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Yakuza: Like a Dragon – Em time que está ganhando se mexe sim | Análise

Yakuza: Like a Dragon é o fôlego que a série Yakuza estava precisando.

Analisado no PC


Yakuza: Like a Dragon é o novo título da franquia Yakuza, desenvolvido pela Ryu Ga Gotoku Studio e distribuído pela Sega. Like a Dragon teve um lançamento antecipado exclusivo para o Japão, chegando para PS4 em Janeiro de 2020, seu lançamento internacional só aconteceu em Novembro de 2020 e atualmente se encontra disponível para PC, PS4, P54, Xbox One e Xbox series, com legendas localizadas para diversas línguas (inclusive português brasileiro) e áudio em Japonês e Inglês.

Após anos de bons jogos que utilizavam a mesma receita, a série Yakuza finalmente ganha um novo fôlego. Like a Dragon chega quase como um reboot, mantendo a mesma cara e qualidade de história, mas apresentando um novo protagonista e mudando completamente a jogabilidade.

Yakuza: Like a Dragon

Já de início encontramos a primeira novidade, Kazuma Kiryu (protagonista dos outros jogos da série) sai e dá lugar para Ichiban Kasuga. Sem spoilers, Ichiban é um personagem carismático, viciado em Dragon Quest e com um forte sentimento de honra, sempre buscando ajudar os mais fracos. Assim como Kiryu, o novo protagonista também tem envolvimento com as organizações criminosas, a história segue o mesmo padrão de qualidade encontrado nos outros jogos, com traições, suspense e reviravoltas. A trama irá te levar a distritos de Tóquio e Osaka presentes nos outros jogos, mas a maior parte da história irá se passar em um novo distrito situado em Yokohama.

Outra grande novidade é que o jogo deixa de lado a ação encontrada nos outros jogos e introduz um sistema de RPG com combate em turnos. Inicialmente eu fiquei um pouco cético ao saber dessa mudança, mas ao jogar eu me deparei com um sistema que foi bem pensado e é totalmente funcional.

Quem é acostumado com jogos de RPG em turno irá se sentir em casa. O sistema é o comum encontrado no gênero, temos pontos de vida e pontos de mana, ataques básicos, habilidades especiais, itens consumíveis e uma party. Sim você leu correto, apesar de Ichiban ser o protagonista ele não é o único personagem “controlável”, durante a campanha é possível recrutar outros personagens para o nosso grupo, são seis no total e cada um possui uma especialização diferente.

Essas não são as únicas novidades, o sistema de RPG também introduz “jobs”, que nada mais são do que classes que cada personagem pode assumir. Cada um desses “jobs” muda a forma de ataque bem como as habilidades de cada personagem o que é interessante, pois este sistema possibilita uma grande variedade de combos e o jogador tem a liberdade para montar o grupo do jeito que quiser.

Yakuza: Like a Dragon

Apesar do combate ser em turnos, esmagar botões ainda é necessário. Como disse, o sistema foi bem pensado e a velha tática de “quick time events”, chega aqui na forma de combinações de botões que precisam ser apertados para que certas habilidades alcancem 100% de sua força de ataque. Mas isso não é tudo, também é possível apertar um botão para defender ataques e diminuir o dano recebido, contudo este sistema funciona quase como um mini game e é bem difícil acertar o tempo de alguns ataques.

O lado ruim do novo sistema é que os jogos da série Yakuza são cheios de história e diálogos, o antigo sistema de ação conseguia quebrar o ritmo e balancear bem esses dois lados. O novo sistema funciona, mas em certas situações ele acaba fazendo com que o jogo se torne enjoativo, justamente porque você sai de uma grande sequência de diálogo e acaba entrando em um combate sem ação, só para chegar em mais diálogos, já deu para entender né.

A dificuldade também não ajuda e acaba sendo inconsistente, o sistema de RPG introduz status para os personagens e se você não “farmar” irá ter sérios problemas. Do início até a metade dessa jornada, a dificuldade parecem estar travada no modo fácil com algumas pequenas exceções, contudo do meio para o fim a dificuldade aumenta bastante, quem não fizer aquele “grind” pode acabar sendo pego de surpresa.

Se você jogou os outros jogos da série, provavelmente gastou algum tempo nas mais variadas atividades disponíveis. Se não tivesse mini games não seria Yakuza e Like a Dragon também traz várias atividades secundarias, temos disponíveis desde jogos clássicos da Sega como, Super Hang-On e Virtua Fighter 5, se não gostar desses jogos você pode tentar pegar um bichinho de pelúcia no UFO Catcher, ou praticar rebatidas, Golf, correr de Kart, frequentar um cabaré e é claro testar a voz no Karaoke. São mais de 20 atividades diferentes e com certeza você irá achar algo do seu interesse.

Yakuza: Like a Dragon

Like a Dragon utiliza a Dragon Engine, desenvolvida para Yakuza 6 e também utilizada em Kiwami 2 e Judgment. Assim como os outros jogos que utilizam esta mesma engine, os gráficos de Like a Dragon são legais e melhores do que os encontrados nos jogos mais antigos da série, entretanto tudo não é perfeito e temos um problema que também é encontrado em outros títulos que utilizam este novo motor, que são os filtros antisserrilhamento (anti-aliasing).

O jogo é bonito e a ambientação é boa, porem mesmo com tudo no máximo, é fácil perceber as falhas nos cantos e linhas, problema que fica mais aparente quando estamos em lugares fechados. Os filtros anti-aliasing parecem não serem suficientes, mas calma, pois, este problema não é algo que acabe com a jogatina.

Quem não jogou os outros jogos da série vai entender a história, mas irá perder uma certa dose de “nostalgia”. Durante a exploração e em partes da história, é possível encontrar vários personagens e referências aos outros jogos da série, alguns encontros são engraçados e outros mais sérios, quem jogou os outros títulos terá um prato cheio.

No final, Yakuza: Like a Dragon é o fôlego que a série Yakuza estava precisando. O título consegue introduzir uma jogabilidade completamente diferente, ao mesmo que mantém padrão e a qualidade da história encontrada nos outros jogos da franquia. O preço cobrado é um pouco salgado e existem algumas DLCs que poderiam ser parte do jogo base, contudo Yakuza Like a Dragon é mais Yakuza de um jeito diferente, assim eu posso recomenda-lo para todos os fãs da franquia, ou para todos que gostem de jogos de RPG por turno e queiram iniciar nessa série de jogos.

Confira neste vídeo o início de Yakuza: Like a Dragon em Live:

Yakuza: Like a Dragon

9.3

Nota

9.3/10

Positivos

  • História
  • Divertido
  • Sistema de Combate
  • Mais Yakuza

Negativos

  • Preço
  • Conteúdo básico travado por DLC
  • Dificuldade inconsistente

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage

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