
Taxi Chaos 2 – Uma experiência/corrida longe de ser cinco estrelas | Análise
Analisado no Nintendo Switch
Taxi Chaos 2 é um jogo de corrida e direção arcade, desenvolvido pela Focuspoint Studios e distribuído pela Current Games. O título foi lançado em 22/12/2025 e atualmente conta com versões para Nintendo Switch, PC, PlayStation 5 e Xbox Series.
Como uma espécie de sucessor espiritual de Crazy Taxi e também dando sequência à franquia. Taxi Chaos 2 é o típico jogo arcade que serve para passar o tempo, mas está longe de ser uma experiência memorável.
Em Chaos 2 nós iremos acompanhar a jornada de Vinny, motorista de Táxi e personagem presente no primeiro jogo que agora está aposentado, mas acaba tendo de voltar para trás do volante para ajudar a livrar a cidade de San Valeda dos TaxiBots que saíram do controle e estão dominando as ruas. A história só serve para criar um plano de fundo que justifique as situações incomuns que você irá encontrar dirigindo pela cidade.
A jogatina segue o padrão do primeiro jogo que é inspirado no famoso Crazy Taxi, ou seja, este é um jogo de Táxi, onde o jogador precisa transportar passageiros do ponto A ao B, respeitando um limite de tempo e também tentando agradar o cliente, enquanto evita obstáculos pelo percurso. O jogo traz um sistema de direção completamente arcade e sem nenhum realismo, este que inclui a habilidade de literalmente pular com o carro para transpor obstáculos ou até mesmo cortar caminho que inclui pular por cima de construções e prédios, além disso também temos habilidade e recursos especiais que variam de acordo com o veículo e outras que podem ser liberadas e equipadas.
Para tentar diferenciar a experiência, esta sequência introduz os inimigos TaxiBots que nada mais são do que Táxis automatizados que irão competir com você por passageiros e também irão tentar te impedir de completar o percurso, seja empurrando seu carro para fora da pista, ou interferindo com a satisfação do passageiro. Assim como em outros jogos, cada passageiro aqui tem um gosto diferente, alguns irão preferir uma direção mais cautelosa, outros já querem velocidade e ação, sendo que também temos alguns com cargas delicadas.
Cada tentativa tem duração de 12 minutos, tempo este que será dividido entre três períodos separados em manhã, tarde e entardecer, com o mapa variando de acordo com o passar do tempo e também conforme você avança na história. Apesar de termos um mapa aberto, o limite de tempo força de certa forma o jogador a pensar em como otimizar cada tentativa, pegando corridas mais lucrativas em relação ao custo benefício, pois cargas mais sensíveis podem pagar maiores valores, mas acabam levando mais tempo e têm maiores riscos de darem errado.
Os gráficos são OK nas versões de PC e nos consoles de mesa, contudo no Nintendo Switch as coisas estão longe de estarem estáveis. Apesar de ser jogável, este é um título que definitivamente sofre com as limitações do console híbrido e no Nintendo Switch temos modelos simples, com texturas básicas e pouco detalhes, além disso a performance é instável e quedas de quadros são comuns durante a jogatina. A trilha sonora é completamente desinteressante e eu sinceramente recomendo que jogue com músicas à parte, seja no seu computador ou aplicativo de celular, pois as faixas não empolgam e fazem com que a repetição acabe afetando a jogatina.
Nós jogamos a versão de Nintendo Switch que não vai bem nos visuais e infelizmente também conta com alguns problemas relacionados a escolhas de design e bugs. Infelizmente o jogo não conta com botão para reset de posição e existem glitches no mapa, onde você cai no infinito ou fica preso, além disso também temos diversas possibilidades de você simplesmente ficar preso em elementos do cenário mal posicionados, sem a menor possibilidade de sair mesmo com o uso do pulo e habilidades especiais.
Por conta das limitações do console, os tempos de carregamento são consideráveis e existem alguns bugs durante a jogatina. Os problemas aqui estão relacionados às corridas, onde encontramos atrasos para aceitar e atualizar os objetivos, fatores estes que acontecem com mais frequência dependendo da quantidade de elementos no cenário e veículos presentes no momento em que aceitamos as missões. Estes atrasos normalmente não afetam a jogatina, mas às vezes o jogo simplesmente não atualiza a corrida e ficamos sem objetivos. Outro problema encontrado está relacionado a AI que é inconsistente e os Taxibots geralmente tem apenas dois modos, sendo completamente inúteis, ou operando como mísseis Kamikaze.
No final, Taxi Chaos 2 é um título que não impressiona, mas serve para passar o tempo. O preço cobrado é um pouco salgado pela experiência e eu prefiro recomendá-lo somente para quem se interessar e já adianto que se possível é melhor ignorar a versão de Switch.









