
Days Gone Remastered – Competência com pouca ousadia | Análise
Analisado no PlayStation 5
Nos últimos anos temos vivenciado uma enxurrada de relançamentos remasterizados com promessas de melhorias, adições e mil e uma coisa. Inúmeros são os títulos que voltaram, e Days Gone é um deles. Embora seja um jogo relativamente novo decidiram que ele seria relançado e assim aconteceu, trazendo algumas implementações técnicas, inserção de conteúdos úteis e muito estilo. Lançado oficialmente 2019 para o PS4, Days Gone também ganhou uma versão de PC 2 anos depois e em fevereiro deste ano e um State of Play, descobrimos que teríamos uma versão para PlayStation 5 totalmente remasterizado. Então vamos verificar se veio tudo o que prometeram, de fato.
Para quem já conhece o jogo, ele ainda é exatamente como foi lançado, para os que estão chegando agora, em Days Gone controlamos Deacon, um motoqueiro que tem como objetivo sobreviver em um mundo pós-apocalíptico, onde a falta de recursos, a incursão de facções e a invasão de frenéticos são absurdamente desleais. A história se desenvolve de acordo com missões concluídas, que incluem investigações, perseguições, caçadas e outras atividades. De início, Days Gone se mostra lento, entretanto faz sentido, pois o jogo quer nos contextualizar sobre tudo, para que nada passe despercebido e com o decorrer do jogo, tudo faça sentido.
O game é muito amplo no que diz respeito dar liberdade ao jogador durante a exploração do seu vasto muito aberto, que se encontra lotado de inimigos vivos e mortos. Claro que para facilitar nossas vidas, temos uma moto totalmente customizável, que se mostra muito útil do começo ao fim. A jogabilidade do game é centralizada em combates no estilo Rambo e furtivo, corridas e investigação. No jogo lidamos com frenéticos (zumbis) ou bandidos que podem nos atacar com bastões, armas ou coquetéis Motolov. As modalidades de combate são muito competentes e funcionais, tornando a experiência mais diversificada.
Days Gone traz na bagagem muita estética e isso fica nítido nesta versão. Ele está muito mais bonito! Texturas e iluminação receberam um tratamento especial, sobretudo no que diz respeito a distância, está muito mais polido. Os ambientes são renderizados em distâncias maiores agora. Embora não tenhamos nenhuma novidade que altere de fato a experiência, o jogo está ainda mais agradável no que diz respeito a ótica. Diferente da versão original (que joguei pós muitas atualizações), neste jogo encontrei algumas dificuldades com bugs onde alguns personagens sumiam e reapareciam de repente. A demora das telas de carregamento causa certo desconforto também.
Em Days Gone Remastered temos uma singela opção de adições. O jogo não oferece skins ou materiais extras, como vimos em The Last Of Us Part II, que veio cheio de roupinhas maneiras. O foco aqui foi apenas iluminar o game como um todo. A produção entrega de fato, melhorias e alguns detalhes pontuais. A trilha sonora continua emocionante como no primeiro game, acompanhada de diálogos intensos em momentos épicos.
Em conclusão, Days Gone Remastered se mostra leal ao seu legado iniciado em 2019, trazendo muitas qualidades que foram acompanhadas de probleminhas técnicos que são facilmente resolvidos. A remasterização oferece maior qualidade audiovisual, um destaque ainda maior para o modo de Ataque da Horda, destacando a fluidez mecânica do jogo durante um combate tão turbulento. Sendo assim, o jogo cumpre o que promete, apesar de alguns escorregões, ele consegue voltar ao eixo e proporcionar horas e horas de jogatina imersiva.










