Destaques – O Truque do SSD em Gears of War: E-Day
- A The Coalition utilizou o SSD do Xbox Series S como RAM extra para otimizar Gears of War: E-Day.
- Um sistema em tempo real move dados não essenciais entre a RAM de 10 GB e o armazenamento interno.
- A técnica libertou cerca de 1 GB de memória vital para gerir uma cidade com milhares de elementos simultâneos.
- O jogo manteve os 60 fps no console, exigindo apenas a remoção dos reflexos Lumen.
- O sucesso da solução gerou interesse de outros estúdios para futuros projetos na plataforma.
A Xbox Series S tem sido frequentemente apontada por vários estúdios da indústria como um console condicionada pelas suas limitações de memória, mas a The Coalition encontrou uma solução engenhosa para ultrapassar este obstáculo no desenvolvimento de Gears of War: E-Day. Para contornar o problema, o estúdio decidiu utilizar o disco SSD do console como se fosse memória RAM adicional.
Com o apoio direto da equipe técnica da Xbox, os desenvolvedores criaram um sistema inteligente que avalia a prioridade dos dados do jogo em tempo real. Os elementos que não estão a ser utilizados de imediato são transferidos da escassa memória RAM (limitada a 10 GB na Series S) para o disco de armazenamento ultrarrápido. Assim que esses dados voltam a ser necessários, regressam à RAM de forma dinâmica. Este processo engenhoso liberta cerca de 1 GB de memória utilizável, ocupando apenas alguns gigabytes de espaço no disco.
Impacto no desempenho e na cidade da E-Day
Esta inovação técnica foi fundamental para suportar as exigências de um mundo de jogo massivo, que apresenta uma cidade com cerca de 1,6 bilhões de elementos em simultâneo na tela. Segundo Kate Rayner, diretora técnica do estúdio, este volume de dados seria totalmente inviável de gerir no Series S recorrendo apenas aos métodos tradicionais de programação.
O novo sistema evitou cortes drásticos na fidelidade visual, permitindo manter o jogo a fluidos 60 fotogramas por segundo no console. Contudo, para alcançar esta estabilidade, a equipe teve de abdicar apenas dos reflexos baseados em Lumen. Além disso, os desenvolvedores lembram que a técnica tem limites físicos: a troca constante de dados entre o SSD e a RAM consome capacidade de processamento, exigindo uma otimização cirúrgica para evitar travamentos durante a jogabilidade.
O sucesso desta arquitetura de software tem despertado enorme curiosidade na indústria, com vários outros estúdios a mostrarem interesse em compreender o método. Isto abre portas para que a técnica seja replicada no futuro em outros projetos ambiciosos desenhados para o Xbox Series S.
Como avalia a capacidade criativa dos estúdios para contornar as limitações de hardware nas consolas atuais?
