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Fighting Force Collection – Mais uma coletânea preservando jogos antigos | Análise

Analisado no PC


Fighting Force Collection é uma coletânea de jogos do PlayStation originalmente desenvolvidos pela Core Design. A coletânea foi feita pela Implicit Conversions e está sendo distribuída pela Limited Run Games, com versões para Nintendo Switch, PC e PlayStation 5.

Coleções e compilações de jogos antigos são sempre bem vindas, pois além de ser uma forma de jogarmos estes clássicos nos sistemas atuais, elas também os preservam, garantindo sua continuidade principalmente quando chegam ao PC. No geral essas coleções têm uma qualidade variável, com algumas trazendo conteúdo adicional como manuais e artes, além de também terem diversas opções de configurações para os sistemas modernos, no entanto outras já chegam com o mínimo preciso apenas para fazer os jogos funcionarem. Dito isso, a Fighting Force Collection é uma coleção simples que traz conteúdo adicional e alguns recursos de qualidade de vida, mas peca na falta de opções de configuração básicas e traz jogos que envelheceram mal e também não foram bem recebidos na sua época de lançamento.

O PlayStation foi sem dúvidas uma plataforma bastante difundida em nossas terras tropicais e quem teve acesso ao console, pode jogar sua biblioteca seja por discos originais ou alternativos. Fighting Force de certa forma teve uma certa popularidade por ser um beat ‘em up (briga de rua) em 3D e se você não os jogou na época, provavelmente alguém que você conhece teve acesso aos jogos desta coleção, mas segure sua nostalgia pois já adianto que ambos não envelheceram bem.

Para quem não conhece, Fighting Force é um beat ‘em up lançado originalmente para PlayStation e PC em 1997, com uma versão de N64 chegando em 1999. Em Fighting Force nós jogamos como mercenários de uma unidade especial que precisam parar um vilão que está tentando destruir o mundo. O título segue o padrão de beat’em up, com cenário curtos e ondas de inimigos, sendo que o diferencial aqui são os gráficos em 3D e a destruição do cenário, onde podemos quebrar diversos itens e partes do mapa para improvisar armas. Temos coop e quatro personagens diferentes, contudo apesar das opções e da destruição de cenário, a jogatina é limitada e o jogo sofre com animações lentas e um desequilíbrio da AI que acaba forçando o jogador a abusar de alguns ataques. O título teve uma recepção mista mas vendeu o suficiente para garantir uma sequência.

Fighting Force 2 chegou em 1999 para o PlayStation e Dreamcast, abandonando o PC e o N64. Nesta sequência, nós iremos jogar como um mercenario encarregado de investigar e parar uma organização que este operando um esquema ilegal de clonagem humana. Diferente de seu antecessor, não temos coop e a destruição de cenário é limitada, sendo que apesar de ainda ter elementos de beat ‘em up, a jogatina agora se assemelha mais a um jogo de aventura e ação como tomb raider, onde temos de investigar e explorar locais, combatendo inimigos e coletando itens chave para avançar. Esta sequência teve uma recepção fraca e não atingiu o sucesso comercial desejado, sendo este o último jogo da franquia.

Como é de praxe em coletânea de jogos antigos, Fighting Force Collection chega com algumas melhorias e adições que incluem uma galeria de artes conceituais, alguns filtros CRT, compatibilidade com controles atuais, sistema de salvamento e carregamento rapido, alem da função rebobinar que é muito bem vinda principalmente no segundo título. Infelizmente faltam opções básicas de configuração do launcher e não temos nem mesmo opções de resolução e formato de tela, assim a coleção roda em tela cheia, sem opção de janela, o que pode acarretar em problemas dependendo do tamanho e formato de seu monitor. Além disso, temos apenas os jogos em suas versões de PlayStation, visto que como dito mais acima, eles também foram lançados para PC, Nintendo 64 e Dreamcast.

A experiência de jogo aqui é mista e o fator nostalgia acaba rápido, pois ambos os jogos não envelheceram bem. O primeiro Fighting Force sofre com animações lentas e um ritmo que simplesmente não é legal, sendo que eu recomendo jogar em coop para uma experiência menos frustrante. Fighting Force 2 já traz uma experiência diferente e seus comandos são mais rápidos, com uma dinâmica que apesar de ser single player é mais agradável, contudo, a câmera é limitada e ruim, sendo que você vai ter de abusar da função de rebobinar, pois em diversas etapas nosso personagem pode ser derrubado, caindo para o game over por conta de inimigos e perigos ocultos pela câmera ruim. Ambos os jogos tem controles limitados e definitivamente não envelheceram bem, sendo que quem nunca jogou os clássicos desta época com certeza irá sentir dificuldades.

No final, a Fighting Force Collection é uma coletânea simples que tem algumas melhorias, mas faz o mínimo para os jogos rodarem e não impressiona. O preço cobrado é salgado pela experiência e eu prefiro recomendá-la somente para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por uma promoção.

Fighting Force Collection

7

Nota

7.0/10

Positivos

  • Algumas adições de qualidade de vida
  • Galeria de arte
  • Preserva jogos antigos

Negativos

  • Faltam opções básicas de configuração
  • Preço
  • Jogos envelheceram mal

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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