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Assassin’s Creed Origins – Um novo começo

Para este que vos escreve querido leitor, todos os anos poder escalar monumentos históricos, conhecer lugares diferentes, esbarrar em Thomas Edson, Barba Negra o Pirata, entre outras figuras do passado, acompanhar a busca pela maça do Éden, dar saltos de fé, isso tudo é uma imensa alegria!

Confesso que fiquei um pouco triste quando soube que não teríamos um novo jogo em 2016, mas tudo bem, a série infelizmente estava entrando em um nível muito sério de repetição e precisava muito dar um tempo, pois era óbvio que se tornaria enjoativo.

A série foi perdendo o brilho pouco a pouco, pois era sempre a mesma coisa,só que em lugares diferentes e isso acabou deixando Assassin’s meio sem graça, o pessoal que jogava dizia que era “Mais do Mesmo” e estavam se afastando, aí a Ubisoft decidiu tirar um tempo de folga para reformular o jogo e agora nos presenteia com essa obra.

Assassin’s Creed Origis chegou dois anos após o lançamento de Assassin’s Creed Sindycate, e trouxe de volta os saltos de fé, a hidden blade, uma história muito interessante, um mapa imenso, muitas sidequests, novas armas, um novo controle de jogo, um sistema de evolução de personagem que é bem parecido com os jogos de RPG com ação, como The Witcher e Horizon Zero Dawn, aliás, podemos dizer que “Origins” bebeu muito na fonte desses dois jogos, que são magníficos por sinal.
E já que a inspiração veio desses jogos, era mais do que óbvio que a combinação iria muito agradar.

A História

Como o próprio nome diz, Origins nos leva ao começo de tudo, de quando foi criada a ordem dos Assassinos.
Controlando Bayek, um Medjai (uma espécie de Xerife) no Antigo Egito, nosso objetivo inicial é ir atrás dos assassinos de seu filho, com a ajuda de Aya sua esposa, o objetivo é logo alcançado.
Após isso a velha e longa batalha contra os templários que querem dominar o livre-arbítrio começa e é onde conhecemos mais sobre Ptolomeu, o Faraó e a quem devemos impedir de concretizar seus planos com a ajuda da Maçã do Éden.

A História (No presente)

Caso não saibam, todos os jogos de Assassin’s Creed se passam dentro do Animus, uma máquina criada para reviver memórias antigas de pessoas que tem algum parentesco com alguém da Ordem dos Assassinos.
Geralmente é usada pela Abstergo a fim de encontrar informações de onde os Assassin’s esconderam a Maçã do Éden.
No presente controlamos Layla, uma cientista que não foi reconhecida pela Abstergo e que resolveu criar seu próprio Animus.
Na história, Layla tem contato direto com Sophia Rikkin, que é filha de Alan Rikkin — ALERTA de SPOILER– que foi Assassinado por Callum Lynch, no filme Assassin’s Creed.
Layla inclusive deu dicas de como fazer aquele Animus incrível que vemos no filme. Então podemos dizer que o jogo é logo após os eventos do filme.

Um mapa gigantesco e vivo

De dar inveja a The Witcher e GTA V, o mapa de Origins conta com quase 28,000,000 metros quadrados e demora muito para ser vasculhado.
Com regiões que variam de deserto a paisagens com muita vegetação, cheio de riquíssimos detalhes o game nos leva a uma viagem ao Egito antigo, onde enfrentaremos crocodilos, hipopótamos ferozes, leões, panteras, cobras Naja, abutres, hienas, elefantes, tempestades de areia, além dos próprios bandidos do deserto e claro, os templários.
Nas cidades encontraremos pessoas pedindo nossa ajuda (Sidequests), pessoas ocupadas com seus afazeres, trabalhando, tendo seus momentos de descontração e alguns momentos bem safadinhos se você procurar bem.
Passear pelo mapa, com seu camelo ou mesmo com nossa águia (Senu) é algo incrível e muito relaxante até.

Senu, a Águia.

Entre as novidades contamos com a ajuda de Senu, nossa águia aliada de estimação.
Podemos sobrevoar o MAPA INTEIRO desde o momento que temos controle sobre ela, e que é uma das coisas mais legais nesse novo Assassin’s.
É possível ver tudo de cima sem ser atacado por ninguém, ver animais caçando sua presa, crocodilos e hipopótamos atacando vilarejos, bandidos assaltando pessoas, e chegar a lugares que Bayek não conseguiria.
Além de nos mostrar todo o ambiente, ela nos ajuda mostrando o nível dos inimigos para sabermos se compensa atacar ou não. Conforme evoluímos no decorrer do jogo, ela evolui também e começa a atacá-los para nos ajudar.
A Eagle Vision (Visão de Águia), que deixava toda a tela preta e os inimigos destacados em vermelho, NPC’s em azul, pessoas em missões em amarelo, foi substituída por esse personagem lindo e pela primeira vez o nome “Visão de Águia” faz muito mais sentido.

Uma Nova Jogabilidade

Desde que foi lançado, os jogos da série nunca sofreram muitas alterações em seus controles e talvez tenha sido isso que tenha tornado o jogo meio repetitivo e enjoativo.
A maior mudança aqui está no modo de batalha, pois temos que pensar como atacar, defender mais, e principalmente mudar de armas durante uma única luta.
Nos outros jogos o comando mais forte era o contra-ataque, que bastava ficar defendendo e apertar o botão na hora certa para desferir o golpe fatal nos inimigos, isso facilitava muito as lutas e tornava a Hidden Blade praticamente a arma mais mortal do jogo todo. Aqui a Lâmina oculta serve mais para matar furtivamente, pois ela não serve para lutas corpo a corpo, o que faz até que bastante sentido por ser uma “faquinha” né?!
Os controles estão muito mais fluídos, R1 e R2 são os botões fraco e forte de ataque, botão quadrado se tornou esquiva, e o L1 se tornou nosso escudo, que é muito usado, parecendo até que estamos em uma luta no jogo Dark Souls ou Bloodborne, pois exigem mais técnica, do que “esmagamento” de botões. Muito cuidado ao enfrentar vários inimigos ao mesmo tempo, pois eles não esperam você como nos outros jogos, eles simplesmente partem pra cima.
Existe também uma barra que vai se enchendo aos poucos na batalha e quando está completa podemos soltar um “especial” que pode matar o inimigo ou tirar uma boa parte de sua vida.
Matar furtivamente ainda pode ser a melhor maneira de atacar um acampamento inimigo, principalmente se o nível dos inimigos é maior que o seu.
Fora isso contamos com muitas outras armas como: Arco e flecha, machados, martelos, lanças, as famosas bombas de fumaça, dardos de sono e muito mais. Nosso inventário vai se enchendo de coisas muito rápido e temos uma variedade enorme de armas, escudos e arcos. Tudo com o leve toque de dar um upgrade nelas de vez em quando.
Não existe mais um botão de correr (R1 ou R2 nas versões antigas), basta mover o analógico com a pressão desejada para Bayek andar ou correr.
Nadar nos rios do jogo é bem fácil e intuitivo, além de vários tesouros pra procurar, sempre tem um “tiozinho” em um barquinho perguntando se você quer uma carona… aliás ele ajuda muito quando estamos cercados por crocodilos.

Evoluindo o personagem

Existe uma “árvore de evolução” muito parecida com The Witcher e Horizon (desculpem mas não tem como não comparar), nela você gasta pontos de experiência que ganha e vai escolhendo o melhor caminho pro seu guerreiro.
Podemos optar por deixá-lo mais forte em batalha, mais astuto em modo predador, ou simplesmente receber mais itens como bombas, dardos de sono etc…
Mas no fim você já sabe, evoluir ele por completo será o objetivo mais importante.

Inventário Infinito?

Uma das coisas que me desanimaram um pouco no game foi o inventário, o problema é que podemos pegar quantos itens quisermos sem um limite de peso ou espaços, como acontece em The Witcher por exemplo. E isso é muito estranho quando estamos com nossa aljava com apenas quinze flechas e elas simplesmente acabam, pois se podemos carregar martelos pesadíssimos, machados de guerra, por que nossa aljava precisa de mais espaço? Nesse caso precisamos matar animais para usar suas peles para aumentar nosso equipamento, algo assim acontece com jogo Farcry, também da Ubisoft.
Pra mim isso torna o jogo um pouco mais fácil, pois é só saquear tudo, depois vender o que não quer para o primeiro vendedor que aparecer e conseguir uma boa grana.

Modo Foto e Online?

Não, não existe um modo online em Origins, bem, não diretamente online, vou explicar:
Quem jogou Uncharted, Batman Arkham Knight, deve estar familiarizado com o “MODO FOTO”, pois bem, em um jogo magnífico como esse, o modo foto não poderia ficar de fora.
Após batermos uma foto, ela fica no mapa do jogo e aparece para outros jogadores online verem e “curtirem”, sim você tira uma foto linda e o mundo inteiro pode ver. É algo bem legal pra quem gosta de fazer aquelas fotos maravilhosas, eu mesmo perco vários minutos tentando a pose perfeita
Fora isso, existe a “Vingança”, caso exista um ícone azul com uma caveira preta no mapa, basta colocar o cursor em cima para ver outro jogador que foi morto (amigo seu ou não), é só aceitar e ir atrás de quem o matou para ganhar pontos de experiência.

Gráficos

O jogo está lindo e cheio de detalhes, é realmente um deleite para os olhos, a série nunca fez feio em questão gráfica, sempre sendo muito fiel a monumentos, modelos e clima, a água parece real, os efeitos de luz e sombra estão excelentes.
As cidades contam com tantos enfeites, desenhos nas parede, que é fácil perder um bom tempo só contemplando essas mínimas coisas.
A vegetação é linda, a areia é linda, tudo é lindo nesse jogo. Não tenho reclamação alguma sobre o gráfico.
As texturas estão ótimas, e quando usamos o MODO FOTO, dá pra ver mais ainda os detalhes.

Som

Duas coisas diminuíram minha nota nesse quesito:
Npc’s que repetem sempre a mesma frase, não importa o lugar sempre vai ter alguém repetindo a mesma frase, isso acontece em The Witcher também e acaba ficando enjoativo, poderiam simplesmente não falar nada, afinal de contas quando andamos na rua as pessoas não ficam falando alto sobre você não é mesmo?
Mas o que pesou mais na nota com certeza foi a dublagem em português, ela não está ruim, mas também não está excelente, sei que estou reclamando de barriga cheia, pois há pouco tempo nem tínhamos dublagens em português nos jogos, só que tem vozes que não se encaixam nos personagens e isso acaba deixando a experiência meio sem graça.
O som de crocodilos nadando, elefantes, urubus, espadas se batendo, vento é tudo perfeito e não tem do que reclamar.

Jogabilidade

Quem jogou os outros Assassin’s sabe muito bem que a jogabilidade não era das melhores, nesse jogo isso foi consertado, Bayek se move muito bem, escala com muita facilidade, nada e luta muito facilmente.
Quem nunca jogou Assassin’s irá adorar a jogabilidade e quem já jogou, irá se surpreender.

Veredito Final

Um mapa imenso, história muito interessante, uma enorme quantidade de lugares cheios de detalhes para vasculhar, inclusive as três pirâmides mais famosas do Egito, personagens históricos, várias e várias missões secundárias pra cumprir, muitas armas, meios de transportes e até uma corrida muito divertida de bigas fazem parte desse universo enorme que esse Assassin’s Creed se tornou.
Recomendo de olhos fechados, não apenas por ser fã, mas por ele ser um jogo lindo pra caramba, com uma jogabilidade excelente, uma quantidade enorme de fatos históricos e muita coisa pra ser feita e admirada.
As tais férias da Ubisoft vieram em boa hora, deram uma renovada na série, e com certeza farão você gastar muitas e muitas horas nessa nova aventura.

Assassin's Creed Origins

9.5

Gráficos

10.0/10

Som

9.0/10

Jogabilidade

9.5/10

Positivos

  • Gráficos Magníficos
  • Jogabilidade Excelente
  • Campanha com no mínimo 20 horas de duração
  • Muitas missões secundárias e vários itens para procurar
  • É dublado em português

Negativos

  • O inventário "infinito" que deixa o jogo bem mais fácil
  • A qualidade da dublagem em português
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