
Ubisoft encerra estúdios de Winnipeg e Belgrado
Essa nova reestruturação da empresa ferará até 380 demissões.
Destaques – Reestruturacao da Ubisoft
- Cortes globais: nova reorganizacao pode eliminar ate 380 postos de trabalho em equipas da Ubisoft ao redor do mundo.
- Estudios encerrados: fechamento definitivo dos estudios de Winnipeg (focado em tecnologia para os motores Anvil e Snowdrop) e Belgrado (envolvido em The Crew 2, Rainbow Six, Riders Republic e Skull & Bones).
- Barcelona reestruturada: estúdio de Barcelona permanece aberto, mas passara a dedicar-se exclusivamente à franquia Rainbow Six.
A Ubisoft vai avançar com uma nova reorganização interna que pode resultar no corte de até 380 postos de trabalho em equipes espalhadas pelo mundo. Segundo a própria companhia, esta decisão faz parte de um plano mais amplo para reduzir drasticamente os custos operacionais e ajustar a estrutura da empresa a uma fase de forte contenção de despesas.
As consequências mais pesadas dessa reestruturação recaem sobre os estúdios de Winnipeg e Belgrado, que serão encerrados em definitivo. O estúdio de Winnipeg, criado em 2018 e com cerca de 100 funcionários, tinha como principal responsabilidade o desenvolvimento de tecnologia para os motores gráficos internos da Ubisoft, como o Anvil e o Snowdrop, usados em algumas das principais franquias da editora. Já o estúdio de Belgrado, em atividade desde 2016, participou de forma ativa no desenvolvimento de jogos como The Crew 2, Tom Clancy’s Rainbow Six, Riders Republic e Skull & Bones, e agora também será desativado como parte desta onda de cortes.

Em Barcelona, o impacto será diferente. O estúdio local não será encerrado, mas passará por uma reestruturação profunda. A partir desta mudança, a equipa espanhola ficará dedicada exclusivamente à franquia Rainbow Six, o que indica uma concentração de esforços em marcas estabelecidas e consideradas estratégicas para o futuro da Ubisoft.
Para além dos estúdios de desenvolvimento, a empresa comunicou internamente que a equipa de Global Publishing também vai sofrer cortes significativos de pessoal, reforçando que a reestruturação não está limitada apenas à produção de jogos, mas abrange igualmente áreas de suporte, marketing e publicação global.
Estas demissões e encerramentos integram um plano de contenção de gastos rigoroso, através do qual a Ubisoft pretende reduzir os seus custos fixos em 200 milhões de euros ao longo dos próximos dois anos. A direção descreve este período como uma grande reestruturação, com o objetivo declarado de reorganizar a força de trabalho e tornar a empresa mais enxuta e financeiramente sustentável.

O custo humano e criativo desse plano, porém, já é elevado. Só neste ano, a política de contenção levou ao cancelamento de pelo menos seis jogos e ao adiamento de outros sete, afetando diretamente o calendário de lançamentos da companhia. Além disso, a Ubisoft vem atravessando uma série de demissões recentes que já atingiu cerca de 100 funcionários na Red Storm Entertainment, a sede em Paris, onde existem planos para cortar até 200 postos de trabalho —, e o estúdio de Toronto. A nova rodada de até 380 cortes, somada a cancelamentos e adiamentos, reforça a dimensão da crise interna e a profundidade da reestruturação em curso dentro da Ubisoft.






