
The Knightling – Uma aventura de cavaleiros com altos e baixos | Análise
Analisado no PlayStation 5
The Knightling foi desenvolvido pela Twirlbound e publicado pela Saber Interactive e promete te prender um universo cheio de mistérios, incorporando um aspirante a cavaleiro que decide sair em uma jornada procurando seu mentor desaparecido, Sir Lionstone. Equipado somente com um escudo lendário, nosso protagonista precisará enfrentar as regiões de Clesseia para se afirmar com um herói…
Clesseia possui como guardião e cavaleiro mais poderoso, Sir Lionestone. Quer dizer… Possuía. Desde sua última missão, ele não retornou. E é aí que começamos nossa aventura, como um cavaleiro de confiança de Sir Lionestine, precisamos empunhar o escudo lendário que ele deixou para trás, para que possamos encontrá-lo antes que as ameaças eminentes decisão circundar Clesseia.
Desvendando segredos em regiões que exploraremos das terras de Clesseia, também ficaremos encarregados de derrotar monstros e afugentar bandidos, ao mesmo tempo que desvendamos a verdade sobre o distinto poder do escudo e claro, sobre o passado do reino. E é no fronte contra os inimigos que passamos a perceber o quão limitado o jogo é, no que diz respeito a variedade de inimigos. Infelizmente, os adversários se repetem muito ao longo da jornada em lugares diferentes. E isso, meus amigos, é um pouco frustrante.
Vez ou outra, gosto de levantar o debate sobre a acessibilidade de idioma e como uma ferramenta como legenda pode melhorar a percepção por parte do público. Infelizmente, nesse jogo não tivemos essa possibilidade e o que era para ser bem legal e dinâmico, se torna penoso. Os puzzles que necessitam de interpretação para serem concluídos, se tornam disfuncionais, quando o jogador que não tem conhecimento de língua Inglesa e precisa parar para traduzir um texto. Logo, esse aspecto do jogo decepciona.
A trilha sonora é muito imersiva, utilizando de reforçadores positivos na ambientação e nos duelos. Com um perfil bastante arquitetado, a música mantém sinergia intrínseca com a atmosfera do universo que o game apresenta. Visualmente, The Knightling foca em um estilo cartunesco e minimalista, com gráficos modestos, cheios de cores categoricamente suaves e personagens desenvolvidos como desenho animado, sem muita firula em efeitos visual ou polimento rebuscado em suas texturas… Ele se escora apenas num trabalho básico, bem feito e só.
The Knightling é um misto quente de momentos divertidos com desgostos. Quando você acha que está tudo chegando no ápice, algo vem, passa no meio das pernas e dá uma rasteira. O jogo não é tão dinâmico, tornando as boss fights muito repetitivas, sem impacto. Capenga. Mas nem só de lástimas vive esse jogo. Apesar de não ser uma obra narrativa digna de menções em outras análises, a história é coesa, chama atenção, entretém e instiga curiosidade, guiando nossa jornada durante toda a experiência.
Falando francamente, The Knightling pode não um jogo marcante, entretanto, rende uma jogatina agradável e horas de entretenimento, caso você esteja aberto a lidar com algumas frustrações.









