
Warhammer 40,000: Boltgun – Mais um shooter inspirado no universo Warhammer | Análise
A jogabilidade de Boltgun é totalmente inspirada nos clássicos boomer shooters, com muita ação, segredos, um decente arsenal a disposição
Analisado no PC
Warhammer 40,000: Boltgun é um FPS desenvolvido pela Auroch Digital e distribuído pela Focus Entertainment. O título foi lançado em 23/05/2023 com versões disponíveis para as plataformas, PC, PlayStation, Switch e Xbox.
Misturando os elementos de Warhammer 40K com a jogabilidade retrô dos clássicos boomer shooters, Boltgun traz uma experiência divertida que embora não seja perfeita e tenha falhas, com certeza irá agradar aos fãs do gênero.
Em Boltgun nós entramos no papel de um ultramarine enviado ao forge world Graia para investigar a fonte e fechar um warp rift que se abriu no planeta. A história é bem básica e serve só como plano de fundo para toda a carnificina que o personagem fará para chegar até seu objetivo, assim como nos jogos do gênero o foco aqui está na jogabilidade.
A jogabilidade de Boltgun é totalmente inspirada nos clássicos boomer shooters, com muita ação, segredos, um decente arsenal a disposição e uma boa variedade de inimigos. O início da jogatina é bastante frenético, nós começamos munidos somente de uma serra elétrica e precisamos retalhar tudo o que tiver pela frente até que conseguimos a famigerada Boltgun. Com o kit básico da arma e serra é preciso continuar os primeiros níveis, explorando mapas lineares sem se importar com vida e munição, visto que estes níveis são generosos, mas essa dinâmica dura pouco, pois logo você se depara com a primeira arena.
Por algum motivo os desenvolvedores acharam interessante focar toda a jogatina em arenas e a partir do primeiro encontro, praticamente todos os mapas irão se resumir a uma pequena seção de exploração para chegar até uma arena e o ciclo se repete. As arenas de combate são legais e você terá de enfrentar hordas de inimigos e chefes, contudo apesar de termos ação o arsenal fica bastante limitado e utilizar qualquer arma de curto alcance ou corpo a corpo como a motosserra, é pedir para levar game over, pois os inimigos são fortes, numerosos e em grande maioria com ataques de longo alcance.
Não que o jogo seja ruim, pelo contrário ele é bastante divertido, porém é fácil sentir a repetição causada pelo ciclo de jogo e os mapas não estão bem feitos. No geral os mapas são um pouco confusos, temos muitos assets repetidos e é fácil se perder, além disso a disposição dos recursos e powerups é completamente sem sentido, pois nas partes mais calmas existe uma boa quantidade de cura, munição e melhorias, enquanto que durante as arenas e combates tudo isso é bastante limitado.
A apresentação é boa e o jogo traz filtros pixelados para você ajustar a arte da forma que quiser, podendo acentuar ou diminuir o aspecto retrô. Os modelos foram bem feitos e temos uma boa variedade de inimigos, contudo os cenários sofrem com uma baixa variedade e também repetição de elementos. A trilha sonora é excelente, sendo composta totalmente de heavy metal acompanhado de várias frases de efeito que podem ser utilizadas pelo jogador.
No final, Warhammer 40,000: Boltgun é uma experiência divertida que embora não seja perfeita, com certeza irá agradar aos fãs do gênero e também de Warhammer. O preço cobrado é um pouco salgado pela experiência, visto que não temos nada de novo e por isso se você se interessou eu recomendo que espere uma promoção.










