
Ubisoft confrontada por campanha Stop Killing Games
Petição pede leis para impedir que jogos sejam “destruídos” após fim dos servidores.
O movimento Stop Killing Games, que ganhou força após o desligamento dos servidores de The Crew, questiona grandes editoras sobre o direito dos consumidores de continuar acessando títulos mesmo após o fim do suporte. A petição, já com quase 1,4 milhão de assinaturas, demanda que a União Europeia crie regras para impedir que jogos comprados digitalmente sejam “apagados” para sempre.
CEO Yves Guillemot responde: “Nada é eterno, mas estamos trabalhando para minimizar impacto”

Durante uma reunião anual de acionistas marcada por perguntas incisivas, o CEO Yves Guillemot foi diretamente cobrado sobre a postura da Ubisoft diante da campanha. Guillemot defendeu que a empresa dá amplo suporte aos jogos pós-lançamento e informa claramente sobre o tempo de vida útil dos títulos, reforçando que “eventualmente todo software pode se tornar obsoleto”.
Segundo o CEO, “nada é escrito em pedra” e, mesmo assim, a Ubisoft tenta minimizar impactos negativos para jogadores — mas lembra que a questão é um desafio de todo o setor, já que infraestrutura, ferramentas e códigos envelhecem e se tornam inviáveis de manter com o passar dos anos.
Polêmica de The Crew obriga empresa a rever políticas; modos offline prometidos para sequências

O estopim da campanha foi o desligamento de The Crew em 2023, que gerou processos judiciais e forte rejeição global. Em resposta, a Ubisoft vendeu as sequências do jogo por valores simbólicos e anunciou esforços para lançar modos offline, como em The Crew 2 e Motorfest, permitindo que ao menos parte da comunidade continue jogando sem depender de servidores ativos.
Indústria de games busca soluções, mas dificuldade é real: “Nem tudo sobrevive uma geração”
Guillemot ressaltou que toda a indústria está atenta ao tema, mas que não há fórmulas mágicas: “O suporte para todos os games não pode durar para sempre. Muitos softwares deixam de existir 10, 15 anos depois do lançamento. Por isso lançamos versões novas, como The Crew 2 e depois o 3”.
Associações como a Video Games Europe também já se manifestaram, reagindo ao peso da petição. Para a comunidade, o tema expõe a fragilidade da propriedade digital: se não houver mudanças, o risco é ver clássicos sumirem para sempre da história dos games.
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