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HYPERVIOLENT – Um shooter retrô, mas nem tanto ‘hyper violento’ | Análise

Analisado no PC


HYPERVIOLENT é um shooter retro desenvolvido pela nfoPRINCE em conjunto com a Terminist Arcade e distribuído pela Fulqrum Publishing. O título foi lançado em 2023 como acesso antecipado e está recebendo sua versão final para PC em 23/09/2025.

Inspirado nos clássicos dos anos 90 como System Shock e Doom, Hyperviolent é um shooter retro com ideias e mecânicas interessantes, mas com alguns problemas técnicos que acabam segurando um pouco a jogatina.

Em Hyperviolent, nós jogamos como um piloto que respondeu a um sinal de socorro enviado pela Commodus Asteroid 27-C, uma colônia de mineração localizada em um asteroide. Ao chegar ao local, o piloto acaba se deparando com forças hostis e habitantes que se transformaram em criaturas, cabendo a ele explorar a instalação para tentar entender o que aconteceu aqui e quem sabe acabar com este problema. A história aqui não é nada impressionante e segue o típico clichê sci-fi, contudo a trama é contada de maneira interessante e para saber o que aconteceu bem como avançar na campanha, será necessário ler logs dos habitantes, alguns sendo coletados, outros contidos em computadores espalhados pela instalação.

A jogatina mistura o visual e estilo retrô com recursos modernos e apesar de basicamente ainda ser um shooter onde se corre e atira, a forma como algumas ações são realizadas é completamente diferente. Começando pelo simples ato de recarregar as armas, ao invés de apenas apertar um botão e ver a animação, aqui é necessário apertar o botão de recarga e depois o botão da mão em que a arma se encontra para assim recarregá-la. Temos um menu de inventário e é possível utilizar equipamentos e armas diferentes em cada mão, com exceção dos que utilizam as duas ao mesmo tempo, este menu também é utilizado para organizar nossos itens e caso esteja cheio não será possível coletar novos.

Como dito mais acima, os visuais são completamente retrô e o jogo conta com uma mistura híbrida de elementos 2D e 3D, combinando pixel art com low-poly. Os mapas foram bem desenhados e aqui nós encontramos os elementos 3D low-poly que compõem a estação de mineração, com corredores e instalações contendo efeitos de iluminação de forma a tentar criar uma atmosfera sombria e misteriosa. A pixel art chega através de itens e inimigos, estes últimos que não contam com muitos detalhes, mas tem uma variação decente que vai aumentando conforme você avança na campanha. Na trilha sonora nós temos faixas que embalam a jogatina, mas os efeitos sonoros no geral são simples e não impressionam.

Os visuais são legais e realmente passam um ar de nostalgia, porém a forma com que os inimigos são representados acaba atrapalhando no combate. Infelizmente é difícil identificar os ataques de certos oponentes e isso acaba impactando alguns confrontos de chefe que se tornam frustrantes por não termos referência de distância e animações de ataque dos inimigos. Outro fator a se notar, é que embora o título traga mecânicas diferentes, infelizmente ele não conta com opções básicas de configuração e por exemplo não temos a simples opção de colocar a tela em modo tela cheia exclusiva ou janela, sendo que o jogo abre por padrão em um formato tela sem bordas e não temos suporte a resoluções maiores.

Por conta destas limitações, para poder jogarmos e fazer esta análise, foi necessário editar o arquivo de configurações e mesmo assim não conseguimos colocar o jogo em modo janela ou nas proporções do monitor ultrawide. A cereja do bolo fica por conta de um desnecessário launcher, provavelmente requerido pela publisher, o launcher não traz nenhuma opção de configuração e temos apenas propagandas e um botão jogar, sendo que este também pode ser ignorado ao editar algumas configurações.

No final, apesar de algumas inconsistências e da falta de opções básicas de configuração, Hyperviolent traz uma experiência divertida e nostálgica que com certeza deve agradar os fãs do gênero, mas isso se eles tiverem a paciência para configurar o título. O preço cobrado é camarada e se você gosta do gênero vale a pena adicionar este a sua biblioteca.

Confira no vídeo abaixo um trecho de gameplay de HYPERVIOLENT:

HYPERVIOLENT

7.8

Nota

7.8/10

Positivos

  • Divertido
  • Visuais retrô
  • Sistemas diferentes

Negativos

  • Faltam opções básicas de configuração
  • Launcher desnecessário
  • Algumas inconsistências no combate

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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