corta alguns momentos de exploração presentes no manhwa.”
