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Fundadora da equipe Xbox diz acreditar que “Xbox está morto” como console

Crise de identidade? Laura Fryer critica estratégia multiplataforma da Microsoft.

O debate sobre o futuro do Xbox como console dedicado ganhou força após a publicação de um vídeo contundente de Laura Fryer, uma das fundadoras originais do time Xbox e ex-diretora do Grupo de Tecnologia Avançada da marca. Fryer, que ajudou a viabilizar clássicos como Gears of War, não se diz satisfeita com o rumo recente da divisão de jogos da Microsoft: “O hardware Xbox está morto!”

Questionamentos sobre a estratégia multiplataforma

Com a chegada de produtos como o ROG Xbox Ally (um portátil na prática da ASUS com Windows, compatível até com jogos da Steam, apenas carregando a marca Xbox), parcerias com o Meta Quest e o novo aceno oficial à AMD para “silício personalizado” em multiplataformas, Fryer argumenta que a Microsoft parece deixar para trás a tradição de consoles dedicados:

“A mensagem ‘Xbox Anywhere’ é só marketing, sem substância”, diz Fryer. “O ROG Ally nada mais é que um portátil Asus rebatizado, pouco atrativo. Isso tudo parece o início de uma saída lenta do hardware próprio.”

“No fundo, acho que o hardware Xbox está morto. A impressão é que a Microsoft agora só quer empurrar todo mundo para o Game Pass.”

A alma do Xbox e o “valor que se desfaz”

xbox series

Fryer assumiu a frustração por ver o legado da marca escapar:

“É triste ver o que ajudei a criar sendo erodido. Parece que o Xbox perdeu a vontade — ou sequer pode — fazer hardware novo. As parcerias são só a transição para abandonar o console como conhecemos.”

Ela ressalta que, embora a biblioteca da marca ainda seja robusta — citando sucessos como o remake de Oblivion — o foco parece agora em remasters, parcerias externas e jogos antigos, não em hits inéditos capazes de “fazer diferença daqui a 25 anos”.

O futuro é multiplataforma… mas o que resta da marca?

Mesmo com promessa de novo console para suceder o Series X|S, Fryer diz não confiar que o caminho esteja claro. O fato de a presidente Sarah Bond enfatizar “Windows como plataforma número um do jogo” e a liberdade de jogar “aonde quiser, do jeito que quiser”, reforça a sensação de que “o console Xbox como produto icônico está sendo diluído”.

“Podemos ter anúncios grandiosos no aniversário de 25 anos em 2026. Quem sabe a estratégia finalmente faça sentido? Mas hoje, vejo mais neblina do que clareza.”

Resumo da polêmica

  • Laura Fryer, fundadora do Xbox, diz que o hardware Xbox está “tecnicamente morto”.
  • “Xbox Anywhere” seria apenas discurso e estilo sem substância, apoiado em terceiros e não na tradição do console.
  • Microsoft aposta em Game Pass, remasters e parcerias externas, com futuro menos definido para novas gerações de hardware dedicado.
  • Próximo ano marca os 25 anos da marca e pode ser decisivo para entender se há de fato um novo sentido para o nome Xbox.

E você: acredita que o Xbox como hardware dedicado ainda tem futuro ou está “morto”? 

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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