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Into the Radius 2 – Evolui no PSVR2 com gráficos melhores e muita imersão | Análise

Capa de Into the Radius 2

Versão Testada: PlayStation VR2

Into the Radius 2

Disponível em:
PC VR, PlayStation VR2, Meta Quest 3S e Meta Quest 3
Lançamento:
23/abr./2026 (PC) | 08/out./2026 (PSVR2)
Gênero:
Ação, Tiro, Terror
Estúdio / Editora:
CM IMMERSIVE
Cópia digital cedida pela CM IMMERSIVE para fins de análise.

Dizem que a realidade virtual é capaz de nos transportar para outros mundos, mas alguns jogos fazem questão de mostrar que nem todo lugar merece uma visita. Esse é o caso de Into the Radius 2, um jogo de sobrevivência que aposta na exploração, no realismo das armas e em uma atmosfera que consegue deixar o jogador desconfortável mesmo quando aparentemente não está acontecendo nada.

Nesta análise, vou falar sobre a minha experiência com a versão de PlayStation VR2, destacando as melhorias em relação ao primeiro jogo, os aspectos que mais me impressionaram e, claro, aqueles pontos que poderiam ser melhores.

Uma nova visita à Zona de Pechorsk

Para quem não conhece a franquia, Into the Radius 2 nos leva novamente à Anomalia de Pechorsk, uma região isolada do mundo exterior, marcada por fenômenos inexplicáveis, criaturas perigosas e objetos que parecem ter sido distorcidos por alguma força desconhecida.

A história não é contada apenas por meio de diálogos e cenas cinematográficas. Boa parte do mistério é construída durante a exploração, por meio de documentos, vestígios de pessoas que passaram pela região e artefatos encontrados pelo caminho. É uma maneira interessante de apresentar esse universo, deixando o jogador descobrir aos poucos o que aconteceu naquele lugar.

O segundo jogo também procura desenvolver melhor a narrativa e as interações com personagens, sem abandonar a proposta de fazer com que a história aconteça enquanto estamos jogando.

E essa é uma das características que mais combinam com a realidade virtual: você não está apenas assistindo a uma história sobre alguém tentando sobreviver. É você quem precisa preparar o equipamento, conferir a munição, explorar os ambientes e lidar com as consequências de cada decisão.

Gráficos e evolução em relação ao primeiro jogo

Uma das primeiras coisas que me chamaram a atenção foi a qualidade gráfica. Em comparação com o primeiro Into the Radius, temos uma evolução bastante perceptível, com texturas mais detalhadas, ambientes mais bem construídos e uma apresentação visual mais limpa.

O primeiro jogo já tinha uma atmosfera muito própria, mas também apresentava algumas limitações visuais que ficavam evidentes durante a exploração. Aqui, a sensação é de estar diante de uma experiência mais refinada, que consegue valorizar melhor os cenários e a ambientação.

A Zona de Pechorsk continua sendo um lugar desolado, estranho e ameaçador, mas agora temos um mundo visualmente mais convincente. A vegetação, as construções abandonadas, os objetos espalhados pelos ambientes e a iluminação ajudam a criar aquela sensação de que alguma coisa terrível aconteceu ali.

E o mais interessante é que o jogo não precisa ficar jogando inimigos na sua cara o tempo inteiro para criar tensão. Muitas vezes, caminhar por uma área aparentemente vazia já é suficiente para deixar você em alerta.

Para mim, essa evolução gráfica é um dos grandes destaques da sequência e contribui bastante para a imersão no PSVR2.

Jogabilidade e imersão: aqui você precisa fazer as coisas

Se existe algo que define Into the Radius 2, é a maneira como ele utiliza a realidade virtual para transformar tarefas simples em parte importante da experiência.

Aqui, não basta apertar um botão para trocar de arma, recarregar ou organizar tudo automaticamente. Você precisa interagir fisicamente com os objetos, manipular os equipamentos e cuidar do que está levando na mochila.

O sistema de inventário exige organização, principalmente quando começamos a acumular munição, suprimentos e outros itens importantes para a sobrevivência. A mochila funciona de maneira bastante intuitiva depois que você pega o jeito, embora algumas interações com a física dos objetos possam exigir um pouco de paciência.

Montar e manusear armas também faz parte da experiência. É preciso prestar atenção ao equipamento, à munição disponível e às condições das armas antes de sair explorando. São detalhes que poderiam facilmente se tornar tarefas cansativas, mas que acabam fazendo parte da identidade do jogo.

A comparação com o primeiro título é inevitável. Nesta sequência, a interação me pareceu mais acessível e fluida, sem perder aquela proposta de simulação que conquistou os fãs.

Ainda assim, não espere um jogo em que tudo acontece automaticamente. Parte da graça está justamente em ter que fazer as coisas com as próprias mãos, mesmo quando isso significa perder alguns segundos tentando ajeitar um objeto ou resolver uma situação inesperada.

Sobrevivência, exploração e combate

A sobrevivência é o coração de Into the Radius 2. Cada expedição exige planejamento, atenção aos recursos e cuidado com o caminho que você escolhe seguir.

Explorar a Zona de Pechorsk sem pensar nas consequências pode acabar muito mal. As anomalias representam perigos que precisam ser identificados e evitados, enquanto as criaturas espalhadas pelo cenário podem transformar uma caminhada aparentemente tranquila em um combate bastante complicado.

E é justamente aí que entra uma das melhores características do jogo: a sensação de vulnerabilidade.

Você não é um super-herói capaz de sair correndo pelo mapa eliminando tudo o que aparece pela frente. É preciso observar o ambiente, controlar a munição e decidir quando vale a pena enfrentar uma ameaça ou simplesmente procurar outro caminho.

Os combates exigem atenção, e o manuseio físico das armas aumenta a sensação de responsabilidade a cada disparo. Não é apenas uma questão de mirar e atirar. Você precisa estar preparado para o que pode acontecer depois.

O jogo também apresenta diferentes tipos de ameaças, que tornam a exploração menos previsível. Algumas criaturas avançam diretamente contra você, enquanto outras exigem mais atenção ao posicionamento e ao ambiente.

Tudo isso funciona muito bem dentro da proposta de sobrevivência, embora possa não agradar a quem procura um jogo de ação mais acelerado e com progressão constante.

Som e atmosfera: o silêncio também assusta

Outro aspecto que merece destaque é o trabalho de ambientação sonora.

Em Into the Radius 2, o som não serve apenas para preencher o ambiente. Ele ajuda a construir a tensão e pode ser fundamental para perceber que alguma coisa está acontecendo por perto.

Ruídos distantes, sons estranhos e os sinais de perigo espalhados pelo cenário fazem com que você permaneça atento mesmo quando não consegue enxergar uma ameaça.

No PSVR2, essa experiência ganha ainda mais força graças ao áudio espacial e aos recursos de vibração do headset e dos controles. Quando tudo funciona em conjunto, a sensação de presença dentro daquele mundo é muito convincente.

A solidão também é parte importante da experiência. Você passa boa parte do tempo explorando lugares abandonados, sem saber exatamente o que vai encontrar pela frente. E, sinceramente, acho que essa é uma das grandes qualidades da franquia.

O jogo consegue criar tensão sem precisar recorrer o tempo inteiro a sustos fáceis. Às vezes, o simples fato de estar sozinho em uma região desconhecida já é suficiente.

O que poderia ser melhor?

Apesar de todos os elogios, Into the Radius 2 não é perfeito.

Uma das minhas principais ressalvas é a ausência de legendas em português na experiência que analisei. Isso é especialmente importante em um jogo que apresenta elementos narrativos por meio de documentos, instruções e interações com personagens. Para quem não domina o inglês, parte desse conteúdo pode acabar passando despercebida.

A física dos objetos também merece algumas observações. Embora seja parte fundamental da imersão, nem sempre as interações funcionam da maneira mais natural possível. Em determinados momentos, organizar equipamentos ou manipular itens pode ser mais trabalhoso do que deveria.

Outro ponto é o preço. Considerando o mercado brasileiro e o valor cobrado por jogos de realidade virtual, acredito que o investimento pode pesar no bolso de muita gente. A experiência tem qualidades, mas é importante avaliar o custo antes de comprar.

Também é preciso entender que estamos diante de um jogo de sobrevivência que exige paciência. Preparar equipamentos, administrar recursos e explorar ambientes pode ser extremamente envolvente para alguns jogadores, mas também pode parecer lento para quem prefere uma experiência mais direta.

Por fim, vale lembrar que o modo cooperativo para dois jogadores foi anunciado para uma atualização gratuita posterior ao lançamento no PSVR2. Portanto, quem estiver comprando o jogo pensando em jogar com um amigo precisa considerar que esse recurso não fazia parte da experiência inicial que analisei.

Vale a pena jogar Into the Radius 2 no PSVR2?

Na minha opinião, sim.

Into the Radius 2 representa uma evolução significativa em relação ao primeiro jogo, principalmente na parte gráfica e na maneira como as interações foram trabalhadas. A experiência está mais refinada, a exploração continua envolvente e a combinação de sobrevivência, combate e física dos objetos funciona muito bem dentro da realidade virtual.

O que mais me agrada é a forma como o jogo consegue fazer com que tarefas aparentemente simples tenham importância. Conferir a mochila, preparar uma arma e decidir se vale a pena entrar em determinada área são ações que ganham outro peso quando estamos dentro do jogo, utilizando os controles do PSVR2.

Por outro lado, a falta de legendas em português, alguns problemas nas interações físicas e o preço podem afastar parte do público brasileiro. Também não é uma experiência indicada para quem quer apenas sair atirando sem se preocupar com gerenciamento de recursos e planejamento.

Para quem gosta de simuladores de sobrevivência, exploração e jogos que valorizam a imersão, acredito que seja uma experiência que merece atenção.

Não é um jogo perfeito, mas entrega uma aventura bastante envolvente e demonstra como a realidade virtual pode oferecer algo diferente daquilo que estamos acostumados a encontrar nos jogos tradicionais.

Veredito Gamers & Games:

Nota Final
8.5
/ 10

Into the Radius 2 representa uma evolução significativa em relação ao primeiro jogo, com gráficos aprimorados, sobrevivência envolvente e excelente imersão no PSVR2. A falta de legendas em português, algumas falhas na física dos objetos e o preço impedem uma experiência ainda melhor.

Into the Radius 2

8.5

Nota

8.5/10

Positivos

  • Evolução gráfica em comparação ao primeiro jogo
  • Física com armas, equipamentos e objetos
  • Sistema de sobrevivência
  • Combinação de ambientes abandonados, anomalias e criaturas perigosas
  • Necessidade de planejar cada expedição torna os encontros com inimigos mais intensos e interessantes

Negativos

  • Falta de legendas em português
  • Problemas pontuais com a física
  • Preço elevado para o mercado brasileiro na PS Store
  • Ritmo lento para alguns jogadores
  • Cooperativo ausente no lançamento

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