
Lançado inicialmente em 2017 e possivelmente estando no final de sua “vida”, o Nintendo Switch é um console híbrido desenvolvido pela Nintendo que desde seu lançamento recebeu algumas revisões, incluindo um modelo portátil (Lite) lançado em 2019 e uma versão com tela OLED que chegou ao mercado em 2021. 26
Apesar de possuir várias versões, todos os consoles da família Switch compartilham o mesmo hardware principal, com o chip Nvidia Tegra X1 sendo encarregado do processamento. Por este motivo todos os consoles possuem o mesmo desempenho e as únicas diferenças estão relacionadas ao tipo e tamanho da tela, bateria, armazenamento interno e acessórios que acompanham o console. Nós fizemos o comparativo entre o Switch tradicional e a versão Lite, se quiser saber mais sobre estas versões confira o vídeo abaixo:
A versão OLED chega como uma revisão do modelo padrão com alguns ajustes e novidades bastante interessantes para quem pensa em adquirir o seu primeiro Nintendo Switch, mas com um custo um pouco salgado para quem já faz parte deste ecossistema e pensa em fazer um upgrade. Esta última versão chega com uma tela maior, mais armazenamento interno e novas versões de acessórios, um conjunto que contém funcionalidades extras que não estão presentes no modelo padrão.
Ao tirar o console da caixa já é possível notar a primeira diferença logo de cara que é a nova tela. A versão OLED substitui a tela padrão de 6,2’’ LCD por um painel de 7’’ com tecnologia OLED e além do tamanho maior, a nova tela também chega com um novo design com bordas mais finas que passam uma impressão mais clean e premium. A resolução continua a mesma e o console roda a 720p no modo portátil e a 1080p quando conectado no dock, contudo você dificilmente vai querer jogar no modo dock, pois o painel OLED traz uma experiência visual incrível, com cores vivas e intensas que se mantém mesmo quando abaixamos o brilho da tela.
Uma tela maior tecnicamente seria associada a um maior consumo de bateria, esta que se mantém a mesma com 4.310 mAh, porém o que temos aqui é tecnologia. Além de incríveis visuais, a tecnologia OLED também traz um menor consumo e o resultado final é esta última revisão do console tendo a maior duração de bateria entre todas as outras. A diferença é tamanha que dependendo do brilho da tela e do jogo escolhido, a versão OLED consegue até uma hora a mais de jogatina em comparação com a última revisão V2 do Switch padrão (aquela da caixa quase toda vermelha), podendo chegar até 9 horas de tela ligada de acordo com a Nintendo.

Além da nova tela maior, o console também recebeu revisões na sua carcaça e em peças internas. O pequeno e frágil apoio traseiro da versão padrão foi substituído por um “stand” largo e resistente com o tamanho do console, este novo apoio traz facilidades na regulagem dos ângulos de visão e também permite que você coloque o console com maior segurança facilmente onde quiser.
A carcaça está um pouco diferente, ela é mais robusta com botões mais evidentes e uma grade de ar reformulada que expõem menos o sistema interno do console. O áudio foi atualizado e os auto falantes desta versão estão mais altos e claros, o som é bom e realmente não existe a necessidade de utilizar fones de ouvido no modo portátil.

O armazenamento interno foi aumentado passando de 32GB presentes na versão padrão para 64GB na versão OLED e com o console atualizado temos 54,9GB livres para o jogador instalar o que quiser. Este aumento de espaço é bem vindo e permite que o usuário instale mais jogos no console já de início, contudo o tamanho do armazenamento ainda não é o ideal e um cartão SD ainda é recomendado e necessário caso queira instalar vários jogos.
O dock foi atualizado e agora conta com um design mais arredondado e uma entrada ethernet (LAN), para conectar o console via cabo de rede, melhorando a estabilidade e diminuindo a latência das partidas online. O novo dock também está disponível para venda separadamente, sendo compatível com as versões anteriores do console, com exceção da Lite.
Especificações citadas, agora vamos falar sobre a experiência, jogos, o polêmico custo Nintendo e se realmente vale a pena comprar um Switch em 2023.

O PC sempre foi a minha plataforma de jogo preferida desde os anos 90, os motivos são vários com a performance, preço e retrocompatibilidade sendo os principais pontos desta escolha. Se o PC faz várias coisas muito bem, ele peca em uma que é a portabilidade, mover todo um sistema com gabinete telas e periféricos não é uma tarefa simples e isso também vale para os novos consoles, é aí que a Nintendo entra na história.
Mesmo gastando a maior parte do meu tempo de jogo no PC, eu sempre carreguei a Nintendo no meu bolso com seus portáteis, sendo meu último um 2DS Super Mario Maker Edition. O 2DS tem uma performance legal e até recebeu versões de jogos populares como Resident Evil, Street Fighters e Metal Gear, contudo ele é limitado e pensando em um upgrade o Switch apareceu no momento certo.
Os pouco mais de 6 anos do Nintendo Switch foram o suficiente para mostrar a proposta e o desempenho da plataforma, bem como o seu acervo de jogos. Desde seu lançamento, este console não só recebeu todos os títulos exclusivos da Nintendo, como também versões de vários jogos de franquias populares como Assassin’s Creed, Skyrim, The Witcher 3, Wolfenstein, Doom, Diablo e até No Man’s Sky. A biblioteca é grande sendo composta por títulos de vários gêneros com uma quantidade suficiente para agradar todo tipo de jogador e agora sem bloqueio por região.
Claro que a performance é limitada e na maior parte do tempo você estará jogando sem a melhor qualidade gráfica e preso a 30 quadros, mas tudo isso é secundário pois a experiência portátil é simplesmente incrível e eu me vi jogando uma boa parte dos meus títulos favoritos em ambientes onde ter um PC completo é simplesmente inviável, além disso a possibilidade de se jogar facilmente títulos multiplayer durante churrascos e encontros de família não tem preço. Com exceção de alguns títulos, a maior parte dos jogos rodam lisos sem quedas de quadros, a tela OLED traz visuais incríveis, a bateria tem duração longa e você irá se cansar antes de precisar colocar o console para carregar.
Infelizmente, hoje o Switch é a única opção para quem procura por uma experiência portátil com venda oficial, suporte e garantia no Brasil e apesar de limitado o console cumpre muito bem o seu papel

Se a experiência é boa pela proposta do console, os preços dos jogos são um pouco elevados. Sim, jogos do Switch geralmente chegam com um custo um pouco alto em mídia física, porém em promoções é possível encontrar verdadeiras barganhas na eShop. Geralmente os títulos distribuídos pela Nintendo raramente entram em promoção e quando entram ganham descontos pequenos que chegam no máximo a 30%, em contrapartida os jogos publicados por terceiros têm preços mais convidativos e em promoções é possível adquirir jogos AAA por menos de R$ 50,00 em suas versões digitais.
São vários motivos que levaram a essa má fama de jogos caros, mas antes de tudo é preciso entender que alguns anos atrás a Nintendo havia se retirado do Brasil e os jogadores acabaram ficando à mercê de importadores. A partir de 2019 a empresa deu indícios que voltaria para o país ao lançar cartões de jogos em lojar parceiras selecionadas, já em 2020 uma eShop com moeda local foi lançada e desde essa data ela voltou com tudo, trazendo jogos traduzidos e consoles homologados. Na data desta publicação a eShop brasileira continha um acervo com grandes títulos, mas por ter sido uma das últimas a ser lançada ainda faltam títulos populares, estes que podem ser adquiridos, mas para fazê-lo será necessário mudar a região da sua conta principal, ou criar uma conta secundária em outra região.
Com todas essas informações, eu posso dizer que vale muito a pena adquirir um Switch OLED em 2023, mas isso depende de alguns fatores. Se você procura por um Switch por causa da experiência híbrida de console e portátil, com certeza vale a pena e a versão OLED é a indicada por conta de todos os seus recursos e aprimoramentos. Para quem procura só por uma experiência portátil e não liga para multiplayer local, o Switch Lite é a melhor opção pois mesmo que ele não contenha o display OLED, seu desempenho é o mesmo e o custo é praticamente metade da versão padrão. Agora para quem já tem um Switch mais antigo talvez não faça sentido atualizar, visto que o desempenho é o mesmo e as melhorias da versão OLED não são o suficiente para justificar o custo da atualização, mesmo assim ainda vale a pena atualizar caso seu Switch antigo esteja com defeito, do contrário é melhor esperar pois é provável que o console esteja chegando no fim de seu ciclo e que um sucessor talvez seja anunciado ainda este ano.








