
Analisado no PC
O jogo foi lançado para PC em 03/12/2019 e atualmente se encontra disponível na Epic Store e no Xbox Game Pass.
Em Phoenix Point, o vírus Pandora é liberado, após temperatura da Terra aumentar e o gelo do continente Antártico derreter. Inicialmente o vírus ataca os caranguejos, criando novas criaturas, os Pandorans que saem do mar e tentam conquistar a Terra.
Após vários conflitos e acontecimentos, a Terra está desolada e a população se dividiu em três facções: New Jericho, uma facção militarista, que quer limpar e reconquistar a Terra para a humanidade. Synedrion, facção com uma mistura de comunismo e anarquismo que investe em tecnologia e busca conviver com o novo mundo. E por último The Disciples of Anu, uma seita que adora os mutantes e quer deixar a humanidade para trás.
Durante o jogo nos iremos controlar uma célula do Phoenix Project, uma organização secreta que busca combater os mutantes e ajudar a humanidade. Temos de explorar o mapa, em busca de segredos e recursos para melhorar nossas tropas, nossa base e completar missões para as facções.
Se você não sabe, Phoenix Point tem como designer Julian Gollop, este que é o designer criador da série XCOM e um dos fundadores da Snapshot Games, portanto não é surpresa que o jogo possua alguns elementos que lembrem os antigos XCOM com a adição de algumas novidades.
O jogo segue a tradicional jogabilidade dos jogos desse gênero, temos turnos alternando entre aliados, e inimigos, o AP que dita a quantidade de ações que cada unidade pode realizar e assim como o antigo XCOM nós iremos alternar entre o mapa mundial e os mapas de combate.
As novidades ficam por conta do sistema de customização de classes e tropas, sistema de mutação dos inimigos e o novo sistema de mira. O sistema de customização nos dá a possibilidade de adicionar múltiplas especializações aos soldados, o que é essencial no late game. O sistema de mutação e evolução, faz com que criaturas se modifiquem e evoluam com o passar do jogo, assim elas irão modificar suas armas e armaduras tendo como base as partes em que você mais acerta.
A principal novidade é o sistema de mira, esqueça aquelas situações bizarras que encontramos em outros jogos do gênero, onde uma unidade pode errar um tiro mesmo a queima roupa. Aqui nós temos a opção de utilizar o sistema tradicional que funciona com chances aleatórias, ou podemos usar a nova mira que nos mostra dois círculos.
Os círculos da nova mira representam a área onde o projetil pode acertar, existe a chance do projetil não acertar a área escolhida, mas é certeza que ele vai acertar algum lugar contido no círculo maior. Esse sistema é interessante porque as unidades não vão errar tiros a queima roupa e agora nós podemos tentar acertar áreas especificas nos inimigos, neutralizando equipamentos e habilidades que podem ser decisivos durante um confronto.
Phoenix Point não está finalizado e podemos encontrar vários bugs e pequenos problemas. No seu lançamento, o jogo possuía vários bugs que chegaram a quebrar o jogo e impossibilitar a progressão. Após alguns meses e algumas atualizações, praticamente todos os problemas maiores foram sanados, porem o jogo ainda possui alguns bugs e está bem desbalanceado.
O principal problema que encontrei durante a jogatina foram os loadings demorados, mesmo com o jogo instalado no SSD, eu tive telas de carregamento que duravam em media 40 segundos e chegaram ate a 1 minuto, todo esse tempo apenas para enfrentar poucos inimigos.
O jogo está bastante desbalanceado, a maior parte dos combates que tive, foi contra tropas humanas e os combates contra as criaturas ficaram concentrados em missões especificas. No atual estado, as armas estão com o dano totalmente desbalanceado, o dano é alto demais fazendo com que o cover e a as táticas sejam ignorados no late game e tudo se transforma em uma corrida para ver quem consegue eliminar mais unidades por rodada.
Os outros problemas se enquadram em pequenos bugs, como unidades inimigas atirando na direção contraria ao alvo, unidades presas em paredes, erros de clique quando selecionamos unidades ou ações e outros bugs visuais.
No geral Phoenix Point tem várias ideias interessantes, porem atualmente a execução é falha. A história não me prendeu e os vários problemas fizeram com que o jogo ficasse enjoativo após as primeiras horas. O jogo não é ruim e tem potencial, os problemas estão sendo consertados gradativamente por atualizações. Atualmente temos 5 DLCs confirmadas que serão lançadas no decorrer do ano, com a primeira tendo sido lançada em 04/03.
Por causa dos problemas e por estar incompleto é difícil eu recomendar o jogo para todos no seu atual estado. O preço é um pouco salgado, porem Phoenix Point atualmente está disponível no Xbox Game Pass para PC, portando se você se interessou ou gosta do gênero eu recomendo testá-lo através do Game Pass, além disso, atualmente o jogo se encontra na Mega Promoção da Epic Games por R$91,79 na sua versão completa com todas as DLCs e você ainda pode usar o cupom da promoção e ter R$ 40,00 de desconto, com a Edição Ultra saindo por R$ 51,79, o que é um preço justo visto que temos conteúdo e atualizações garantidas ate o fim do ano.
Confira o vídeo de gameplay de Phoenix Point













