
Song of Horror: Complete Edition – uma atmosfera já conhecida que rende ótimos sustos | Análise
A história é o ponto alto de Song of Horror o que não poderia ser diferente pois é dela que temos o desenvolvimento de diversos personagens.
Analisado no PlayStation 5
Lançado para PC em 2020 pela Protocol Games e Raiser Games, Song of Horror traz uma atmosfera já conhecida em se tratando de games com a temática Survival Horror com seus prós e contras, temos aqui uma experiência interessante e sim, que rende ótimos sustos.
A história é o ponto alto de Song of Horror o que não poderia ser diferente pois é dela que temos o desenvolvimento de diversos personagens. Sem dar spoilers, digamos que o game se assemelha muito a Alan Wake do Xbox 360.
Com uma ambientação rica em detalhes que permeiam a década de 90, temos primeiramente o controle do personagem Daniel Nover, que trabalha em uma editora, tendo uma vida quase decadente, causada principalmente pelo uso de drogas e um divórcio.
Em determinado momento, Daniel se vê obrigado a investigar o desaparecimento de um escritor e logicamente isso se faz em uma Mansão assustadora cheia de portas, cantos escuros e tudo o mais que possa trazer aquela sensação de perigo.
Ao que se propõe, o game cria uma atmosfera assustadora por tratar os detalhes como arma para causar pulos no sofá. Sem qualquer exagero, joga-lo com um bom fone de ouvido é fundamental pois temos aqui um excelente trabalho de sonoplastia, com portas rangendo, passos apressados como se alguém estivesse lhe seguindo, panes elétricas dentre outros.
O mote da trama está em uma música que ao ser ouvida faz com que você seja perseguido por uma entidade maligna. O que é esta entidade e o porquê, somente com o passar da história e seus capítulos é que iremos descobrir.
Song of Horror é assustador em certos momentos, porem em outros, um tanto quanto monótono, cabendo praticamente toda a trajetória dos personagens em desvendar puzzles, o que pode afastar os desavisados que esperam por algo tipo Resident Evil ou até mesmo o citado acima, Alan Wake. Cada personagem tem um propósito especifico e sabiamente estão ali por alguma razão, fazendo total sentido ao desenvolvimento da história, ainda que em alguns capítulos sejam mais arrastados que outros
A manifestação da “presença”, entidade que lhe persegue por todo o game é sem dúvida o momento de maior tensão pois não há uma situação especifica para isto ocorrer e quando acontece, o ambiente fica escuro, a música muda, o cenário começa a se contorcer, trazendo a sensação de terror bem atípica ao desenrolar da jogatina. Junte a isso, diversas armadilhas espalhadas pelo cenário, que te obrigam a ser cauteloso pois ao ser pego por uma delas é morte certa.
Um ponto falho está na ausência de dicas in-game, ainda que os puzzles não sejam de grande dificuldade, a grande maioria das dicas estão nas telas de loading e nem sempre condiz com seu avanço no game. Não será estranho recorrer a vídeos na internet para ver como tal puzzle deve ser solucionado o que pode causar um solavanco no decorrer do capítulo
Falando do aspecto visual, temos gráficos satisfatórios, no melhor estilo câmera fixa como o saudoso Alone in The Dark 1 e 2, porém com personagens poucos desenvolvidos na questão das animações e texturas. Nota-se que os detalhes dos cenários, sua ambientação teve uma maior atenção, não que isso atrapalhe o gameplay, mas é nítido a falta de um cuidado maior com o restante. Dentre os personagens, temos um policial que ao usar sua arma, tanto a movimentação ao mirar quanto o efeito do tiro são irrisórios, isso quando não há bugs, travando-o nos cenários.
Infelizmente o jogo não possui tradução ou dublagem em português, o que é péssimo, visto que se trata de um game totalmente amarrado na narrativa e caso o jogador não tenha uma certa fluência na língua inglesa, pode ficar sem entender o que está havendo. Mesmo que tenha a opção em espanhol, faz falta uma localização para o nosso idioma.
A conclusão é que Song of Horror proporciona sustos, tensão, puzzles inteligentes e uma boa história. Se mantem fiel ao survival horror, mesclando o clássico com o atual, trazendo diversos personagens para construir uma narrativa interessante e com um final surpreendente











