
Code Vein II – Uma aposta ousada que não funciona | Análise
Analisado no PlayStation 5
Lançado em 2019, Code Vein obteve um grande sucesso, sendo chamado de Souls-Like de Anime. Agora em 2026, o segundo jogo da franquia foi lançado com a promessa de evolução generalizada em relação ao primeiro game. Dessa vez, a Bandai Namco promete elevar o nível da ambientação pós apocalíptica que se associa a acurácia apelativa dos souls-likes que temos no mercado atualmente, mas com o diferencial estético e narrativo de um anime, com uma projeção expansiva ainda maior, conceituando sua fórmula em um mundo aberto.
Contextualizando a história de Code Vein II, precisamos entender que o jogo é ambientado em uma realidade onde a humanidade se vê forçada a dividir a existência com As Aparições, criaturas quase imortais que se mantém vivas por meio do consumo de sangue humano.
No passado, Idris conseguiu controlar todo o caos deste mundo, entretanto, a proteção que ela criou passou a falhar um século antes dos eventos do segundo jogo, durante um embate conhecido como Insurgência. Com isto, as Aparições mais fortes passaram a se sacrificar e se aprisionarem em casulos, com intuito de conter toda a calamidade, porém, a energia que os mantém intactos no casulo é limitada e com isso, depois algum tempo, passam a criar explosões intensas que afetam a barreira, degradando-a ao longo do tempo.
Com o colapso instalado, assumimos o controle de um caçador que sofre de amnésia, que é ressuscitado após morrer salvando habitantes de uma ilha. A pessoa que o traz de volta é uma garota chamada Lou Magmell, que decide dividir seu coração com ele. A partir daí, juntos, eles seguem uma jornada com o objetivo de acordar os heróis selados para impedir novas catástrofes. Para obter êxito nesta missão, eles precisam trabalhar em dupla e utilizar suas habilidades únicas de viajar no tempo e assim, descobrir como acessar cada casulo.
No primeiro game, toda a exploração era condicionada a áreas fechadas, praticamente lineares, com intersecções que possibilitavam o descanso e alguns atalhos. Mesmo com caminhos alternativos e desbloqueáveis ao longo da campanha, o jogo ainda oferecia uma navegação mais guiada, sem desvios expressivos.
Já no segundo jogo, a base é a mesma, entretanto há uma expansão mais significativa. As masmorras seguem lineares, mas interconectada por eventos narrativos inseridos em um mundo aberto. E para uma locomoção mais fluída, contamos com uma moto que nos permitirá uma maior amplitude de exploração do game.
Em Code Vein II, a variedade de armas e builds permite muita diversão ao longo de inúmeras horas jogando, criando, melhorando e admirando seu personagem. O game ainda faz um excelente trabalho ao se adaptar ao estilo de gameplay de cada jogador, destravando um arsenal bem interessante para que possamos testar conforme avançamos. Porém, os déficits de combate logo começam a dar as caras o que temos de bom, é facilmente ofuscado.
Code Vein 2 faz um ótimo trabalho se adaptando ao estilo de jogo de cada jogador e desbloqueia uma infinidade de coisas para você testar conforme avança, mas os problemas do combate logo começam a ficar evidentes e ofusca completamente o que ele tem de bom.
Infelizmente, logo no início, já é possível notar que as animações do protagonista e dos inimigos são bem travadas, no que diz respeito a fluidez no jogo em si. E isso é elemento fundamental para estabelecer e criar uma composição de qualidade para um souls-like atualmente. Um ponto marcante pra mim foi logo após o tutorial no qual recebemos a moto e após a transição da animação para a gameplay, não há “peso”, é como se não estivéssemos pilotando um automóvel de aço, que naturalmente causaria algum impacto ou percepção de se tratar de um veículo. É realmente muito estranho, é necessário jogar para entender.
Os inimigos ao longo do nosso percurso são bastante repetitivos, o que torna os combates desinteressantes, devido a frequência de reciclagem dos inimigos e bosses. Essas questões se juntam ao fato de o mundo aberto não possuir vida, tornando a sensação de mundo aberto ser altamente punitiva durante a exploração, uma vez que não há estímulo para ficar rodando sem rumo e busca de itens e tal. A impressão que fica é: não devia ter expandido, a linearidade era excelente!
Para finalizar, digo o seguinte: eu não conhecia a franquia e fui atrás de consumir tudo sobre o primeiro game, para começar este e afirmo que me decepcionei bastante com o novo título. São tantos downgrades técnicos e operacionais, que fica difícil recomendar. Dito isso, acredito que a maioria dos problemas são facilmente resolvidos com atualizações, mas fora isso, teremos apenas um mundo aberto apático, sem conteúdo e que necessitaria de uma mega operação técnica de desenvolvimento para consertar.











