
Tales of Xillia Remastered – Mais um remaster da série Tales, preservando e finalmente lançando Xillia para os sistemas atuais | Análise
Analisado no PC
Tales of Xillia Remastered é um RPG desenvolvido pela DOKIDOKI GROOVEWORKS, Inc. e distribuído pela Bandai Namco Entertainment. O título é um remaster da versão original de 2011 feita pela Namco Tales Studio e sendo exclusivo do PlayStation 3. Esta versão Remaster foi lançada em 30/10/2025 com versões para Nintendo Switch, PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.
Apesar de não ser tão famosa no Ocidente, a série Tales é antiga e tem como diferencial o foco em um combate que tenta ser em tempo real. Em comemoração aos seus 30 anos, foram confirmados os remasters de alguns de seus jogos, com Tales of Graces Remastered chegando em 16/01/2025, Tales of Xillia Remastered em 30/10/2025 e já confirmado Tales of Berseria Remastered para 26/02/2026. Como todo remaster, Tales of Xillia recebe algumas melhorias gráficas, outras de qualidade de vida e o principal é o lançamento para as plataformas atuais.
A trama de Tales of Xillia se passa no mundo de Rieze Maxia, onde humanos convivem com espíritos etéreos em harmonia e até utilizam o poder dos espíritos no dia a dia. Como nada é perfeito, esta harmonia começa a ser quebrada por conflitos entre os reinos deste mundo e até planos para utilizar o poder espiritual como arma de destruição em massa e entre estes eventos nós iremos conhecer e acompanhar a trama que envolve dois protagonistas, Jude Mathis, um estudante de medicina e Milla Maxwell, uma mulher misteriosa que diz ter o poder do Lorde dos Espíritos.
Para começar é preciso escolher um dos protagonistas como principal e se quiser ver os acontecimentos com o outro, será necessário começar o jogo de novo depois de zerar. Tecnicamente ambos os personagens seguem a mesma história e o que muda é só o ponto de vista de cada um, com alguns acontecimentos exclusivos. Você pode começar o jogo com qualquer um dos dois, mas para quem nunca jogou é recomendado começar com Jude, pois algumas etapas com Milla não irão fazer sentido para quem não conhece o básico da trama.
Como é característica da série, Xillia segue um combate de ação em tempo real com algumas mecânicas de grupo que incluem o link entre personagens com combos em dupla, temos diversas habilidades aqui chamadas de artes, além de equipamentos e também outros personagens que iremos encontrar e recrutar durante a aventura. O estilo de combate é um pouco engessado e envelheceu de forma OK, não temos batalhas aleatórias e os inimigos são encontrados pelo mapa nos seguindo quando chegamos perto, já os comandos são um pouco confusos no início e requerem alguma prática pois temos muitas ações com combinações específicas, mas é só jogar que você pega o jeito.
Esta nova versão chega com as típicas melhorias de jogos remasterizados e isso inclui melhorias gráficas, algumas adições como melhorias de qualidade de vida, recursos de new game+ e as DLC lançadas, estas últimas que excluem as que contêm conteúdo licenciado.
No PC o jogo chega com suporte a maiores resoluções até 4K e modos de FPS indo até 120, as versões de console de mesa também chegam até 4K, porém limitando a 60 FPS, já o Switch roda em 1080/720p dependendo do modo dock ou portátil, porém o jogo é limitado a 30 FPS, uma pena visto que o original de PS3 tinha 30 FPS durante a exploração, mas 6 FPS no combate. No geral os visuais receberam melhorias com modelos melhorados em um formato HD para serem compatíveis com o aumento de resolução, as cores também foram refeitas e o jogo agora está com visuais mais vivos e coloridos. O remaster também recebeu localização com legendas para diversos idiomas, mas infelizmente não temos PT-BR nesta lista.
Em relação às adições de qualidade de vida, temos uma lista enorme, mas aqui vão algumas mudanças começando com uma simples opção para ativar ou desativar o dash permanente, o que facilita e muito a exploração, temos diversos ícones para marcar os objetivos e missões principais e secundários, o jogo agora tem auto save, opções de retry em batalhas, é possível pular cenas e diálogos, temos melhores descrições de itens, além de poder remapear botões entre outras adições.
Como um extra, já no início é possível acessar o Grade Shop para gastar pontos. O Grade Shop é uma loja de trapaças, onde o jogador podia gastar pontos acumulados na campanha para começar uma nova com algumas modificações, como aumento de experiência, dano, ações e limites de itens, possibilidade de herdar equipamentos e acessórios, entre outras. Nessa versão remaster, o Grade Shop está disponível desde o início com 50% de desconto em todas as opções e pontos suficientes para ativar todas as opções, claro que estas trapaças são opcionais e quem quiser ter uma experiência mais fiel ao original pode simplesmente ignorá-las.
No final, Tales of Xillia Remastered entrega uma experiência decente, mas que não impressiona e poderia ter ficado melhor. As melhorias visuais e gráficas no geral são pequenas, o combate tem suas peculiaridades e o melhor fica por conta das adições de qualidade de vida e de finalmente o jogo deixar sua exclusividade para chegar nos sistemas atuais. O preço cobrado é OK e pela experiência eu prefiro recomendar este título para quem se interessar e para os fãs que queiram jogar novamente com as adições e novidades.











