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Blood Reaver – Impressões de um acesso antecipado que foi lançado cedo demais

Jogo testado no PC


Blood Reaver é um arena shooter que está sendo desenvolvido e distribuído pela Hell Byte Studios. O título ainda está em desenvolvimento e foi lançado como acesso antecipado para PC em 15/04/2026.

Em Call of Duty: World at War (2008), nós tivemos a introdução do modo bônus Zombies, este que se tornou popular entre os fãs, recebendo diferentes versões em novas entradas da franquia e também expandindo sua fórmula para outros jogos AAA e Indies. Se inspirando nessa receita de sucesso, Blood Reaver é mais um arena shooter que tem potencial, mas sofre com a falta de quantidade e qualidade de conteúdo, sendo este um acesso antecipado que precisa ficar mais tempo no forno.

Como este é um acesso antecipado recente, não temos história bem definida, mas a premissa de Blood Reaver é colocar os jogadores como guerreiros de uma ordem esquecida, os Blood Reavers que tem o trabalho de enfrentar as forças infernais e as impedirem de invadir o plano dos vivos. Não espere nada bem desenvolvido pois no atual estado é apertar play e partir para o combate.

Para quem nunca jogou ou não se lembra, em Call of Duty Zombies o jogador é colocado para sobreviver, enfrentando hordas de inimigos que ficam mais desafiadoras com o tempo, utilizando itens limitados em um sistema onde cada abate rende pontos, estes que são necessários para adquirir itens, melhorias e liberar novas áreas do mapa. Blood Reaver utiliza esta mesma fórmula, mas ao invés de zumbis e uma temática militar, nós temos demônios e um tema de fantasia com magias como habilidades e a sinergia destas com as armas sendo o ponto alto da experiência.

Antes de partir para a jogatina é possível alterar um “loadout”, mas não espere se escolher armas e equipamentos, pois atualmente ele serve apenas para o jogador escolher e equipar três habilidades que funcionam como um “super” que causa danos e duas secundárias geralmente de efeito como cura ou redução de movimento de inimigos em área. Escolha feita é partir para a jogatina que pode ser feita de maneira solo, ou em coop com amigos ou desconhecidos, mas já adianto que se não tiver algum amigo interessante você irá jogar sozinho, pois a população é inexistente e não encontramos nenhuma sala ativa.

A jogatina segue o formato de Zombies, onde começamos em um mapa pequeno com uma arma e logo após a primeira onda de inimigos é possível escolher entre novos equipamentos ou nova área. Os inimigos vêm em ondas e aparecem de localidades pré-determinadas no mapa, mas temos vários pontos e dependendo da onda, nem todos serão usados. É possível gastar recursos para construir bloqueios nestas, retardando um pouco as ondas e permitindo uma folga para os jogadores, algo que é interessante principalmente quando estamos solos porque são muitos inimigos, mas o sistema precisa de ajustes pois a construção é muito lenta em relação ao tempo entre as ondas.

Depois de sobreviver algumas ondas e liberar novas áreas a jogatina começa a ficar mais interessante, pois temos acesso a novas armas e habilidades, algumas que quando combinadas causam uma total destruição e são divertidas de serem usadas. Entretanto, a experiência inicial é sofrida, pois as áreas iniciais são limitadas e quando a jogatina começa a ficar boa você morre pelo desbalanceamento, ou por problemas nos sistemas de jogo.

Infelizmente esta é uma experiência de acesso antecipado que mais parece um alpha de testes do que realmente um título funcional em desenvolvimento. Não me leve a mal, os sistemas estão aqui e o título tem potencial, mas infelizmente nada está polido ou bem feito. Começando pelos modelos que no geral, tanto cenário, armas, habilidades e inimigos, são simples, sem detalhes e com cara de pacote de assets gratuitos, com inimigos que não impressionam, armas que não tem peso e são desinteressantes, além de efeitos sonoros genéricos que não impressionam.

Os inimigos estão cheios de problemas, eles correm mais rápido do que o jogador, o que cria certos momentos de frustração quando combinados a outros problemas e o path tracing deles não é coeso, sendo que às vezes eles param de se mover te ignorando, ou eles vêm por caminhos que dão uma volta sem sentido algum. As caixas de interação são completamente inconsistentes e é comum você tomar dano de corpo a corpo mesmo não estando perto de inimigos ou de suas animações, aliás temos ataques corpo a corpo, mas utilizá-los simplesmente não vale a pena por conta dos problemas, sendo que até tiros na cabeça dos inimigos às vezes não são registrados. Para piorar, a otimização não existe e a performance não é boa mesmo em hardwares mais atuais, sendo que estamos falando de um jogo indie com modelos e sistemas simples, além de um mapa limitado.

No final, Blood Reaver tem potência, os elementos e sistemas estão ali, mas o jogo precisa de conteúdo e de mais qualidade, pois atualmente temos mais problemas do que diversão. Nossa experiência não foi das melhores e a jogatina até pode ser divertida em coop com amigos, mas no atual estado eu prefiro recomendá-lo somente para quem quiser contribuir com o projeto, do contrário é melhor esperar por atualizações.

Veredito Gamers & Games

“Blood Reaver apresenta boas ideias e potencial, mas o estado atual em acesso antecipado sofre com problemas técnicos, falta de conteúdo e polimento insuficiente.”

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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