
Retro Machina – diferente e bonitinho, mas pode ficar enjoativo | Análise
Retro Machina nos apresenta um mundo controlado por máquinas, onde a presença humana aparenta ter sido extinguida.
Analisado no PC
Retro Machina é um jogo de ação e aventura com puzzles, desenvolvido pela Orbit Studio, distribuído pela Super.com e lançado em 12/05/2021 estando disponível atualmente para PC, PlayStation, Switch e Xbox.
Desenvolvido pelos brasileiros da Orbit Studio, Retro Machina é um daqueles jogos diferentes e bonitinhos que empolga nas primeiras horas, mas que por causa do ritmo e do backtracking, ele acaba enjoando após algum tempo.
Retro Machina nos apresenta um mundo controlado por máquinas, onde a presença humana aparenta ter sido extinguida. Nas ruínas deste mundo metálico, nós iremos acompanhar a jornada de um dos robôs operário que tem o seu sistema corrompido mas se recusa a ser consertado, fugindo pela sua “vida” ele acaba sendo descartado e agora precisa encontrar uma maneira de corrigir os seus sistemas e quem sabe descobrir o que aconteceu com os humanos deste mundo.
Essa aventura é composta por dois elementos principais, puzzles e combate. Começando pelo melhor que são os puzzles, os quebra cabeças não são difíceis e sua grande maioria é composta somente de alavancas e botões, contudo para resolvê-los você terá de controlar um robô no cenário e em alguns são dois robôs. Sim, a jogabilidade é diferente e nosso personagem possui a habilidade de controlar outros robôs no cenário, utilizando os analógicos e botões é possível movimentar e realizar interações ao mesmo tempo com o personagem principal e com o robô controlado, essa abordagem faz com que os puzzles sejam divertidos e interessantes, contudo com o tempo você começa a sentir uma certa repetição.
Se os quebra cabeças são o melhor, o combate infelizmente deixa a desejar. Basicamente o combate do jogo é lento e a grande responsável por essa lentidão são as animações do personagem principal. Com animações lentas, algumas ações e habilidades levam um certo tempo para serem utilizadas, tempo este em que o personagem fica vulnerável a ataques. Por causa dessa lentidão é praticamente impossível atacar e em seguida esquivar, o que torna alguns confrontos bastante frustrantes e por esta razão infelizmente o combate não consegue seguir o mesmo ritmo dos puzzles e exploração.
Quando o assunto são gráficos, Retro Machina faz bem. O jogo é bonito, com uma câmera isométrica que possibilita mostrar mais do cenário e não faltaram detalhes. No geral todos os cenários são bem feitos com modelos legais, cores distintas e vários detalhes incluindo a iluminação. O único contra aqui é o tamanho das legendas que são pequenas e por causa disso fica difícil ler algumas coisas.
Como disse mais acima, o jogo é empolgante nas primeiras horas e começa a enjoar com o tempo. Infelizmente essa sensação é causada pelo backtracking e principalmente pelo combate, mesmo trocando de cenários a fórmula não muda e eu acabei com a impressão de que jogo seria melhor se fosse mais curto, principalmente por causa do combate.
No final Retro Machina é um jogo legal que te proporciona algumas boas horas de jogatina e irá agradar principalmente aos amantes de “metroidvanias”. O preço é camarada, contudo por causa da fórmula e do ritmo do jogo, eu prefiro recomenda-lo somente para quem se interessar.










