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Die by the Blade – “Um golpe para vencer e poucos para desinstalar” | Análise

Die by the Blade tem um conceito interessante que é pouco desenvolvido e infelizmente seu lançamento final não aparenta um produto acabado.

Analisado no PC


Die by the Blade é um jogo de luta desenvolvido pela Grindstone em conjunto com a Triple Hill Interactive e Toko Midori Games. O título foi lançado em 16/05/2024 para PC com possíveis versões para console programadas para o futuro.

Trazendo um conceito pouco utilizado atualmente, em Die by the Blade apenas um golpe é o necessário para eliminar o adversário e poucas partidas são o suficiente para desinstalar o jogo. Infelizmente este é mais um título com um conceito interessante, mas pouco desenvolvido.

Die by the Blade

Desde o início dos combates na década de 70, os jogos de luta foram evoluindo com um conceito de batalhas com barras de vida e especial, onde são necessários vários golpes e combinações para se derrotar o adversário. Nesse gênero nós temos títulos que se inspiram nas artes marciais, outros com o foco em armas brancas/lâminas e alguns que combinam esses dois estilos, mas todos sempre se baseando no conceito de barras de vida e de especial com uma jogabilidade arcade e nada realista.

Claro que sempre existem exceções e Bushido Blade lançado em 1997 para PlayStation, foi um título que mudou essa dinâmica, trazendo combates mais realistas com lâminas, sem barra de vida ou especial, onde apenas um golpe bem colocado é o suficiente para eliminar o inimigo. Aproveitando este conceito, Die by the Blade é praticamente um sucessor espiritual do jogo, com uma dinâmica bastante parecida, mas com um combate modernizado.

Die by the Blade

História não existe aqui e infelizmente este é um ponto negativo já de início. O título foi lançado com o foco total em batalhas online 1×1 e não existe nenhum contexto para os personagens ou para o combate. Basicamente o que temos é uma descrição bastante genérica de cada um, é escolher o personagem e partir para a briga sem qualquer objetivo ou justificativa, mas isso se você conseguir, pois no atual estado é muito difícil achar jogadores online e o modo single player consiste basicamente em jogar partidas simples contra a AI.

O combate é bastante inspirado no conceito de Bushido Blade, com um confronto entre espadachins onde quem acertar o primeiro golpe é o vencedor. Temos diferentes personagens e tipos de armas, cada um com seus status próprios, o que modifica completamente a abordagem de luta, pois dependendo da combinação de personagem e arma você terá uma resposta mais rápida ou mais lenta, bem como maior ou menor uso de estamina ao atacar e defender. Por estes motivos, tecnicamente é preciso pensar bem em qual combinação de personagem e arma você irá usar, contudo no atual estado o jogo está bastante desbalanceado e não existe um meio termo, ou você usa o personagem e arma mais ágil, ou o mais forte com a arma mais longa.

Die by the Blade

O combate ao mesmo tempo que é simples, também é bastante complexo. O sistema aqui se utiliza dos dois analógicos para a jogatina, com o esquerdo cuidando da movimentação do personagem e o direito da posição da guarda. Temos basicamente três guardas de jogo, a superior, média e baixa, variando conforme a posição da alavanca analógica direita, a guarda irá definir o seu ataque e também a sua defesa, com o combate sendo totalmente baseado neste sistema, ou seja, ataques altos precisam ser bloqueados com guarda alta, médios com média e baixos com baixa, caso você erre a direção o ataque irá entrar e o oponente sairá vitorioso.

O sistema simples começa a ficar complexo quando é adicionada a barra de estamina a dinâmica de jogo. Aqui todos os movimentos de ataque e defesa custam estamina e saber quando atacar e quando defender faz total diferença na jogatina, com defesas perfeitas economizando estamina e até desestabilizando o oponente. A dinâmica de combate no papel é bastante interessante, mas a execução atual deixa bastante a desejar principalmente pela combinação do sistema de combate com as animações.

Die by the Blade

Como dito acima, basta um golpe para vencer e poucas partidas para desinstalar e no atual estado o jogo está bastante cru e com cara de acesso antecipado. Infelizmente, embora tenha cenários com gráficos legais, os modelos de personagens são bastante genéricos e as animações de combate são ruins. Para piorar a situação, as caixas de dano são bastante imprecisas e quando combinadas aos sistemas de jogo, o resultado final é o de um combate com uma dinâmica de jogo travada e nem um pouco fluida, fator este que pode ser ainda mais agravado pela latência quando jogado online.

No final, Die by the Blade é mais um jogo com um conceito interessante que é pouco desenvolvido e infelizmente apesar do título estar a um bom tempo em desenvolvimento, seu lançamento final passa mais uma impressão de acesso antecipado do que de produto finalizado. O preço cobrado é salgado pela experiência e por conta dos problemas eu prefiro recomendar somente para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por atualizações ou uma boa promoção.

Confira no vídeo abaixo um trecho de gameplay:

 

Die by the Blade

5

Nota

5.0/10

Positivos

  • Conceito diferente

Negativos

  • Gráficos
  • Sistema de combate impreciso
  • Sem modo história

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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