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ChromaGun 2: Dye Hard – Traz um ritmo cansativo, mas agora temos um “Portal” | Análise

Analisado no PC


ChromaGun 2: Dye Hard é um jogo de puzzles desenvolvido pela Pixel Maniacs e distribuído pela PM Studios, Inc. O título foi lançado em 12/02/2026 com versões para Nintendo Switch 2, PC, PlayStation 5 e Xbox Séries.

Continuando a trama de ChromaGun (2016), ChromaGun 2: Dye Hard segue a mesma receita de seu antecessor, expandindo de certa forma os elementos de jogo, em uma experiência que tem seus momentos, mas acaba sendo cansativa.

Para quem não conhece e claramente inspirado em Portal, ChromaGun é um jogo de puzzles lançado em 2016 que tem como foco a manipulação das cores primárias (azul, amarelo e vermelho) para movimentar blocos e estruturas com o fim de ativar switches e concluir puzzles. No primeiro, nós embarcamos em uma aventura como um funcionário que está testando a ChromaGun em um ambiente controlado de laboratório e precisa utilizar esta arma/ferramenta para combinar as cores e resolver os quebra cabeças.

Em ChromaGun 2: Dye Hard, nós iremos continuar os experimentos, contudo após alguns eventos nossa ferramenta quebra e seremos guiados a ativar e passar por um portal, para assim acessar uma realidade alternativa e roubar a ChromaGun de lá. A trama é previsível e a história serve somente como uma justificativa para os novos elementos adicionados a experiência que podem ou não agradar os jogadores veteranos e novatos.

A jogatina segue o conceito do primeiro jogo, onde precisamos utilizar a ChromaGun para colorir painéis e itens com as cores primárias para atraí-los e conseguir ativar mecanismos ou alcançar partes do cenário. Azul, amarelo e vermelho, são as cores que precisaremos manipular, seja colorindo partes brancas, ou misturando as três para criar verde, laranja e roxo, caso erre ou acabe chegando à cor preta, é possível retirar a cor do alvo e começar novamente, uma forma de evitar um pouco o soft lock. Como dito acima, a receita segue a mesma do jogo anterior e o diferencial aqui são alguns novos perigos, obstáculos, funções e os níveis que foram expandidos.

Diferente de seu antecessor que tinha quebra cabeças elaborados em uma única sala de jogo, esta sequência os expande para múltiplas salas e é aqui que as coisas começam a ficar cansativas e frustrantes. Aqui é comum ter de percorrer distâncias só para colorir e conseguir ativar um mecanismo que abre uma porta para você conseguir prosseguir no quebra cabeça ou pior, ter de ficar indo e vindo entre distâncias para ativar mecanismos de quebra cabeças que nem são tão complexos, ou simplesmente para observar como é o mecanismo do puzzle.

A experiência cansa e existem momentos onde você literalmente passa mais tempo indo do ponto A para o B ou C, do que realmente colorindo e resolvendo os quebras cabeças. Comparado ao antecessor onde praticamente tudo estava presente na sala de jogo, os quebra cabeças desta sequência também são em sua maioria menos complexos e a dificuldade às vezes está em reconhecer os pontos que podem ser coloridos no cenário do que como o mecanismo funciona de fato.

Para piorar a experiência, existem alguns problemas relacionados às mecânicas de jogo que podem ocasionar em soft lock, forçando o jogador a ter de recarregar o nível. Não é raro ocorrer de uma esfera simplesmente passar do alvo, não se ligar ou não ter força suficiente para chegar ao alvo, ou algum mecanismo simplesmente não funcionar, fatos estes que não deveriam acontecer e ao recarregar o nível você descobre que o sistema de checkpoints é horrível e demora demais para salvar. Por conta dos checkpoints muito distantes um do outro, o jogador é forçado a ter de recomeçar o nível praticamente do zero, tendo de refazer 2 as vezes 3 etapas anteriores à que ele estava e toda a dinâmica de correr entre pontos acaba se repetindo novamente e contribuindo ainda mais para o cansaço.

Uma década separa os dois jogos e não precisa jogar o anterior para saber que tivemos uma evolução gráfica nesta sequência. ChromaGun 2: Dye Hard, chega com visuais modernos, modelos de cenário, elementos e até mesmo as cores, todos mais bem detalhados e efeitos visuais melhores. A trilha sonora traz um mix de músicas calmas e outras mais empolgadas para tentar embalar a jogatina e novamente somos acompanhados por narradores que tentam criar um humor sarcástico, mas que é muito artificial e contribuem mais para gastar sua paciência do que realmente contribuir para a ambientação.

No final, ChromaGun 2: Dye Hard é uma sequência que demorou demais para chegar e apesar de trazer algumas modificações e adições, sua experiência final é mista com momentos interessantes e outros bastante frustrantes. O preço cobrado é camarada e apesar dos problemas eu posso recomendar este título para todos que gostam do gênero, ou que querem jogar algo diferente.

ChromaGun 2: Dye Hard

7

Nota

7.0/10

Positivos

  • Legendas em PT-BR
  • Alguns quebra cabeças interessantes

Negativos

  • Bugs e soft locks
  • Sistema de checkpoints ruim
  • Cansativo

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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